Mundo Corporativo: como organizar o voluntariado na sua empresa

 

“Hoje, fazer trabalho voluntário tem um valor enorme para os processos seletivos, demonstrar o que você faz, escrever isso no currículo até para ser admitido em uma grande universidade, tanto dentro do Brasil como fora do Brasil, tem um valor enorme” — Angela Dannemann, Itau Social

A ação voluntária tem sido valorizada dentro das empresas como uma das formas de aproximar colaboradores, formar equipes mais coesas e expressar propósitos que movem as organizações. Em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no programa Mundo Corporativo, da CBN, Angela Dannemann, superintendente do Itaú Social, destacou que o voluntariado traz benefícios para o colaborador, a empresa e a sociedade.

 

Dannemann identificou alguns caminhos que devem ser percorridos para que o voluntariado alcance seus objetivos, especialmente no público-alvo a que se destina. Para ela, o primeiro passo é a empresa entender o que já está acontecendo dentro da organização, a partir dos diversos interesses de seus colaboradores. Geralmente, descobre-se que ações voluntárias já são realizadas por alguns grupos de profissionais e o ideal é dar sequência a esses projetos, colaborando com experiências da própria organização:

“Trazer essas qualidades da gestão para uma ação voluntaria é muito valioso”.

Ao planejar as atividades é importante que se identifique o tamanho da equipe que está disposta a se engajar no programa, oferecer orientação estratégica, definir recursos, tempo de dedicação, material e infraestrutura necessários. Atuar com organização faz toda a diferença, mas Dannemann alerta:

“O voluntariado deve ter metas para alcançar, mas não pode ser colocar metas para o voluntário alcançar”

O Mundo Corporativo vai ao ar aos sábados, 8h10, no Jornal da CBN, e tem a colaboração de Gabriela Varella, Artur Ferreira, Rafael Furugen, Isabela Ares, Débora Gonçalves e Priscila Gubiotti.

Mais colaboradores, mais líderes e mais empresas realizam trabalho voluntário

 

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A crise econômica não foi suficiente para tirar o ânimo do pessoal que trabalha com voluntariado corporativo. É a impressão que se tem ao conversar com os gestores que atuam nesse segmento e ao se observar o resultado de pesquisa que está sendo divulgada nesta semana.

 

Você, caro e raro leitor deste blog, deve lembrar que há duas edições, no programa Mundo Corporativo, entrevistei Marcelo Nonoay, da MGN Consultoria, que falou de estratégias para a implantação de projetos de voluntariado nas empresas e de impactos gerados nas pessoas que participam dessas atividades —- sem contar o resultado que isso gera na vida daqueles que são beneficiados pelas ações desenvolvidas.

 

A empresa criada por Nonoay é responsável por organizar dentro das corporações atividades de voluntariado. Identifica o potencial existente, planeja os programas e engaja o pessoal —- muitas vezes se descobre que os profissionais já são voluntários por conta própria. Na entrevista, ele mostra que empresas investem nesses projetos porque percebem que ajudam a desenvolver competências nos colaboradores: “a pessoa não volta igual”.

 

Se não lembra ou não assistiu à conversa, é só clicar aqui e você encontra o vídeo e o resumo da entrevista.

 

O otimismo em relação ao voluntariado corporativo também se fez presente na pesquisa da Comunitas, organização que se dedica a inspirar as empresas a realizar investimentos sociais. Para Marcar o Dia do Voluntariado, que será em 28 de agosto, quinta-feira, a instituição vai publicar o resultado da pesquisa BISC 2019 — Benchmarking de Investimento Social Corporativo — com 256 grandes empresas e fundações empresariais.

 

Na 12a edição da pesquisa, alguns resultados que já são conhecidos e destaco a seguir:

O número de colaboradores envolvidos em programas de voluntariado em grandes empresas do país aumentou 15% em relação a edição anterior.

 

O número de empresas em que a maior parte dos líderes participa das atividades também subiu. E subiu muito: de 11% para 21%. Quanto mais os líderes atuam no voluntariado maior é a garantia de manutenção desses programas.

 

Tem mais dinheiro disponível também: foram investidos R$ 11,6 milhões, um aumento de 12 em relação ao levantamento anterior.

 

Outro aspecto interessante é que boa parte das empresas (44%) tem como meta engajar até 15% de seus colaboradores nesses projetos —- uma meta e tanto se levarmos em consideração que o número de voluntários ainda é baixo diante do número de total de colaboradores: 8%, segundo a pesquisa.

 

A professora Anna Maria Medeiros Peliano, que coordena a pesquisa, viu nos dados consolidados em 2018 e divulgados agora o reconhecimento das empresas em relação aos benefícios proporcionados pelos programas de voluntariado.

“Ganham as comunidades, pelo atendimento recebido; ganham os colaboradores, que se sentem gratificados pela oportunidade de contribuir para a sociedade e desenvolver competências úteis à carreira profissional; e ganham as empresas com a melhoria do ambiente interno de trabalho”

 

Assim que os dados completos da pesquisa estiverem divulgados, eu publico aqui para vocês, enquanto isso me responda:

 

Você realiza algum trabalho voluntário?

Mundo Corporativo: o impacto do voluntariado corporativo nas empresas e nas carreiras

 

 

“O programa de voluntariado corporativo pode ser visto como mais uma das opções de desenvolvimento das pessoas que está dentro do portfólio de treinamento e desenvolvimento que as organizações oferecem para seus colaboradores” — Marcelo Nonoay, MGN Consultoria

O voluntariado corporativo surge nas empresas ou por provocação dos próprios colaboradores que já realizam trabalhos neste sentido ou por iniciativa da empresa disposta a desenvolver uma visão de investimento social. O consultor Marcelo Nonoay, da MGN Consultoria, fala de estratégias para a implantação de projetos de voluntariado nas empresas e dos impactos gerados naqueles que participaram das atividades, em entrevista ao jornalista Mílton Jung, no Mundo Corporativo, da CBN.

“Fazer o trabalho voluntário é uma forma de desenvolver competências. Existem muitas pesquisas que comprovam isso. E quem já fez trabalho voluntário sabe que é. A pessoa não volta igual. Existe esta visão de investimento nos colaboradores. Então a empresa não faria um investimento como esse apenas por benevolência. Ela faz porquevê que isso traz retorno para ela. Inclusive no desenvolvimento das pessoas”.

O Mundo Corporativo pode ser assistido, ao vivo, às quartas-feiras, 11 horas, no Twitter da CBN (@CBNoficial) e na página da CBN no Facebook. O programa vai ao ar aos sábados, no Jornal da CBN; aos domingos, às 10 da noite, em horário alternativo; e a qualquer momento em podcast e no canal da CBN no You Tube. O programa tem a participação de Guilherme Dogo, Rafael Furugen,
Celso Santos, Adriano Bernardino e Bianca Vendramini.