Ouvintes-internautas discutem o trânsito da cidade

O trânsito em São Paulo, a falta de vaga para estacionar, a restrição de tráfego em ruas residenciais e o Dia Mundial Sem Carro (22 de setembro) foram assuntos discutidos pelos ouvintes-internautas do CBN SP, nesta terça-feira.

Reproduzo algumas das participações para que você possa pensar sobre o assunto, também:

“Entendendo o Pedágio Urbano não como uma penalização para tirar imediatamente os veículos das ruas do Centro Expandido, mas como uma tarifa barata para financiar a multiplicação da quilometragem do metrô e mais para frente começar influenciar nesta retirada. Posso adiantar a vocês o resultado surpreendente de que se a tarifa for de R$ 7,50, ou algo parecido, mesmo com a frota aumentando, anualmente, 150 mil veículos e cada vez mais, mas prevendo-se uma diminuição da frota na rua em torno de 95% por ano, no prazo, ligeiramente superior, a 15 anos ter-se-ia arrecadado cerca de R$ 60 bilhões, com o acréscimo de 250 quilômetros de metrô” (José Fabio Calazans)

“Os governantes de São Paulo não investiram em transportes apesar da dinheirama nos seus cofres. E o resultado é esse que estamos vendo. Eu adoraria deixar o carro na garagem sempre se tivéssemos transporte adequado.” (Izabel Avallone)

“Toda vez que alguém falar sobre deixar o carro em casa e andar de transporte coletivo, você poderia fazer esta pergunta: E você faz isso?”. (Paulo Fernando Gomes de Almeida)

“Muito lindo falar de bicicletas em Paris, mas andar de bike aqui em SP é só pra quem gosta muito. Nas ruas, motoristas não respeitam; especialmente os de ônibus, os taxistas e os motoboys, que praticamente jogam os ciclistas na guia.” (Débora Menezes)

“Vamos combinar o seguinte, antes de tirar o motorista de seus veículos, vamos tomar as seguintes atitudes, só para começar: melhorar o nível do transporte público; trabalhar a educação dos condutores; melhorar os abrigos de ônibus para dias de chuva; aumentar a segurança dos trens; aumentar a segurança das ruas, principalmente à noite; melhorar a iluminação das ruas; habilitar melhor os motoristas (??) das lotações” (Rubens Poças)

“Acredito que a solução do trânsito não deva ser vista somente com pontos únicos, mas sim em um conjunto de medidas, tais
como: término do Rodoanel, porém sem pedágio; retirada do Ceasa da região da Leopoldina; reparo dos semáforos inteligentes que estão desativados; proibição de trânsito de caminhões colocando pequenas vans para a entrega de materiais; aumento considerável dos corredores de ônibus; transformar o trens CBTU em Metrô; proibição em várias vias publicas centrais de estacionar; aumento de investimento salarial, recursos (equipamentos e modernização) e quantidades de efetivos da CET. (Paulo Garcia)

“O que adianta organizar o Dia Mundial Sem Carro, se eu vi uma matéria dizendo que irão dobrar a fabricação de carros?” (Jacson)

“Para ganhar alguns usuários, na minha opinião, basta fazer alguns pontos de ônibus com cobertura porque nesses dias de chuva não tem condições”. (Anselmo Padilha)

“Pedágio urbano é uma idéia absurda, tecnologicamente impossivel de se implantar em São Paulo e perversamente excludente.” (Sandro Tubertini)

“O pedágio vem por um viés falso, como se o cidadão fosse o culpado dos problemas de trânsito. “Você foi um mau menino, insistiu em andar de carro, e por isso vai ser castigado”, parecem dizer certas autoridades e “especialistas.” (Roberto Locatelli)

2 comentários sobre “Ouvintes-internautas discutem o trânsito da cidade

  1. Gostaria que existisse rodízo também para motos e caminhões que não respeitam o transito de forma alguma, as motos poderia ser só de empresas ou algo mais pensado, está insuportável dirigir e só os motoristas de carros que sempre pagam o pato, caminho~es e motos andam emqualquer faixa, e não saia da frente para ver o que acontece ccom seu carro, está uma imoralidade.
    Grata
    Riso

  2. Prezado Milton.

    Eu ouvi esses dias a seguinte declaração que infelizmente eu não lembro quem a fez.

    Mas reproduzo aqui.

    “Transporte público bom, não é que o povo gosta de usar é aquele que o rico deixa o carro em casa porque prefere usar.”

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