
Do homem de terno listrado em genuflexão ao rapaz de roupa clara prestando continência. Do garoto de gravata e quepe ao lado de um dos jesuítas ao moço pendurado na porta da locomotiva. A todos foi oferecida a suspeita de incorporarem a juventude do nosso colega Heródoto Barbeiro, no longínquo século 19, nesta imagem que faz parte das comemorações dos 140 anos do colégio São Luis.
As suspeitas foram levantadas a partir de mensagem encaminhada pelo ouvinte-internauta Cláudio Antônio desencadeando uma série de participação, seja neste blog, seja no telefone da rádio, seja e-mail do CBN SP. Os comentários e palpites comprovaram o carinho do público com esta figura impagável do Professor que todas as manhãs nos ensina a entender melhor o Brasil e as coisas que acontecem pelo mundo. E o jornalismo, também.
As opiniões nos mostram, ainda, o mistério que envolve a idade de Heródoto. Apesar da foto ser do século retrasado, ainda houve quem acreditasse na possibilidade dele estar perfilado na cena. Houve, também, quem o imaginasse atrás da máquina de fotografia ou diante da máquina de fumaça habilidoso que é na condução do trem do Jornal da CBN.
A maioria, porém, além de ter aceitado participar desta brincadeira, não reconheceu em nenhuma das personagens posadas algo que se assemelhasse ao Professor.
A todos agradeço pelos comentários, análises aprofundadas e respostas bem-humoradas, às vezes irônicas – Dona Ilda, por exemplo, telefonou para dizer que o Heródoto estava ao meu lado na foto.
Para homenagear os ouvintes-internautas fiéis a brincadeira reproduzo aqui um dos comentários publicados neste blog, aproveitando o esforço do caro ouvinte-internauta Tuxedo que foi fundo em sua pesquisa (os demais comentários você encontra na nota original mais abaixo):
Enganam-se todos ao imaginar que Heródoto esteja na foto. Deveria estar, mas não está. De acordo com pesquisa realizada pessoalmente nos alfarrábios do Arquivo Nacional, Heródoto, antes que entrasse nos cursos da melhor idade que lhe renderam os títulos de “lente”, “hermeneuta” e “hebdomadarista”, era o velho maquinista da Maria Fumaça que, já com a vista cansada e dores na coluna e com reflexos já não tão rápidos, fora aposentado da função dias antes, por colocar em risco a vida dos passageiros com suas manobras, oque lhe rendeu mais tarde, e pelo resto da vida, a alcunha de Barbeiro
Milton que belo exemplo de afeto ao eternamente jovem Professor Heródoto.
Realmente o Professor é uma pessoa muito carismática. Aliás, todos da CBN.
Ainda bem que São Paulo tem a CBN.