A Revolução das Bicicletas

Foi falar em uma cidade sem carro para os defensores das bicicletas aparecerem de todos os cantos. Marco Costa, ouvinte-internauta do CBN SP, quer medidas audaciosas da prefeitura de São Paulo. Sugeriu que se reproduzisse na capital modelo em andamento na cidade de Paris: bicicletas públicas.

Na idéia de Marco, o cidadão se cadastraria nas subprefeituras e teria direito a utilizar bicicletas, gratuitamente, em pontos estratégicos da cidade, devendo devolvê-las ao fim do percurso. O controle seria feito através do registro do ciclista-cidadão e as bicicletas, sinalizadas para reduzir o risco de roubos. Pesquisa seria desenvolvida pela prefeitura para identificar os locais e rotas em que o uso da bicicleta pública fosse mais necessário e produtivo. “Se a prefeitura não quiser ter gastos, entrega para uma empresa privada que poderia cobrar tarifa de R$ 1,00 pela bicicleta”, sugeriu.

O Diego Andrade, de ouvido ligado na programação da CBN, calcula que no espaço de três carros – geralmente com uma pessoa dentro de cada um – circula um ônibus, transportando até 40 passageiros, ou 20 ciclistas. Mas lamenta: “a cidade não está preparada, não existe espaço para o uso da bicicleta e a maioria dos motoristas não tem educação”.

Solidário ao Diego, o ouvinte-internauta Roberto Neumann também escreveu para vender o seu peixe ou a sua bicicletada, um movimento “contra a tirania da cultura do carro”. Por sugestão dele visitei o site http://www.bicicletada.org (de onde saiu a foto lá de cima) e descobri que dia 25 de agosto tem bicicletada em Porto Alegre e Curitiba e dia 31, em São Paulo.

Foi lá, também que eu li: “cultura do automóvel = mínimo de força e máximo de estupidez”. Para saber mais dê umas pedaladas no site da turma da bicicletada – e depois volte para cá.

No dia 22 de setembro, não esqueça: Dia Mundial Sem Carro

20 comentários sobre “A Revolução das Bicicletas

  1. Com essa nova ideia de Bicicletas aqui na Cidade de Sao Paulo a Empresa que for cuidar do controle poderia inserir na tarifa uma fatia para o seguro das mesmas. Caso de algum acidente ou ate mesmo roubo das bicicletas o cidadão ficaria mais tranquilo haja vista que os prejuizos vão estar cobertos pelo seguro da “frota” de bicicletas.
    Eh apenas uma ideia….

  2. Como disse o Anderson…. tem que ter muita coragem para se andar de bicicleta em São Paulo… se os motoristas já nao respeitam o motoqueiro, o que se diria dos ciclistas????
    PS: apenas uma observação, aproveitando o espaço… sou fonoaudióloga e percebo que desde de segunda-feira o senhor está um pouco rouco… tem tomado água??? olha lá, tenho ouvido atento e vou pegar no seu pé, sua voz é maravilhosa, muito agradavel, portanto cuide bem dela…. 🙂

  3. As bicicletas “públicas” poderiam até se auto-sustentar através de publicidade. Logo embaixo da barra horizontal do quadro caberia um anúncio de formato triangular, possibilitando a gratuidade do serviço. Além disso, inibiria o roubo. Mas claro que isto tudo seria uma irresponsabilidade se não houvesse vias próprias. Boa sorte para todos nós.

  4. Bom dia Milton. Muito boa a sua matéria sobre as bicletas, mas é preciso salientar que a sugestão do nosso colega Márcos é muito boa, mas deveria ser implementada apenas APÓS a cidade ter um complexo de CICLOVIAS ADEQUADAS, pois de nada adianta a prefeitura vir a emprestar biciletas se não houver aonde utilizá-las com segurança. É uma questão de prioridade. Uma analogia seria pedirmos a meia sem ter o sapato !. Moro em São José dos Campos, interior de São Paulo, e a prefeitura está investindo em ciclovias, pois existe uma lei de 1992 que obriga a prefeitura a construir ciclovias em toda nova avenida construída ou reformada, o que vem ocorrendo só agora após muita pressão social. Na minha opinião a solução seria a sociedade pressionar a câmara municipal de São Paulo para criar uma lei parecida (se é que não existe) e depois a sociedade cobrar a prefeitura e o estado através dos conselhos municipais, associações de bairro, internet e telefonando para os deputados ! Abraço.

  5. A idéia não é ruim, mas como voce mesmo comentou começa a ficar caro. Um dos pontos que não foi comentado é que seria preciso criar ciclovias para que esses ciclistas, o que vai acabar aumentando os problemas como espaço nas ruas, verba e afins, resumindo a coisa não é tão simples assim.

