Sucesso e fracasso fazem parte da mesma jornada

 

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Tenho por hábito guardar alguns arquivos de texto na tela do meu computador. Coisas que estava pensando em ler com mais calma em um dia mais calmo, que jamais chegará. Ou que poderiam me inspirar a escrever no blog, como, aliás, estou fazendo agora.

 

Imagino que haja maneira mais criativa e produtiva de se arquivar material pelo qual tanto prezamos. No entanto, ao tê-los ali ao alcance dos olhos penso que será mais fácil de me lembrar da importância que um dia dei a eles. O que a realidade me mostra não ser verdade: hoje mesmo, me deparei com alguns textos que estão pendurados na tela faz mais de ano. Fossem post-its já teriam descolado.

 

Um dos arquivos me chamou atenção e continha estas listas que costumam fazer sucesso na internet: neste caso, uma lista de fracassos ou com causas que nos levam ao fracasso. O tema pode não ser agradável para esta época, afinal quando um novo ano se inicia é sempre oportunidade para refazermos sonhos e desenharmos planos que nos transformarão naquilo que imaginávamos ser um dia. É o momento de pensarmos no que pode dar certo, no sucesso.

 

O problema é que nos iludimos com a ideia do sucesso, especialmente pela dificuldade de definirmos o que ele representa. De uma maneira geral, tendemos a ver o sucesso naquelas pessoas que chegaram ao topo da empresa, têm um crachá poderoso pendurado no pescoço, um bom salário na conta, casa própria e passaporte marcado pelas viagens internacionais. O tamanho do escritório, a quantidade de funcionários à disposição e de ações da empresa também servem de parâmetro.

 

Muito mais difícil é enxergar este mesmo sucesso em profissionais comuns, estabelecidos em atividades intermediárias na hierarquia da empresa e com salários que dependem do complemento do vale transporte e de alimentação. Mesmo que realizem suas funções com excelência e eles próprios se sintam realizados.

 

Um e outro, independentemente do posto que ocupem, podem se sentir bem sucedidos, mesmo porque este conceito não se restringe a vida profissional. O que se sucede bem está na nossa casa, na nossa família, no meio social em que vivemos; na espiritualidade e religiosidade, também. Limitarmos nossa satisfação aos resultados na empresa é tornar pequena uma vida que deve ser vivida em todas suas dimensões.

 

O sucesso é tão tentador que lá se foram três parágrafos dedicados a ele quando meu objetivo aqui é falar do fracasso, que costumamos experimentar em nosso cotidiano. O erro profissional muitas vezes nos envergonha, nos amedronta, pois pode custar uma promoção ou nos levar à demissão; revela nossas fragilidades em uma sociedade que preza o super-herói. Diante disso, tentamos escondê-lo, e assim que ocorre iniciamos a busca incessante pelos responsáveis. A culpa é sempre dos outros, e essa é a primeira causa do fracasso na lista que arquivei em meu computador.

 

Mas o erro é parte do processo e se não olharmos para ele desta maneira, tudo perde o sentido. Os que pensam que sempre acertam são desinformados ou arrogantes … Isso não significa que tenhamos de assumir toda a culpa pelo o que acontece de errado. Isso também nos encaminha ao fracasso, leio na minha lista. Agir dessa forma leva ao “coitadismo”, à ideia de que nascemos para sofrer e à crença de que devemos ser alvo da comiseração de outrem. É uma autodefesa.

 

Ter noção da realidade ajuda a conter o fracasso, foi o que aprendi ao reler minha lista. Portanto, ao decidir seus objetivos de vida seja explícito e factível nas escolhas. Se você desenha uma estrada muito longa é capaz de não enxergar o ponto de chegada, e a demora para alcançá-lo vai gerar frustração. Vejo isto em jovens que estão começando carreira e não têm paciência para aguardar o momento certo da promoção. Trocam de cargo, de emprego ou voltam para a casa sem noção do tempo de maturação que precisamos ter para ascensão profissional.

 

Não ter objetivos claros, escolher objetivos errados ou imaginar que será possível pegar atalhos para chegar lá, fazem parte do mesmo capítulo dessa história que nos leva ao fracasso

 

Temos de nos proteger também do consolo alheio, exercício típico dos que ao não enxergarem solução no momento tentam nos contentar com previsões otimistas em um futuro sem data.

