Ex-secretário defende prefeitura de críticas a ônibus


É disso que a população reclama na zona Sul

A cobrança em relação ao transporte público, em São Paulo, aumentou consideravelmente desde a decisão da prefeitura de afastar a Cooperauthon, responsável por três incidentes, um deles resultou na morte de um pedestre. Nesta semana, uma série de mensagens foram enviadas pelos ouvintes-internautas do CBN SP reclamando da falta de ônibus nas áreas atendidas pela cooperativa. A prefeitura paulistana anuncia que a situação começará a mudar neste fim de semana com a mudança de linhas a ser implantada.

O ex-secretário municipal dos Transportes Frederico Bussinger enviou ao programa e-mail reproduzindo texto que foi encaminhado, também, ao Jornal da Tarde, que, nesta quinta-feira, publicou editorial no qual cobrava a renovação da frota.

Vamos ao que escreve Frederico Bussinger em defesa da administração municipal:

“O editorial “A que ponto chegamos”, do JT de 4/OUT/07, cobra redução da idade dos veículos e a promoção da “tão prometida e nunca realizada renovação da frota”. A cobrança ignora fatos relevantes:

Durante os primeiros 2 anos e meio da Gestão Serra/Kassab, como amplamente divulgado pela imprensa e pelo próprio JT, entraram em circulação na Cidade mais de 3.500 veículos zero-quilômetro; investimento superior a R$ 800 milhões. Até DEZ/2008 serão 5.000 (1/3 da frota) para aposentar, definitivamente, veículos com idade superior a 10 anos. Fato inédito no sistema paulistano; lembrando que no início da gestão havia veículos de até 15 anos!
Esse acelerado processo foi registrado pelo Valor Econômico em 12/JUL/07 (“Frota nova paulistana favorece o melhor ano em vendas de ônibus”), tem produzido filas de espera nas montadoras e redução de preços no mercado de veículos usados (excesso de oferta). Tem também resultado em contínua redução da idade média da frota (vide site da SPTRANS): No início da gestão ela era de 6 anos e 2 meses. Em JUL/07 5 anos e 2 meses para as empresas e, surpreendentemente, 4 anos e 4 meses para as cooperativas. Com isso, São Paulo já tem uma das frotas de menor idade média do Brasil.

Em paralelo, para toda a frota, várias outras medidas: Inspeção veicular com periodicidades diferenciadas em função da idade do veículo, restabelecimento de inspeções nas instalações da SPTRANS para os casos mais críticos, projeto de requalificação tecnológica das garagens, reorganização das equipes de fiscalização da manutenção e operação, contratação de 600 fiscais para substituir os da empresa terceirizada de apoio, fiscais esses já com perfil adequado à “era GPS”. O monitoramento via satélite já uma realidade em 3 das 8 áreas, e o será em todas elas até o final deste ano.

Melhorar o transporte coletivo na Cidade é tarefa que não comporta improvisações. Trata-se de processo que requer planejamento, ações coordenadas, um diuturno e tenaz esforço de implementação; que é o que vem sendo feito. Quanto aos episódios atípicos das últimas semanas, melhor aguardar-se as conclusões das investigações policiais quanto a sabotagem.

2 comentários sobre “Ex-secretário defende prefeitura de críticas a ônibus

  1. Caro Jornalista Mílton Jung,

    Relato pessoal sobre o transporte público:
    Fazia tempo que não via um ônibus quebrar em meu trajeto ao trabalho!
    Mas, ontem 05/10 sexta-feira, o ônibus que peguei a acabou quebrando 2 pontos após embarcar! E demorou mais de 15 minutos até o próximo aparecer.
    Nada é perfeito, temos problemas, mas acho que está bem melhor do que no passado quando os ônibus viviam quebrando e atrapalhando todas as principais vias! Agora só algumas!
    🙂

    Um Abraço!

  2. O projeto de melhorar as condições da frota de transporte coletivo na cidade é sem dúvida prioridade da prefeitura, pois é uma das alternativas ao caótico trânsito. Não acredito, pessoalmente, em sabotagem. Alguns veículos, realmente, estão em condição precárias e põem em risco seus usuários. A Prefeitura ante isso tem que agir com rigor e com fiscalização contínua. Custe o que custar!!!

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