  6. Olá Milton… A cidade não precisa de ciclovias e sim de que os motoristas respeitem as leis. Ninguém respeita faixa de pedestre, limite de um 1,5m para ultrapassar ciclista, etc. Uso a bike diariamente do Campo Limpo até a Vila Olimpia. 13km ida e volta e não troco nem pelo Metro. Dia sem carro, pra mim e para 300 mil ciclistas é todos os dias. Espaço para ciclovias? Temos vários, basta estreitar a faixa dos carros. Porque um motorista tem todo o direito de ir para onde quiser, estacionar seu bem público livremente na rua e a bicicleta não pode tirar o espaço dele? Quantas pessoas tem condições de ter um carro? Quantas podem ter uma bicicleta? 30% da população apenas tem carros e porque a cidade só pode ter infraestrutura para ele? Justamente os responsáveis por toda a poluição, acidentes e mortes. Carros só trazem prejuízos para a cidade. O problema é que infelizmente é nesses 30% que estão os formadores de opinião que pouco se lixam para os 70% restantes.

  7. Obs… Para aqueles que falam que não há dinheiro para implantar um sistema cicloviário, temos um projeto que consiste em pintar ciclofaixas em ciclorotas já utilizadas pelos ciclistas da cidade. O único gasto que a prefeitura teria seria com tinta. Quem quiser maiores detalhes, basta acessar a homepage da minha assinatura e conferir o Projeto Ciclofaixas.

    Abraços

  8. “Foi falar em uma cidade sem carro para os defensores das bicicletas aparecerem de todos os cantos.”
    Na verdade não… há muito tempo muitos que utilizam esse modal de locomoção lutam por respeito, mas somente agora, com todas as crises de poluição, guerras e expropriação de bens pelo petróleo, além das drásticas mudanças climáticas, as autoridades desceram do pedestal e resolveram ouvir o que os clamores da população.
    Pergunto a todos: “Quem tem coragem de deixar o filho andar de bicicleta na própria rua? Isso sabendo da qualidade de motoristas que temos no Brasil”.
    Quando eu era jovem podia circular com certa segurança e respeito, o que mudou daquela época até hoje?
    Quem está errado? O pedestre atravessando a via ou o motorista por atropelar um transeunte? O governo em multar o motorista de um veículo em alta velocidade ou o motorista por desrespeitar as regras de velocidade?
    Essa inversão de valores que esta prejudicando a sociedade.
    Assistam: http://paginas.terra.com.br/arte/sociedadedoautomovel/

  9. Realmente o que falta são as ciclofaixas que são baratas e facilitariam muito a vida do ciclista em São Paulo. Basta reservar um dos lados da rua em que os carros estacionam, como já ocorre em Peruíbe e Ubatuba por exemplo.
    Com essa medida barata aposto que diminuiríamos muito o volume de carros principalmente no centro expandido de São Paulo.E seria uma forma das pessoas pensarem duas vezes antes de pegar o seu carro para ir ao centro expandido, pois não existirão tantas vagas gratúitas como hoje.

  10. Eu vi um sistema de bikes gratuito na Áustria (Viena) onde vc cadastra seu cartão de credito e pega a bike por uma hora gratis podendo devolver em outro ponto da cidade, foi uma das melhores ideias que eu vi , porem acho que em sampa o problema seria a seguranca dessas bikes , precisávamos ter um menor indicie de criminalidade em que miha bike ficasse segura presa a um poste de rua.
    quem quiser dar uma olhada como funciona em viena e quiser fazer igual aqui :
    http://citybikewien.at/

  11. Concordo com o Carlos no que diz respeito as ciclofaixas, sou morador de Peruíbe e aqui todos as utilizam, porém aqui somos a maioria de ciclistas, mesmo quem tem seu carro anda de bicicleta quando está sozinho. A taxa de ocupação dos carros é duas vezes maior do que em São Paulo. Acredito que esses movimentos que pedem respeito ao ciclistas por parte dos motoristas só existem pois lá eles são minoria com relação aos carros, aqui, a população já está acostumada, se uma pessoa não anda de bicicleta na cidade, ela conhece pelo menos umas dez pessoas que andam, assim, ela respeita pelo simples fato de que se machucar alguém pode ser alguém de quem ela goste, ou conheça.
    Outra coisa que não podemos deixar de falar é da educação dos ciclistas, logo que foi pintada a ciclofaixa foi difícil educar os ciclistas que queriam andar na contramão, mas hoje todos já estão bem instruídos, méritos de nossa prefeitura que coscientizou a população. Aqui as costas das placas também são usadas para orientar os ciclistas.

  12. Caro Deoclides a coisa é muito simples sim, quanto menos espaço destinados aos carros, menos as pessoas os usarão, quanto mais espaços mais os usarão, portanto ou diminuímos essa prioridade ou daqui a pouco ninguém mais anda em São Paulo.
    E outra o que é mais barato incentivar o uso da bicicleta com um risco no chão chamado ciclofaixa, vários bicicletários espalhados pela cidade, e educação aos motoristas e ciclistas ou obras monstruosas como a da marginal Pinheiros que ligará um congestionamento a outro. Não tem jeito para construir ciclofaixas terão que comer uma faixa do carros ! Isso é incentivo a deixar o carro em casa !

