Por Osvaldo Stella
Direto de Bali
Hoje, na 13ª edição da Convenção do Clima, em Bali, na Indonésia, todos os envolvidos buscam fechar as, cada vez mais complexas, negociações. Durante o evento organizado pelo Brasil para apresentar a proposta brasileira para combater o desmatamento na Amazônia, o diretor da UNEP (United Nations Environmental Program) disse que : “existem duas conferências, a dos colchetes e a das ações”. Ele se refere aos famigerados colchetes que povoam os textos e impedem que os mesmos sejam fechados.
Na mesma linha o chanceler brasileiro Celso Amorim disse que “a postura dos negociadores depende muito da pressão da opinião pública”.
Kioto adquiriu um tamanho e uma importância que lhe tiraram agilidade e dinâmica. O protocolo já não responde na velocidade e na medida que a questão climática exige. Curiosamente, sem ele não teríamos este nível de consciência.
Ainda hj, 12/12, pela CBN, o comentarista Sergio Abranches afirmou que tudo depende de uma coisa importante:
– Vontade política.
Portanto, parece que tudo é um mero encontro para cumprimento de protocolos e nada será acertado.
As grandes potências não iram ceder, pois ceder significaria baixar ritmo da economia e níveis de consumo.
Ainda afrontam os países em desenvolvimento, Brasil, China, México, etc, no sentido de darem também sua solução aos níveis de emissão de poluentes.
Algo assim, podemos reduzir a emissão e vcs, o que farão?
Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Parece que vamos assistir mais catástrofes e deformidades na natureza para algo efetivamente acontecer.
A contribuição da sociedade é importante, especialmente nas grandes potências. Pode-se votar em realmente em quem pelos menos tem projeto de mudanças nesta área.