É vitória ou vaia

O título acima está na manchete do caderno de esportes do mais popular jornal de São Paulo, o Agora. Tem a pretensão de antecipar o ânimo do público que lotará o estádio do Morumbi, na noite desta quarta-feira, para ver o Brasil enfrentar o Uruguai. Antes mesmo do mau desempenho da seleção contra o Peru, no domingo, se discutia o comportamento do torcedor paulista na partida de logo mais. Alguns comentaristas traçaram paralelos com a reação do carioca que, em determinados momentos, vaiou o Brasil na goleada sobre o Equador.

A vaia tem ganhado destaque no noticiário e no bate-papo em volta da mesa do bar desde que o presidente Lula se apresentou em público na abertura dos Jogos Panamericanos, no Maracanã. Na época, dividiu opiniões conforme a coloração política de cada um. Afoitos chegaram a dizer que era sinal da mudança que o Brasil pretendia no comando do governo, quando mais se parecia a opinião de uma parcela da sociedade brasileira.

Golpistas, lulistas e simpatizantes à parte, deve-se avaliar o que proporciona esta prevenção do público, se existe predisposição à crítica, se é desejo de jornalista que adora ver o circo pegar fogo ou se é assim mesmo em qualquer lugar do mundo – ou seja, no caso do esporte, se a seleção nacional não vai bem, a turma fica com a vaia atravessada na garganta.

4 comentários sobre “É vitória ou vaia

  1. Milton é a seleção Penta Campeão do Mundo… Nós queremos Show…Sempre esperamos show…Quando vamos a um Show e ele nao é bom….Vaiamos…E o que vai acontecer se a seleção peder hoje…(rss) Vaiamos……

  2. Acredito que as vaias não sejam uma antecipação do Agora e sim uma constatação dos fatos que viram independente da manchete. Ela já é uma constante em jogos em São Paulo. Portanto, o Jornal só publicou um fato notótio.

  3. Sabe a impressão que eu tenho? Que o futebol é uma doença aqui no Brasil, um fanatismo exacerbado; pudera, isso explica a violência que esse “esporte” gera na massa. Na Europa eles até gostam, apreciam, mas não deixam isso subir a cabeça e fazer disso a graça da vida.

    Se o brasileiro fosse mais ligado á religião ao menos 10% do que venera o tal futebol, seria inegavelmente mais humanos…

    Grande abraço,
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  4. Tem que vaiar,pois são jogadores consagrados que ganham muito dinheiro, acima da realidade de nosso país,para jogar este futebol de quinta categoria.

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