Espanha quer garçom no combate as drogas

De Madri

Os espanhóis, assim como os brasileiros, estão preocupados com o aumento no consumo de cocaína, principalmente após a divulgação de dados da ONU que coloca o país no topo da classificação mundial. Segundo editorial do jornal ABC, de Madri, o número de usuários menores de idade se multiplicou por quatro nos últimos dez anos.

O inusitado está na fórmula encontrada pela ministra espanhola da Saúde, Elena Salgado, que apresentou um programa estratégico, aplicável até 2010, para reduzir o consumo de cocaína, aumentar a percepção de risco, retardar a idade de início do contato com a droga e melhorar o atendimento as pessoas viciadas.

A ministra pretende, por exemplo, que os garçons vigiem o uso da droga nos bares e discotecas, transformando-os em espécies de “soldados da moral e dos bons costumes”. Incluem-se neste “exército” os donos dos estabelecimentos que passariam a controlar seus clientes. Há intenção, ainda, de distribuir certificados de “centros sem droga” para aqueles locais em que o consumo tenha sido, comprovadamente, eliminado.

Que a sociedade tem responsabilidade a assumir, não há dúvida, mas transferi-la a garçons parece ser uma ação inócua e de pouca criatividade para interromper um negócio tocado de maneira extremamente profissional

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