Maior autonomia para as escolas, ampliação para cinco horas de aula por dia e prêmio aos professores por desempenho são algumas das propostas que fazem parte do texto aprovado, em primeira votação, na Câmara Municipal de São Paulo. No discurso da prefeitura, o projeto tem a intenção de acabar com o terceiro turno das escolas. Para o líder do governo municipal, vereador José Police Neto (PSDB), o resultado da votação (44 a 1) é resultado da transparência como foi tratado o tema com os sindicatos e a oposição. Dez vereadores da oposição aprovaram o projeto.
Resta ver se a tese e folga no placar permanecem após a segunda votação quando as emendas dos vereadores serão debatidas. A tendência é positiva, pois o magistério teria apoiado o programa após audiência pública realizada na segunda-feira.
O único voto contra foi do vereador Elizeu Gabriel que se nega a aprovar as mudanças porque entende haver necessidade antes da criação do plano municipal de educação.
A avaliação constante do trabalho realizado pelos professores, com reajuste salarial conforme o desempenho dos alunos, e a direção da escola com autonomia – inclusive para contratar e demitir funcionários – são métodos usados no sistema de ensino de alguns dos países que lideram o Pisa – avaliação global divulgada nesta terça-feira, em Nova Iorque, na qual o Brasil tem o quarto pior desempenho entre 57 países.
Ninguém se entusiasme, porém. Ou se assuste, dependendo de que lado você está. Nenhuma das duas medidas fazem parte do projeto entregue pela prefeitura de São Paulo para discussão na Câmara Municipal.
Será que não está na hora do Estado de São Paulo também começar a mudar suas políticas de ensino? Hoje nas escolas públicas estaduais os alunos só repetem de ano por falta, não importa se ele não sabe matemática, se não sabe ler ou se sabe ler mas não entende o que está escrito, o que realmente importa e passar este aluno de série… De onde surgiu esta idéia ridícula? Quando é que esses alunos se tornarão cidadãos responsáveis e questionadores?? NUNCA!!!!