
A mistura pode causar confusão a primeira vista. Não nos primeiros acordes. Assim que os 15 integrantes do Terreiro Grande começam a tocar no espaço ocupado do bar Patriarca, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo, as boas intenções da moçada ficam evidentes. Intenções boas e músicas, também. Sempre no ritmo do samba, daquele tocado nas décadas de 30 a 50 nas escolas carnavalescas do Rio de Janeiro.
Em setembro, de 13 a 16, eles saem do bar e voltam ao palco do Teatro Fecap, onde haviam se apresentado no ano passado e gravaram o primeiro CD lançado agora: “Cristina Buarque e Terreiro Grande Ao Vivo”, uma produção independente.
Roberto Didio, um dos 15, conversou com o CBN SP:
“E sinto que o véu que ainda nubla a visão da minha consciência vai caindo, e otimismo e pessimismo diluindo um no outro, para que o equilíbrio se estabeleça. E o mesmo acontece com amor e ódio, rancor e perdão e todos os outros pares. E não haverá mais nem paz, nem guerra. Até dá medo de imaginar a vida sem paixão. Vai doer no começo, ou melhor, já está, mas é como aprender a andar de bicicleta; cai, machuca, levanta, se anima outra vez, vai com medo, mas quando se vão as rodinhas de segurança e com elas, ironicamente, a insegurança, então a sensação é indescritível. Lembra?”
Pense nisso, e até a semana que vem.