Baltazar Carneiro, a história de um andarilho paulistano



Aos 63 anos, o orçamentista Baltazar Carneiro mora em Cidades Tiradentes e trabalha em um escritório na rua da Móoca, na zona leste de São Paulo. Há dez anos, com alguns quilos a mais decidiu trocar o ônibus e a perua lotados por uma bicicleta. Logo percebeu as vantagens: no início, na própria cintura que afinou, em seguida na melhor qualidade de vida e, finalmente, na redução do tempo entre a casa e o trabalho.

Das duas horas que levava espremido entre outros passageiros, diminuiu para uma e meia pedalando. Foi o medo da filha de que o pai poderia sofrer um acidente com a imprudência dos motoristas de carros que o impediu de continuar com as viagens de bicicleta. Atualmente, Baltazar pega perua até o terminal de ônibus do Tatuapé e caminha o restante. Uma longa caminhada até a Móoca da qual ele não reclama, agradece.

Nos dois dias de greve do metrô o esforço foi maior: foi a pé da Cidade Tiradentes até a Móoca em vez de pegar o ônibus que havia à disposição. Garante que chegou antes no trabalho.

Acompanhe a história de Baltazar Carneiro na entrevista ao CBN SP:

3 comentários sobre “Baltazar Carneiro, a história de um andarilho paulistano

  1. Senhor Baltazar é um herói.
    Faço o trajeto Sto Amaro-Centro (por opção prá fugir do trânsito). Sei como é difícil. Buracos e mais buracos, motoristas (principalmente os de ônibus) estressados.
    Mas, se a mídia abrir espaços para o uso da bicicleta, acho que a população motorizada, vai acabar tomando a consciência de que estamos contribuindo com o ar que ela respira.
    Parabéns por abordar o tema.

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