 

Na infância, a chatice da ordem unida é amenizada pela liberdade que teremos na adolescência. Os limites que encontramos nessa serão superados com a autoridade que alcançaremos na fase adulta. Na universidade nos vendem o sonho do primeiro emprego. E assim que o conquistamos, descobrimos que haverá uma vida melhor quando assumirmos o primeiro cargo de líder, gestor e diretor. Agora, se você quer mesmo a felicidade plena espere a chance de ser o CEO da empresa. Assim que se sentar na cadeira dele, vai descobrir o isolamento e a pressão. E diante da sua apreensão, ouvirá do conselheiro que toda esta jornada tem um prêmio: a aposentadoria.

 

Sem entender que nossos fracassos diários podem nos ajudar a crescer, nos consolamos com a promessa de que o futuro nos reserva algo melhor e desperdiçamos a oportunidade de aproveitarmos o mérito de cada etapa. Esquecemos de sermos felizes agora, mesmo que nem sempre as coisas deem tão certo quanto imaginávamos que deveriam dar.

 

O sucesso eterno não existe. O fracasso haverá de se apresentar. Eles fazem parte da mesma jornada.

Mundo Corporativo: Simone Simon diz como tornar mais fácil uma negociação

 

 

 

Uma boa negociação depende de confiança, respeito e ética, e para torná-la mais fácil é preciso planejamento. Tem de saber analisar quais são os seus interesses e, em seguida, entender quais são os interesses do outro, identificar os pontos de conflito e onde você pode ceder. Essas são algumas das sugestões de Simone Simon, especialista em negociação, entrevistada pelo jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da rádio CBN. Simon é palestrante e autora do livro “Faça ser fácil – negocie e obtenha resultados extraordinários na vida, na carreira e nos negócios” (Editora Gente).

 

O Mundo Corporativo pode ser assistido ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no site da CBN e na página no Facebook. O programa é reproduzido aos sábados no Jornal da CBN. Colaboram com o Mundo Corporativo Juliana Causin, Rafael Furugen e Débora Gonçalves.

Conte Sua História de SP: minha vida na cidade começou de fato no Fórum João Mendes

 

Por Paula Calloni
Ouvinte da rádio CBN

 

 

O Hospital e Maternidade Central Nossa Senhora da Abadia, em Santo Amaro, que era administrado por freiras, já não existe mais. Lá conheci meus pais pela primeira vez, quando tinha 15 dias de vida, em 1968.

 

Eles já tinham 3 filhos, mas queriam mais uma menina. A freira levou minha mãe ao berçário e mostrou vários recém-nascidos, abandonados pelas mães biológicas… a maioria solteiras e recém-chegadas à cidade. Ao me pegar no colo, minha mãe disse: “quero esta”. E não adiantou a irmã apresentar outros bebês: “quero esta!” – disse mamãe, firme.

 

Dias depois, lá fui eu para o fórum João Mendes, região da Sé, nos braços da enfermeira Venina de Oliveira Costa, já falecida, que me entregaria para meus pais adotivos.

 

Quantas vidas se encontrando na São Paulo que se agigantava, vivaz, onde viver já era uma correria.

 

Naquela manhã, o juiz da Vara de Menores do Fórum propôs que eu ficasse num abrigo para menores até sair a papelada oficial da adoção.

 

Nesse momento, meu pai, imigrante italiano, me segurou firme e desafiou o juiz: “ela é minha filha e se eu não sair com ela no colo hoje, vou deixá-la aqui!”.

 

O que fazer? O juiz se viu encurralado. E cedeu. Ufa…

 

Ganhei uma família. Ganhei um lar.

 

Hoje, quando passo ao lado do Fórum João Mendes, olho para ele, imponente, sem jamais esquecer que ali, de fato, começava a minha história com São Paulo.

 

O Conte Sua História de São Paulo tem sonorização do Cláudio Antonio e narração de Mílton Jung. Vai ao ar aos sábados, após às 10h30, no CBN SP. Para participar, envie seu texto para milton@cbn.com.br

Zerando a vida: quando as coisas não saem como você planejou

 

Por Biba Mello

 

 

FILME DA SEMANA:
“Zerando a Vida”
Um filme de Steven Brill
Gênero: Comédia
País:USA

 

Amigos de infância se encontram após muitos anos, admitem que suas vidas não estão como um dia chegaram a sonhar, e uma reviravolta acontece unindo os dois para sempre. Eles resolvem forjar a própria morte, assumindo novas identidades. O que eles não imaginam é que terão muitos tropeços pela frente.

