Palavra de ouvinte: educação continuada

Por Edilaine Lopes
Ouvinte-internauta do CBN SP

Segundo reportagem do El País, Finlândia é nota dez em educação, percebemos que há muitas diferenças entre São Paulo e Finlândia :

“Quando as coisas pioram, os profissionais do colégio dão apoio acadêmico e social aos alunos. O número de estudantes por classe beira os 20, mas se houver problemas acadêmicos são separados em grupos de dez e colocados em dia. E se for preciso repetir o ano? ‘Será nos primeiros anos do primário, o quanto antes’ , diz a diretora. (…) Se a coisa se complica, o governo (local ou nacional) contribui novamente com dinheiro. O colégio está encravado num bairro com problemas sociais e recebe mais verbas que outros. ‘No ano passado tivemos um problema e a prefeitura de Helsinque nos concedeu 18 mil euros prontamente’. Com essa verba a diretora contratou um professor avulso que ajudou os atrasados a fazer as lições, entre outras coisas.”

Em São Paulo, o aluno com dificuldades no aprendizado passa para o ano seguinte juntamente com os demais alunos que não apresentaram problemas e não recebe nenhuma atenção especial. As aulas de reforço são insuficientes e os professores não são treinados adequadamente para atender as dificuldades desses alunos. Assim, eles continuam sem aprender o que já devia ter aprendido e não consegue acompanhar as aulas, ficando cada vez mais atrasados.

Outra diferença é a questão cultural, os pais na Finlândia estão comprometidos com o aprendizado; um dos passatempos mais comum é o hábito de ler para os filhos, o que ajuda muito o desenvoLvimento intelectual das crianças. A ênfase que a sociedade finlandesa dá para a leitura mostra-se no reconhecimento dado aos profissionais chamados “contadores de histórias”. Ou seja, leitura é uma mania nacional. Não é preciso nenhuma pesquisa acadêmica para que qualquer brasileiro perceba que isso não acontece no Brasil.

Outro fator relevante é que na Finlândia o professor tem status social , ele é respeitado e muito valorizado. Em terras tupiniquins respeito e valorização são coisas para jogador de futebol. Ademais, o senso de responsabilidade que os finlandeses tem faz com que os alunos realizem suas lições e cumpram seus deveres, assim como os professores.

A educação, como os demais problemas brasileiros, é muito mais uma questão cultural do que política ou econômica.

Espero ter contribuído para o debate”.

3 comentários sobre “Palavra de ouvinte: educação continuada

  1. Excelente artigo. Agora, é fundamental se envolver na educaçao dos nossos filhos. Muito pode ser feito com a ajuda dos pais. Tem que ir nas reuniões, discutir, propor, aprender e principalmente FAZER!!! Deixar de lado um pouco o futebol ou a novela e dar um apoio, ler para a criança, acompanhar as tarefas, jogar um jogo.

    Difícil??? Quem mandou por no mundo??? É seu filho e você vai esperar que o mundo tome conta dele????

    Abraço

  2. O problema do Brasil é aritmético. Em 1970 eramos 90 milhões de habitantes, sendo 40% de analfabetos, as vagas no primário era o dobro do ginásio e para o, hoje médio 20% dos que iniciavam o ginásio e menos de 3% conseguiam vagas nas universidades.
    Ou seja, 36 milhões que eram analfabetos e mais os 90 milhões que nasceram não tiveram professores preparados.
    Veja os resultados dos exames da OAB, recentemente, dos médicos. A maioria atestaram não estarem habilitados para exercer a profissão.

    Paulo Watanabe
    Hoje somos 180 milhões

  3. só uma lembrança: reforma de ensino que não comece pelo aumento significativo do salário do professor, NÃO VINGA !!! Merecem , hoje , por baixo uns R$ 4 mil/mensais. Só assim pode-se atrair gente competente para a docência. Em contra-partida o prof º é proibido de lecionar em mais de uma escola. Dedicação integral .

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