Jobim: atropelamento à vista

Surpreendeu a informação de que o ministro da Defesa teria sido vaiado no encontro com as famílias de vítimas da TAM, pelo menos entre aqueles que participaram da conversa no salão Alberto Pasqualini, no Palácio Piratini, sede do governo gaúcho. Não que não haja pessoas interessadas no protesto. Assim como não falte justificativa para tal, afinal permitir que a discussão sobre a distância das poltronas obscureça o debate fundamental que é a segurança dos vôos, não chega a ser motivo de aplauso.

No caso da reunião de terça-feira, em Porto Alegre, Nelson Jobim (PMDB) entrou pelos fundos do palácio, onde fica a área de estacionamento, portanto não teria como ser vaiado. Os parentes – e naquele momento era a opinião deles que interessava mesmo – não estavam do lado de fora. A maioria já se encontrava no salão Alberto Pasqualini, foi o que informaram fontes do palácio.

Lá dentro, a surpresa foi de Jobim e da governadora Yeda Crusius. Dos cinco familiares que falaram em público, além da justificável preocupação com o risco de seus direitos não serem garantidos, ouviu-se elogios a conduta dela, pelo apoio desde os primeiros momentos do acidente, e a dele, por ter ido ao Rio Grande do Sul para conversar com as famílias e pelo comportamento desde que assumiu o cargo.

Ao fim do encontro, a imagem que Jobim deixou às famílias foi que em busca de uma solução ele vai atropelar quem tiver que atropelar.

Teme-se pela “integridade” de Milton Zuanazzi.

2 comentários sobre “Jobim: atropelamento à vista

  1. Nao sou super fa de Jobim, mas pelo menos parece que ele esta trabalhando. Fez muuuuito mais em poucas semanas do que outros deixaram de fazer em muitos meses.
    E o mais importante, nao se escondeu la no planalto, com medo de levar umas vaias por ai. Covardia e omissao pelo visto nao sao caracteristicas deste representante do governo, diferentemente de outros que estao por la.
    So espero que as ameacas e promessas nao fiquem so nisso e se transformem em acoes.
    Abcs

  2. Não acredito que a distancia entre as poltronas seja um assunto irrelevante. Num acidente de avião a desaceleração pode chegar a cerca de 85G’s, as fraturas que podem ocorrer pela falta de espaço entre as poltronas seriam bem maiores. É notório e há estatisticas em sites especializados que comprova: passageiros de classe economica sofrem mais fraturas (pernas) do que passageiros de classe VIP, justamente por causa da distância dos assentos.
    E os assentos dos aviões no Brasil são bem menores que a média mundial.
    Se bem que, no Brasil, com aeroportos como Congonhas, acidente aéreo é morte na certa!

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