 

Por que ver:
É um filme engraçado, apesar de alguns momentos non sense “jogados”no meio da história de maneira desnecessária, ou seja, não ajudam a narrativa, estão lá por pura graça.

 

Os atores interpretam eles mesmos, você sempre verá o Adam Sandler igual em todos os filme e ainda assim será engraçado.

 

A história tem um caminho previsível e portanto é bacana como entretenimento. Gostei do filme de maneira geral, e o classifico como besteirol politicamente incorreto.

 

Como ver:
Em casa, após um dia de estresse.Com certeza você irá se divertir.

 

Quando não ver:
Com alguém que adora intelectualizar… não é um filme para isto, não tem nem mesmo uma “moral da história”para um papo cabeça depois.

 

Biba Mello, diretora de cinema, blogger e apaixonada por assuntos femininos. Dá dicas de filmes e séries aqui no Blog do Mílton Jung

De Vida e Suas rimas

 

Parceira desde o nascer do blog, Maria Lucia Solla se despede com palavras ritmadas e rimadas. E nós, seus leitores, entre os quais este editor, agradecemos o compartilhar de seu conhecimento e sentimento.

 

Obrigado!

 


Por Maria Lucia Solla

 

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tem o dia da chegada e tem aquele da partida
é assim com tudo na vida
sem morte depois dela
que disso eu estou convencida

 

na chegada ou ao longo da estrada
no adeus ou no até mais
ignoro a porção comportada
e convido a intensidade
pra prantear rir festejar
sem ais

 

é preciso querer tudo
continuar a almejar
pode crer!
nem que seja pra treinar
o danado do querer

 

é festivo o começo
mas também o é o final
porque há que festejar
tudo na vida
o ordinário e o original

 

e é pra isso que hoje estou aqui
pra agradecer a companhia
durante o meu longo escrever

 

e pra me despedir deste espaço
envolta na mesma alegria
e na imensa gratidão
que me moveram na chegada
do fundo do meu coração

 

até um dia, quem sabe, amigos!

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

A receita para aplicarmos um detox nas coisas de casa e da vida

 

View at Medium.com

 

[…]

Entrei nesse papo, na verdade, pois acabo de ser levado a pensar sobre a quantidade de coisas que tenho dentro de casa, a partir do livro “Stuffocation”, do jornalista James Wallman, que questiona o comportamento do consumidor contemporâneo e defende a tese de que temos muitos mais do que necessitamos. Tão mais que chegamos a nos sentir sufocados pelas coisas ou “suffocated by stuff”, sensação que leva Wallman a criar o neologismo que batiza o livro.

[Leia o artigo completo na minha página no Medium.com – é só clicar na imagem acima]

De papiamentu

 

Por Maria Lucia Solla

 

livro

 

O idioma oficial de Aruba, uma das ilhas do Caribe é o Papiamentu, um idioma feito de holandês, inglês, espanhol e português. Nos conhecemos em Aruba, ele e eu, num Hotel Cassino.

 

Voltando no tempo…

 

Era agosto de 1973. Um calor inimaginável, Sol vitorioso, paisagem… como descrever? Meus companheiros de viagem saíam correndo para o Cassino logo depois do café da manhã, e eu, avessa a Cassinos, tomava meu café e ia direto para a praia.

 

Ler, ler, ler, caminhar, sol, sol, sol não me bastavam, e compras não me atraíam. Acontece que os copeiros do hotel andavam entre as cadeiras, levando drinques e gostosuras para o pessoal que lagarteava, e conversavam entre si, aqui e ali, falando um idioma intrigante. Eu esticava o pescoço e os ouvidos, e queria mais.

 

No dia seguinte, antes da praia, fui à livraria, claro! Comprei o livro que você vê ali na foto e passei a semana lendo e me surpreendendo. À noite, o jantar no Cassino, que antes me incomodava muito, começou a me atrair; eu ensaiava frases recém aprendidas com os croupiers que revezavam no seu posto, com os camareiros e camareiras… pouca gente escapava da minha sede de aprender. E nos divertíamos, eles e eu.

 

Vou elencar aqui algumas palavras e frases, sem entrar nos detalhes do idioma, se conseguir me segurar.

