Promotor que matou rapaz perde mais uma

Foi cedo a comemoração do promotor de justiça Thales Ferri, que matou um rapaz no litoral paulista. O Conselho Nacional dos Ministérios Públicos obteve liminar que suspende a decisão que beneficiava Ferri, conforme informou o repórter Adamo Bazani, ao CBN SP.

O Órgão Especial do Colégio de Procuradores do Ministério Público de São Paulo havia entendido que, apesar do envolvimento dele no crime, não havia empecilho para que Talhes fosse efetivado na função de promotor. Chegou a ser nomeado para assumir cargo em Jales, interior paulista, medida abortada na sexta-feira, após pressão da opinião pública.

Agora, terá de esperar um pouco mais, pois a liminar do Conselho terá de ser julgada e Thales só volta ao trabalho com salário pago pelo contribuinte se for derrubada.

3 comentários sobre “Promotor que matou rapaz perde mais uma

  1. Vcs na CBN cometem erro quando dizem que o promotor é réu confesso e, assim, não tem qualquer razão. Ele alega a legítima defesa, não se esqueçam disso.

  2. Sobre o argumento do advogado do promotor.
    Ele diz que o promotor só pode ser julgado por seu desempenho profissional e não pelo que acontece em sua vida pessoal.
    A atribuição de um promotor é defender a sociedade e a coletividade. O Ministério Público está destinado, pela Constituição, a defender os interesses coletivos e individuais indisponíveis.
    O promotor tem o direito de portar uma arma pelo exercício de sua função. Se a usou fora dessa função, demonstrou que é incapaz de separar o que é sua vida pessoal de sua atividade profissional.
    Um indivíduo desses, que de dá o direito de executar alguém por ciúme alegando legítima defesa, deveria não só perder o cargo como também ser afastado do convívio público e ainda indenizar a família da vítima. Seria interessante que o que eram seus vencimentos (mais de R$10.000,00) se transformassem em uma pensão vitalícia para os pais da vítima.

Deixar mensagem para Izabel Cancelar resposta