Passageiro de ônibus pode ter juizado especial

Nas últimas semanas, a técnica de enfermagem Francisca Torquato chega ao ponto de ônibus às 6 horas da manhã. A intenção dela é pegar a linha Terminal Capelinha-Praça da Bandeira. Objetivo alcançado apenas após 40 minutos de espera. Assim como ela, dezenas de pessoas estão na mesma situação, e quando o ônibus chega tentam entrar ao mesmo tempo. Francisca é praticamente jogada para dentro do ônibus onde fará toda a viagem em pé.

O quadro foi traçado pela jornalista Fabiana Gonçalves em mensagem enviada ao CBN SP na qual descreve a saga da mãe dela, mais uma vítima da falta de organização no sistema de transporte na zona sul da cidade, desde que a Cooperativa Cooperalton foi desativada. A prefeitura não demonstrou capacidade de resolver o problema até este momento, apesar da promessa de que tudo estaria solucionado em dez dias.

O Tribunal de Justiça de São Paulo recebeu, nessa quarta-feira, um pedido que poderá reforçar a luta dos passageiros por melhor atendimento. Em nome do movimento Nossa São Paulo É Outra Cidade, o empresário Oded Grajew entregou documento formalizando o pedido para que sejam criados juizados especiais nos terminais de ônibus da capital paulista, semelhantes aos instalados nos aeroportos, após a crise aérea.

Grajew informou que o pedido foi bem aceito e, possivelmente, o Tribunal de Justiça iniciará estudo para que os juizados funcionem de forma itinerante, abrindo espaço para que os passageiros registrem queixa contra as empresas responsáveis pelo transporte público na cidade e a prefeitura.

6 comentários sobre “Passageiro de ônibus pode ter juizado especial

  1. Acrescento a esta história, o fato de que é quente o piso destes ônibus. Não sei se apenas eu noto isso, mas ficar quarenta minutos de pé num ônibus como esse, com o piso esquentando o seu pé, é extremamente desconfortável.
    Será que este ônibus a base de etanol vai diminuir este aquecimento?

  2. Está cada vez mais difícil embarcar na Parada Getúlio Vargas ( Corredor av. Nove de Julho ) linha Terminal Bandeira, Praça da Bandeira , Estação da Luz e Santana.
    Os coletivos chegam completamente lotados, as pessoas se espremem para subir, são empurradas, apertadas , lembro que muitas vezes ao sair do trabalho temos compromissos, horários etc…no meu caso vou para universidade, chego atrasado por conta do transporte coletivo , pois a situação no metrô ou trêm não é diferente. Pagamos caro por um serviço precário e até mesmo sem segurança…se aqui na região central é deste jeito imagine nos bairros distantes.
    Marcos Paulo Dias.

  3. Será que alguém sabe o horror que é se tentar obter informações da SPTRANS sobre linhas de ônibus?
    Estou há 6 horas tentando, tentando, o telefone 156 não atende, a Prefeitura responde que só existe esse número para atendimento, descaso total.
    Houve a desativação de uma linha Butantã – Vila Natal e é impossível descobrir qual linha seria a alternativa!
    O transporte público está abandonado, a Prefeitura de São Paulo não respeita seus cidadãos, o site da SPTRANS é inútil, socorroooooo…..
    O que mais poderemos fazer a não ser berrar por socorro?
    Fica aqui meu desabafo!

  4. Caro Jornalista Mílton Jung,

    Já que os terminais são locais de grande fluxo de pessoas, acho até que os juizados poderiam ser permanentes para as pequenas causas!

    Um Abraço!

    Chi Qo

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