Ouvinte-fala: Nepotismo e concurso público

“Milton, tenho acompanhado esta luta de seu programa contra o nepotismo na Assembléia Legislativa e na Câmara de Vereadores de São Paulo e acredito que a grande maioria da população está aplaudindo esta iniciativa. Só que o problema é mais complexo do que simplesmente eliminar a nomeação de parentes, senão vejamos. Se continuar havendo a possibilidade de nomeação sem concurso público, sem comprovação de competência para o exercício do cargo ou da função, por que um politico deixaria de nomear a sua esposa para nomear a esposa de outra pessoa que, talvez, ele mal conheça? Ou deixaria de nomear um filho, um sobrinho para nomear outras pessoas que não são de sua intimidade? Não vejo muito sentido nisto. Então, sabiamente o serviço público exige Concurso Público, que depois da Constituição cidadã de 1988 passou a ser exigência que não se cumpre e quando é feito o concurso para cumprimento da lei os candidatos não são chamados dentro do prazo. Outros aspepctos importantes é que o Concurso Público deve ser feito por entidade idônea como a Fuvest ou Vunesp e, também, uma vez admitidos os melhores profissionais concursados haja uma estrutura que realmente funcione dentro do serviço público, caso contrário até os bons acabam se perdendo em meio de tanta politicagem que hoje impera no órgãos públicos. O problema é realmente complexo, mas tenho certeza de que tratado adequadamente e com persistência certamente pode ser resolvido se não a curto prazo, pelo menos a médio prazo. Um abraço.”

Luiz Antonio/São Paulo

5 comentários sobre “Ouvinte-fala: Nepotismo e concurso público

  1. Luiz Antonio,
    Concordo com as tuas opiniões.
    Agora para solucionar o problema,… precisamos de um comandante que seja “realmente um patriota”, talvez um “Ditador com Coração Brasileiro”.
    Por exemplo, para se candidatar a qualquer cargo público um “pré-requisito” de acôrdo com a “estatística”. Ou seja, os “partidos” podem lançar candidatos de acôrdo com as camadas sociais. Se somos 10% da classe “A”, o partido tem que lançar o equivalente, se a classe “B” representa 20%, idem, e, assim por adiante.
    Valendo, inclusive para “sexo”, “côr” e “raça”.

    Pense! Luiz Antonio.

    Abraço!
    Paulo T. Watanabe

  2. Prestei o concurso público para câmara de vereadores de São Paulo este ano que para minha surpresa foi anulado. Motivo da anulação: “fraude nas provas dos primeiros colocados”, que segundo investigação foi esquema armado com funcionários da própria câmara. Vejo então que com ou sem concurso os políticos sempre continuarão tentendo colocar pessoas de sua intimidade.
    Será que a Vunesp que geriu este concurso e é tão confiável também está começando a se envolver nestes esquemas fraudulentos?

    Paulo Sérgio de Mendonça – Mauá/SP.

  3. Caro Jornalista Mílton Jung,

    Ora! Com essa nomeação sistemática de parentes fica a impressão de que os concursados não têm qualificação suficiente para trabalhar nos órgãos públicos!
    E sabemos que todos os concursos são extremamente concorridos!
    Se os nomeadores querem colocar parentes para trabalhar num órgão público deveriam PELO MENOS passar por uma avalição de conhecimento para a atividade a que estão sendo indicados!

    Um Abraço!

    Chi Qo

  4. Interessante, há uma proposta de Emenda Constitucional que assegura a manutenção de todos os funcionários requisitados na União Federal, mas não vejo você falar nada sobre isso. Será que é porque diz respeito ao LULA? Será que tudo que vem dele é bom e tudo que vem do SERRA é ruin? Será essa a concepção de jornalismo imparcial que você exerce (olha, como cidadão todos temos que ter “lado”, mas na profissão, jornalista, juiz, médico etc. têm que fechar os olhos para a emoção e ver apenas a pura verdade, nada mais!

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