Prá dar inveja a você que reclama do ônibus que circula na sua cidade. O ouvinte-internauta Paulo Toshiharu Watanabe manda esta imagem de bonde que circula no Japão, desde 1952. Não há dúvida que são restaurados regularmente, pois além dos assentos de veludo, ar condicionado, os bondes são silenciosos e ágeis, explica na mensagem.
Segundo ele, os trilhos cortam toda área central, e a passagem custa Y$ 150,00, e a tarifa mínima dos parquímetros é de Y$ 300,00. Ou seja, sai mais em conta estacionar o carro fora de centro e andar de bonde.
Caro Jornalista Mílton Jung,
Tivemos várias linhas de trolebus… O principal problema era quando os cabos de força quebravam… 400 Volts…
Então tinha que se esperar a equipe do conserto e o trânsito congestionado irritava muito os motoristas em geral…
Não creio que os bondes nipônicos tenham quebras freqüentes, mas nunca se sabe o que pode acontecer com o mero transplante de uma tecnologia para um país precário como o nosso.
Um Abraço!
Caro Chi Qo,
Quando mandei a foto e os comentários, não estava sugerindo que nós imitássemos. E sim, que com “PM” (prevenção e manutenção) é possível manter eficiente e útil um sistema por até séculos.
Quanto aos “tróleibus”, com a tecnologia que, hoje, dominamos, é possível mover um “tróleibus” com menos de 127 volts.
Paulo Toshiharu Watanabe
Prezados amigos,
Há um livro que, se não me engano, chama “São Paulo sob trilhos” que fala dos bondes da nossa cidade antiga. As linhas de bondes eram mais extensas que as do metrô de hoje. Em Hong Kong, Amsterdã e tantas outras cidades esses bondes andam no meio da rua sem problemas e com muita comodidade para os passageiros.
Foi um erro histórico de nossos políticos abrir mão do transporte público para priorizar caixas ambulantes que, geralmente, levam 1 ou 2 pessoas dentro.
Não podemos consertar o erro passado, mas podemos reagir com sensatez ao estado que o transporte se encontra, não?
Agradeço ao Sr. Watanabe pela foto.