Suspeita de fraude em concurso da Câmara de SP

Do plenário aos gabinetes, o tema que tomou conta da Câmara Municipal de São Paulo, nesta terça-feira, foi a suspeita de fraude no concurso público para o cargo de técnico administrativo, realizado dia 22 de julho. A denúncia surgiu na internet e ganhou expressão a partir da decisão da Fundação Vunesp, organizadora da seleção, de investigar os indícios de irregularidades.

No site de relacionamento Orkut, foi aberta uma comunidade para divulgação das denúncias. Segundo levantamento feito na lista dos classificados na primeira fase do concurso, dos sete primeiros colocados três têm o mesmo sobrenome, Borghi. Dois fariam parte do círculo de amizade deles. A relação teria sido descoberta através do próprio Orkut, à medida que eles mantêm contas no site. As notas variam de 100 a 98.

Para aumentar a suspeita de fraude, algumas das pessoas acusadas de terem participado da fraude mudaram seu perfil no Orkut após a circulação da notícia de que teria havido fraude na Câmara.

Leia a nota da Vunesp:

“A Fundação Vunesp comunica que, à vista de denúncias de indícios de fraude no concurso para o cargo de Técnico Administrativo, adotou, de pronto, providências legais cabíveis, por meio de sindicância interna e petição junto a instância”.

Para o cargo de técnico administrativo exige apenas o ensino médio completo e paga salários de R$ 2.396,70 por 40 horas semanais de trabalho.

4 comentários sobre “Suspeita de fraude em concurso da Câmara de SP

  1. Sou um dos classificados nesse concurso, mas espero que o mesmo seja anulado mesmo assim, a fraude é evidente, e só foi descoberta porque integrantes do fórum “PCI” levantaram os nomes um a um , porque a Vunesp, incrivelmente, não divulga lista de aprovados. Por que será? E o que é pior, acabei de ver o resultado do Coren, também da Vunesp, que saiu hoje. Pois bem, alteraram o sistema para NÃO PERMITIR MAIS A CONSULTA POR NOME, mas só por CPF, o que inviabilizaria outra investigação como a efetuada. Pergunto: POR QUE A VUNESP FEZ ISSO? Há motivos de sobra para, no mínimo, um esclarecimento.

  2. precisamos de um grande esforço para anular este concurso pois se a organizadora não permite que se verifique a lista completa, muda a maneira de se pesquisar a lista quando descobre que “de núncias” podem ser feitas por pessoas que tem como pesquisar alguma coisa está errada…quero um novo concurso para todos os cargos pois não se pode acreditar mais na lisura dos exames, aliás a mudança da forma de pesquisa da Vunesp ter sido mudada é mais incriminadora que todos os outros fatos. Justiça para quem estudou e pagou pelo serviço.

  3. Essa prova, para pessoas com ensino médio, usou textos da revista “Scientific American” na parte de português, e, em conhecimentos gerais, uma das questões, por exemplo, cuidava da divergência de teses entre Chomsky e outro lingüista do qual não lembro o nome, como se fosse assunto de vital importância para o exercício do cargo, e não para especialistas. Esses fatos já falavam por si sós…

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