Mais colaboradores, mais líderes e mais empresas realizam trabalho voluntário

 

volunteers-2654004_960_720

 

A crise econômica não foi suficiente para tirar o ânimo do pessoal que trabalha com voluntariado corporativo. É a impressão que se tem ao conversar com os gestores que atuam nesse segmento e ao se observar o resultado de pesquisa que está sendo divulgada nesta semana.

 

Você, caro e raro leitor deste blog, deve lembrar que há duas edições, no programa Mundo Corporativo, entrevistei Marcelo Nonoay, da MGN Consultoria, que falou de estratégias para a implantação de projetos de voluntariado nas empresas e de impactos gerados nas pessoas que participam dessas atividades —- sem contar o resultado que isso gera na vida daqueles que são beneficiados pelas ações desenvolvidas.

 

A empresa criada por Nonoay é responsável por organizar dentro das corporações atividades de voluntariado. Identifica o potencial existente, planeja os programas e engaja o pessoal —- muitas vezes se descobre que os profissionais já são voluntários por conta própria. Na entrevista, ele mostra que empresas investem nesses projetos porque percebem que ajudam a desenvolver competências nos colaboradores: “a pessoa não volta igual”.

 

Se não lembra ou não assistiu à conversa, é só clicar aqui e você encontra o vídeo e o resumo da entrevista.

 

O otimismo em relação ao voluntariado corporativo também se fez presente na pesquisa da Comunitas, organização que se dedica a inspirar as empresas a realizar investimentos sociais. Para Marcar o Dia do Voluntariado, que será em 28 de agosto, quinta-feira, a instituição vai publicar o resultado da pesquisa BISC 2019 — Benchmarking de Investimento Social Corporativo — com 256 grandes empresas e fundações empresariais.

 

Na 12a edição da pesquisa, alguns resultados que já são conhecidos e destaco a seguir:

O número de colaboradores envolvidos em programas de voluntariado em grandes empresas do país aumentou 15% em relação a edição anterior.

 

O número de empresas em que a maior parte dos líderes participa das atividades também subiu. E subiu muito: de 11% para 21%. Quanto mais os líderes atuam no voluntariado maior é a garantia de manutenção desses programas.

 

Tem mais dinheiro disponível também: foram investidos R$ 11,6 milhões, um aumento de 12 em relação ao levantamento anterior.

 

Outro aspecto interessante é que boa parte das empresas (44%) tem como meta engajar até 15% de seus colaboradores nesses projetos —- uma meta e tanto se levarmos em consideração que o número de voluntários ainda é baixo diante do número de total de colaboradores: 8%, segundo a pesquisa.

 

A professora Anna Maria Medeiros Peliano, que coordena a pesquisa, viu nos dados consolidados em 2018 e divulgados agora o reconhecimento das empresas em relação aos benefícios proporcionados pelos programas de voluntariado.

“Ganham as comunidades, pelo atendimento recebido; ganham os colaboradores, que se sentem gratificados pela oportunidade de contribuir para a sociedade e desenvolver competências úteis à carreira profissional; e ganham as empresas com a melhoria do ambiente interno de trabalho”

 

Assim que os dados completos da pesquisa estiverem divulgados, eu publico aqui para vocês, enquanto isso me responda:

 

Você realiza algum trabalho voluntário?

Políticos e ladrões de olho no Google Glass, nos Estados Unidos

 

 

No início desta semana, Ethevaldo Siqueira, comentarista de tecnologia do Jornal da CBN, mostrou que as tecnologias vestíveis já são alvo de cobiça dos ladrões ao contar o caso de uma jovem americana que ao ser assaltada, na saída de um bar em São Francisco, alertou os bandidos de que o óculos dela, um Google Glass, estava gravando as cenas. Temendo serem descobertos, arrancaram o equipamento e a bolsa dela, provocando reação imediata da vítima que conseguiu salvar seu gadget. A bolsa ficou com os larápios. Por coincidência, no mesmo dia, leio em material divulgado no site da NPR, rede de rádios públicas dos Estados Unidos, reportagem do editor de política em Washington, Don Gonyea, impressionado com o interesse dos coordenadores de campanhas políticas e partidos em conhecer esta tecnologia.

 

Ouça as duas reportagens nos links publicados ao fim deste texto

 

Gonyea descreve que em conferência de políticos conservadores encontrou ativistas fazendo experiências para identificar como os voluntários podem explorar o Google Glass em benefício das campanhas eleitorais. O republicano Peter Idelfonso disse ao jornalista que dois membros de sua equipe relataram que os óculos têm mais capacidade para gravar vídeos e de forma menos intrusiva do que os celulares, vantagens significativas especialmente em eventos e comícios públicos dos adversários políticos.

