Foi a ouvinte-internauta Tatiana Rodrigues de Souza quem traçou, logo cedo, o paralelo entre o comportamento da justiça e da polícia com o promotor que atropelou e matou, em São Paulo, e o motorista de caminhão que atropelou e matou, em Descanso, Santa Catarina:
Segue um bom tema para discussão: O promotor Wagner Juarez Grossi foi
indiciado por homicídio culposo, ou seja, sem intenção de matar, ao matar
3 pessoas da mesma família quando dirigia embriagado, na contra-mão. Por
outro lado, Rosinei Ferrari, caminhoneiro, dirigia na contra-mão quando
vitimou 27 pessoas e será indiciado por dolo, com intenção de matar.
Nossa justiça está utilizando de dois pesos?
Tatiana,
O que me surpreende são as tuas dúvidas.
Você não percebeu ainda que existem 3 categorias de brasileiros?
“Promotor é promotor”, está acima de qualquer ser comum.
Caminhoeiro é “povão”, “pau nêle”.
E, nós somos “ninguém”, desculpe, somos “contribuintes”.
Paulo T. Watanabe
Milton, não é de hoje que vemos como os promotores são protegidos.Matam com mão armada e quando são “condenados’ de uma maneira ou de outra, conseguem liberdade, fugindo ou ou escapando sorrateiramente.Igual aquele que vc sempre comenta. E estamos, infelizmente nas mãos deles.Pobre caminhoneiro( vai saber realmente o que aconteceu com ele)…., já foi julgado.Íria
Realmente. desde que aconteceu o acidente em Descanso, SC, eu me espantei, primeiro com a rapidez com que foi informada a abertura de processo, salientando-se o fato de ser crime doloso, e segundo, com o silêncio quase que cúmplice da imprensa em não discutir o tema. Hoje vem a notícia de que provavelmente havia um erro mecânico, inclusive com a anuência da empresa em que o caminhoneiro trabalha. Será que não dá mesmo para ser imparcial nessa nossa imprensa brasileira??