 

Só uma palhinha… os verbos são conjugados da mesma forma para todas as pessoas. (!) nem tão diferente do inglês. Duas, vai! ‘ acento agudo se diz “acento agudo” e ` acento grave se diz acento grave”.
Vem comigo!

 

Dicionario

 

Que tal curiosar um pouco mais? Bom domingo e boa semana!

 


Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

De teatro

 

Por Maria Lucia Solla

 

carta

 

Olá,

 

sigo firme na tarefa da limpeza e organização do meu apartamento. Entro em contato com cada coisa, e me entrego. Mão na massa, e haja coração. Tem de tudo, meu Pai! Fiquei muito tempo na estrada, longe de mim.

 

Encontro coisas que fazem meu coração bater mais forte, outras me fazem sorrir. Tem as que me emocionam, e as que espremem meu coração.

 

Pilhas de livros me sequestram, e eu me rendo, mas quando paro porque sinto dor no pescoço ou porque uma perna começa a roncar, de tanto dormir, já passou o dia; é hora de acender as luzes. E vou selecionando, agradecendo cada coisa de que eu não preciso mais e empilhando para oferecer a quem precisa, para ir para o lixo, para arquivar…

 

Mas falando em precisar, nem preciso dizer que meu humor e meu raciocínio andam enlouquecidos. É muita coisa. Cada objeto me conta mais de uma história, que me leva para outra, e mais outra; e me perco ao me encontrar. Como é que eu faço para dar as costas aos relatos? Sento no chão e deixo que as coisas falem comigo. Tem sido mágico.

 

E em todos estes anos, eu não me lembrava que tinha uma cópia do script da minha primeira peça infantil, no Teatro Amador do Jaguaré, em 1959. Eu era Marisa, a filha. Também estive no elenco do Rapto das Cebolinhas, e do Chapeuzinho Vermelho… enfim, fazia o que mais gostava na vida, estudava e representava, no Externato Jaguaré, que era maravilhosamente dirigido por padres canadenses, onde o grupo apresentava as peças. Eu tocava harmônica, tocava violão, cantava, fazia de tudo. Amava e ainda amo o teatro.

 

Um dia, o diretor do grupo teatral veio pedir ao meu pai para que eu, além da escola, fizesse parte do grupo, me dedicando também ao teatro.

 

Não me lembro do nome dele, nem do seu rosto, mas tenho certeza absoluta de que deve estar correndo do meu pai, até hoje. Seu Solla não era fácil, não, mas depois desse incidente, eu ainda quis ser ‘aeromoça’, e meu pai quase teve um enfarto. Eram os tempos.

 

Depois me perguntam porque eu lia no telhado, quando era adolescente…

 

Ora, mas você também deve ter os teus guardados, que provam que somos todos heróis de mil faces, com batalhas, vitórias e derrotas, gente que vem e gente que se vai. É o jogo da Vida, do ganhar e do perder.

 

Tenho percebido que se a gente não se atira e não bate os pezinhos no chão do Shopping, pela perda, sai sempre ganhando!

 

Pense nisso, ou não, e até a semana que vem.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

De terror, mudança e Era de Aquário

 

Por Maria Lucia Solla

 

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Desde o final dos anos 1960, nossa consciência empreende incríveis mudanças e avanços, todos os dias, a toda hora. Quase banal; mas valores que eram até então respeitados vêm sendo estraçalhados. Criança, menino e menina, tem boca mais suja que pau de galinheiro, tem comportamento de marginal e sem sombra de dúvida aprende em casa o que exibe na rua. Só para começar a descrever o panorama.

 

Valores? Mas o que são valores?

 

Nada que se possa comprar com o vil metal, meu caro. Valores são o verdadeiro luxo: nossos talentos, a moral e a ética, que parecem ter ido para a cucuia, como dizia meu pai.

 

Educação Moral e Cívica não dá para encomendar da China pela internet. Sorry, não dá! Esse valores é o que a gente aprendeu em casa e na escola, ricos e pobres, matéria obrigatória em todas elas. Antes de entrar para as salas de aula, os alunos se agrupavam em forma de coro, respeitosamente, em silêncio, a bandeira era hasteada e o Hino Nacional Brasileiro cantado por todos, todos! a plenos pulmões. E era nesse clima que começávamos o dia de estudos de verdade, e a equipe da escola, seu dia de trabalho.