 

A tecnologia vestível também chama atenção dos estrategistas digitais do presidente Barack Obama que enxergam no Google Glass a possibilidade de enviar informações com mais agilidade aos seus voluntários, por exemplo, quando estes estiverem prestes a abordar um eleitor. Poderiam até mesmo ter suas visitas assistidas instantaneamente pelos escritórios políticos, permitindo análises de comportamento. Betsy Hoover, do 270Strategies, lembra que o Twitter e o Facebook foram importantes na campanha de Obama porque as pessoas podiam acessar as informações e compartilhar através de seus smartphones. O Google Glass coloca esta relação em um outro nível, pois as pessoas serão acessadas enquanto estiverem caminhando na rua, lendo placas de rua ou esperando ônibus.

 

Daniel Kreiss, professor da Universidade da Carolina do Norte, que estuda o impacto das tecnologias nas campanhas políticas, entende que a popularização da tecnologia vestível tem potencial para engajar pessoas que estejam desmotivadas ou afastadas da política. Assim como o Twitter surgido antes das eleições de 2008 somente foi absorvido pelas campanhas presidenciais em 2012, ele acredita que a tecnologia vestível não impactará as eleições deste ano, mas pode se transformar em protagonista na disputa seguinte.

 

Aqui no Brasil, não se conhece nenhum experimento dos óculos do Google para fins eleitorais. Confesso que já ficaria bem feliz se alguns políticos passassem a usar os óculos certos para enxergar as reais necessidades dos eleitores.

 

 

Voluntários tornam hospitais mais humanos

 

Mais da metade dos voluntários (57%) que trabalham em hospitais estão há mais de dois anos desenvolvendo o serviço, e a maior parte desses (27%) já está por lá de cinco a 10 anos. Apesar de a maioria ser pessoas em boas condições financeiras, há um número considerado de voluntários de baixa renda que se dedicam à função, também. Estes são apenas alguns dos resultados da pesquisa “Humanização e voluntariado: um estudo em hospitais públicos estaduais da Grande São Paulo”, desenvolvido pela pesquisadora do Instituto de Saúde da Secretaria do Estado da Saúde de São Paulo, Maria Cezira Nogueira Martins.

Na entrevista ao CBN SP, ela traçou o perfil dos voluntários que colaboram para a humanização dos hospitais:

Ouça a entrevisa da professora Maria Cezira Nogueira Martins

A repórter Michelle Trombelli – autora da foto que você vê neste post – realizou, recentemente, uma série de reportagens sobre a humanização nos hospitais (ouça aqui).

Portal Aprendiz destaca voluntários do Adote um Vereador

“Acredito que a democracia é você acompanhar o trabalho dos vereadores. Fazer valer o seu voto”, explica a doutoranda em Comunicação e Semiótica, Vera Helena Saad Rossi, que foi uma das primeiras a aderir à campanha. A pesquisadora mantém um blog sobre a atuação da vereadora Mara Gabrilli (PSDB).O site colaborativo que reúne os blogs foi criado pelo físico Everton Zanella Alvarenga no formato wiki. “O objetivo do site é mostrar quais vereadores foram adotados e organizar o conteúdo desenvolvido pelas pessoas que participam da campanha”, explica.

O acesso ao site tem aumentado desde sua criação. Em janeiro, foram 9 mil acessos por dia. A primeira quinzena de fevereiro já registrou uma média de 10 mil acessos.

Este é trecho da reportagem sobre a campanha Adote um Vereador publicada pelo Portal Aprendiz na qual destaca o trabalho realizado por voluntários que se transformaram em ativistas da cidadania ao acompanhar e divulgar as ações dos parlamentares nas câmaras municipais.

Além de apresentar a opinião de eleitores inseridos na campanha, a reportagem ouve vereadores, caso de Floriano Pesaro (PSDB) que está na inusitada situação de ter dois padrinhos: “A campanha vem ao encontro da democratização do parlamento e da transparência. Também contribui para a boa prática política. Ao me adotar, eles têm uma visão crítica das minhas ações. Essa crítica é construtiva”, comenta Pesaro (PSDB).

O portal Aprendiz é um site jornalístico que trata de educação, cidadania e trabalho, que faz parte das ações da organização não-governamental Cidade Escola Aprendiz, em São Paulo.

Leia a reportagem completa em “Campanha incentiva eleitores a adotarem vereadores paulistanos”.