  13. Sobre o respeito para com os ciclistas e vice-versa, eu por conta da renovação da CNH tive que fazer um cursinho, uma prova, e uma questão lá chamou minha atenção e hoje eu respeito. Para ultrapassar um ciclista/motociclista, deve-se observar a distância de pelo menos 1,5m. Será que todo mundo sabe disso? Acho que é preciso uma profunda conscientização das partes, eu parei de andar de bicicleta por puro sentimento de insegurança. Dentro do Parque do Carmo, na Zona Leste há uma ciclovia sensacional, mas pra chegar lá, pra quem mora nos bairros vizinhos eu aconselho levar a bike de carona no automóvel, as vias não oferecem infra-estrutura para os ciclistas, que são verdadeiros aventureiros.

  14. Como disse o Hilton Lima é lei dar a distância de 1,5m do ciclista porém não é isso que se vê nas ruas de São Paulo. Aliás Milton Jung pergunte ao presidente da CET que vive falando com voCê quantas autuações desta já foram transformadas em MULTA. Eu respondo NENHUMA !!!!
    ISSO É UM ABSURDO!
    rESPEITEM OS CICLISTAS SENHORES MOTORISTAS !!

  15. O pior são os policiais!! hahahah. Outro dia achei que recebi o maior elogio de um representante da lei, e agora do Codigo Nacional de Trânsito afinal de contas eles tem o poder de multar não é!? Bom estava eu no auge dos meus 35 anos pedalando e indo pro trabalho na Av. Nove de Julho, quando um policial com sua potente máquina motorizada composta de duas rodas (subproduto do carro) me abordou com a seguinte frase: Ei Garoto? Porque você não pedala na calçada? Respondi: Como? Não uso mais rodinha! Percebe-se a desinformação até da polícia com relação as Bicicletas. Mas do “Garoto” eu gostei !

  16. Moro na Lapa e pego o metro Vila Madalena todo dia. Se houvesse um bicicletário nesta estação eu irira de bike pelo menos até o metro todos os dias. Agora como posso prender minha “magrela” no poste e ter a certeza de que voltarei e ela estará lá… Este sim é o problema da cidade ! Não tem onde parar a bicicleta !!

  17. Se tivéssemos algo assim para estacionar as bicicletas, poderíamos utilizá-las muito mais: http://www.biceberg.es/

    O melhor de tudo do Biceberg é que:

    – É seguro. Você só tira a bike de lá com o cartão e o código.

    – Tem um aproveitamenteo de espaço fantástico na guarda das bicicletas. No espaço subterrâneo onde caberiam 4 carros, cabem até NOVENTA E DUAS bicicletas!

    – Não depende necessariamente da iniciativa pública. Um clube, escola ou estacionamento pode instalar esse treco e ganhar dinheiro com ele.

    – Se encaixa perfeitamente na ótica capitalista do “tá, e o que eu ganho com isso”. Afinal, o shopping, empresa, faculdade, prédio comercial, parque e etc. que optar por utilizá-lo terá retorno em dinheiro, como em um estacionamento de veículos motorizados. Com a vantagem de precisar de um investimento de espaço MUITO menor: imagina o custo de construir um estacionamento coberto para 96 carros…

  18. Quanto a “ciclovias ocuparem espaço dos carros”, isso é um completo absurdo. Os carros é que ocupam o espaço das pessoas. As cidades foram feitas para as pessoas, os carros vieram depois! Na próxima vez que sair na rua, veja quanto do espaço público é ocupado pelas ruas e quando do espaço privado é desperdiçado com estacionamentos.

    Colocar um corredor de ônibus ocupando uma das pistas na via não é diminuir o espaço dos carros: é OTIMIZAR a utilização do espaço, pois por ali trafegarão muito mais pessoas do que na soma das pistas restantes, sejam elas quantas forem. E quanto mais gente usar transporte coletivo e bicicleta, menos carros nas ruas.

    Os motoristas convictos e viciados em automóvel, que não andam nem até a padaria, deveriam perceber que quanto mais gente optar por outros meios de transporte, mais espaço para eles. Portanto, nem esses têm do que reclamar.

    E mais: ciclovia segrega; bicicleta é meio de transporte sim e deve ser integrada à via, com o respeito dos outros veículos.

  19. BIGLOO, se tivéssemos algo assim para estacionar as bicicletas………
    Mais informações no site do bigloo:
    http://www.bigloo.es
    bigloo nada mais é do que um estacionamento de bicicleta, mas com a mesma seriedade que há nos estacionamentos de carro. A idéia de fazer nasceu em 2009 no intuito de desenvolver um sistema seguro de custodia de bicicleta. O invento é um estabelecimento automático para bicicletas.
    Hoje existem vários estacionamentos Bigloo instalados na Espanha.

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