 

Hoje, uma imitação grosseira do civismo se casou com a intolerância e deram à Luz o terrorismo, o ódio e muita morte, muita violência física, moral e de todo tipo que se possa imaginar hoje, porque amanhã nascerão outras. Infelizmente.

 

Incrível como é simples matar um humano e impossível matar uma ideia…

 

O vil metal é o único que continua reinando soberano. Mentira, fuxico, violência e roubalheira formam o hit do momento; um hit fétido e incompreensível.

 

Não sinto que haja um embate entre os que podem mais e os que podem menos; entre os que sabem mais e os que sabem menos, os que ganham mais e os que ganham menos. Sinto que existe uma força nos fazendo acreditar nisso, para tirar vantagem. Conheço o tipo.

 

Mas é o fim do mundo?

 

Nananinanão; é só o começo, meu bem, da limpeza, do expurgo, da desinfecção dos órgãos de dentro e aqueles de fora, para que a gente possa viver e respirar melhor. Nós todos, toda gente, de todo tipo, de toda cor, de todo tamanho e feitio. Toda gente de toda religião, de todo gosto, de expressões únicas e intransferíveis. E respeito, respeito e mais respeito.

 

Eu gostaria de ver, antes de partir desta vida, o povo em paz, sem medo um do outro, sem a diária intenção de desarmonia entre os que invejam tua alegria. Sem a disputa malvada, inescrupulosa e peçonhenta que vemos fermentar. Na Era de Aquário, que vem chegando, devagar, mas vem, tudo isso será História, e as pessoas nem vão acreditar no que vão ler nos seus aparelhinhos, que nem posso imaginar como serão.

 

A tarefa de preparo para que isso tudo aconteça ainda melhor do que podemos imaginar é tua e minha, dele e dela, nossa e deles. Igualmente. Vamos arregaçar as mangas! É em casa que se começa.

 

#éemcasaquesecomeça

 

Pensa nisso, fica com Deus, e até a próxima.

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung

De violência

 

Por Maria Lucia Solla

 

Violência

 

A violência, que hoje frequenta todo tipo de boca, continua atingindo a parte de dentro e a parte de fora de nossas casas. De todas as casas. Ela não tem só duas caras, tem uma coleção delas. Apresenta-se como preciso for, no momento do ataque. Nasce da covardia, do medo, da fraqueza, da impotência, do descontrole, da incapacidade de se adaptar; de se aceitar.

 

O violento é medroso, fraco, e ataca para enfraquecer o outro pelo grito, pelo susto, pelo assalto dentro e fora de casa, para que você desça ao nível dele (ou dela); onde moram a covardia e a sensação de poder.

 

Violência é constrangimento físico ou moral, dizem os dicionários, mas vamos concordar que violência é violência, e pronto. Quem a pratica é covarde e viciado em adrenalina. Sua ‘droga’ é ferir.

 

Violência é filha da ignorância, e ataca intelectual e emocionalmente. É falta de educação, de preparo para viver em sociedade. Falta de família e excesso de uma essência que não quer mudar.

 

O problema do povo brasileiro é, sempre foi e sempre será, o seu povo. Os macacos e as araras é que não são; certo? Somos uma mescla riquíssima de gente de todos os pontos do planeta, e patinamos, patinamos, mas não deslanchamos.

 

Não vou me aprofundar na questão, primeiro porque não domino o tema, e porque não me apetece essa pesquisa. De qualquer modo, todos estamos carecas de saber de tudo isso. Não é preciso pesquisar para saber que a violência está saindo pela tampa.

 

Passei só mesmo para lembrar-nos de contermos a violência nas palavras, no olhar, no gesto, no pensamento, sempre. Um sorriso, atenção extra e delicadeza sempre, ajudam a diminuir os efeitos malévolos da dita cuja.

 

Você sabia que cinco pessoas morrem, a cada volta que o ponteiro dá em volta do mostrador do relógio? Isso mesmo, cinco seres humanos morrem por hora, no Brasil, atingidos por arma de fogo.

 

Desarmamento de todos, inclusive dos bandidos…
E-du-ca-ção já!
Respeito pelo professor, pais, vizinhos, por todos os seres e pela Natureza, e pronto.

 

Paz

 

Maria Lucia Solla é professora de idiomas, terapeuta, e realiza oficinas de Desenvolvimento do Pensamento Criativo e de Arte e Criação. Escreve no Blog do Mílton Jung