“Impossível estar meio-grávido no meio ambiente”, diz senador

Por Osvaldo Stella
Da Conferência do Clima/Bali

A conferência entra na reta final, os corredores mais cheios, filas em todos os lugares. Embora tenha sido de trabalho estenuante, a semana passada ainda deixou um número superior ao esperado de colchetes ( todos os termos ainda indefinidos nos textos ficam em colchetes apenas, após a eliminação de todos os colchetes o texto é aprovado). A partir de quarta-feira os representantes dos chefes de Estado estarão reunidos para compactuar as decisões deste encontro. Sábado à noite, nos corredores, se dizia que uma conclusão
positiva estava se materializando.

Hoje, de surpresa, John kerry falou sobre a posição dos EUA em relação as mudanças climáticas. O senador democrata, quase presidente, relatou que apesar da posição do Governo Federal americano, muito já é feito nas cidades e estados com reduções de emissão que chegam a ser superiores as previstas no protocolo. Porém, como “é impossível estar meio-grávido em relação as mudanças climáticas” ele vê a delegação dos Estados Unidos discutindo aqui com “boa fé” o caminho que o país irá traçar no futuro: “Países ricos devem
ajudar os mais pobres, transferir tecnologia.” “A idade da pedra não acabou por falta de pedra”, ele brinca e o mesmo acontecerá com nossa sociedade e o petróleo.

A questão dos programas independentes de cidades e municipios americanos demonstra a divisão de opiniões dentro dos EUA. O próprio All Gore afirmou, que “talvez não pudesse, como presidente, ratificar o protocolo pois ele depende da aprovação do senado.

O poder emana do capital e os estados unidos são o exemplo mais claro disto. Mesmo que a sociedade entenda a importância das mudanças climáticas, as empresas que ganham rios de dinheiro na economia do petróleo não vão largar o osso sem lutar até o fim.

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