Conexão Rio-SP: Preso era liberado nos fins de semana

O assassinato de dois garotos em São Paulo e a prisão do suspeito colocam em dúvida o trabalho de psiquiatras e os parâmetros utilizados para avaliar a capacidade de uma pessoa perturbada ou com tendência a atos violentos.

Como se sabe, o homem que está preso havia sido internado em um hospital psiquiátrico, pois já havia se envolvido em casos de homicídio e abuso sexual. Após um período de tratamento, avaliou-se que ele estava em melhores condições e, portanto, era liberado para sair do hospital nos fins de semana. A família dele – é o que parece – nunca compreendeu muito estas liberações. Os comentários que ouviam do parente em tratamento ainda eram violentos.

A morte e o abuso dos garotos levou a polícia até o suspeito que teria confessado sua participação neste e outros crimes.

O jurista Thales Castelo Branco conversou com a CBN, agora pela manhã, e chamou atenção para o risco de se incriminar de ante-mão os profissionais que atuaram no tratamento e avaliação do homem agora acusado pelos assassinatos. Lembrou que a psicologia, por exemplo, trabalha com dados subjetivos. Simulações, dissimulações ocorrem.

A verdade é que este caso nos permite questionar sobre o trabalho de acompanhamento destes presos que estão sobre tratamento psiquiátrico e mesmo daqueles que na cadeia deveriam passar por processo de reavaliação para que possa voltar ao convívio social.

Um comentário sobre “Conexão Rio-SP: Preso era liberado nos fins de semana

  1. Milton, se houvesse pena de morte e penas mais duras, se visitas intimas, todos de uniforme, quebrando pedras, ou isolados em ilhas cercadas por crocodilos, onde teriam que trabalhar pra comer, acho que até os perturbados pensariam e fazer alguma coisa. Abraço

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