Em 1969, quando deixou a cidade de Santos para fazer a Faculdade de Pedagogia e Teologia, na capital, Ivete de Jesus imaginava trabalhar em convento. Encontrou em São Paulo um povo em ebulição, era o período da ditadura militar. Não se contentou em ser uma ” freirinha de convento” – expressão cunhada pela própria – e foi dormir ao lado dos moradores de rua para entendê-los e ajudá-los. Enfrentou a fase do “passe de trem” nos anos de 1980 quando os mendigos eram mandados embora da cidade e voltavam em seguida. Encarou políticas de “limpeza pública” que espantavam os moradores sem dar-lhes atendimento. Ajudou a organizar catadores de lixo que hoje atuam com material reciclável. “Aposentada”, a Irmão Ivete de Jesus inventou a “Cor da Rua” uma espécie de “Casa Cor” com móveis recuperados do lixo, que estão em exposição permanente na rua dos Estudantes, 483, bairro da Liberdade.
A entrevista completa da Irmã Ivete de Jesus no quadro “Quem Faz São Paulo” você acompanha na página especial da CBN sobre o aniversário da capital paulista. No dia 25 de janeiro, sexta-feira, o CBN SP será apresentado, ao vivo, a partir das 9h30, no Pátio do Colégio.
Quero perguntar ao Sr. Milton Jung SE ALGUMA VEZ , DESDE ESSE BLOG ELE INTERESSOU EM SABER SOBRE O QUE ESTÁ ACONTECENDO COM ESSE MARAVILHOSO PROJETO E COM ESTÁ ESSA MULHER REVOLUCIONÁRIA, INTELIGENTE, LUTADORA?ELES ESTÃO SEM VERBA PARA MANTER E PAGAR OS ALUNOS, QUE JÁ VOLTARAM ÀS RUAS; IRMÃ IVETE ESTÁ TRABALHANDO SÒZINHA, S´RESTOU UM ALUNO QUE ESTÁ LÁ EM TROCA DE MORADIA, UM DEFICIENTE FÍSICO DOENTE EUM AJUDANTE.VC COSTUMA ACOMPANHAR,Sr. Milton Jung O QUE SE PASSA COM AS PESSOAS QUE O Sr. entrevista?Pelo que posso notar em seu trabalho na CBN, tenho certeza que NÃO. E
Dona Marilda Candela,
Lamentável o que está acontecendo com o trabalho desta senhora que tive oportunidade de divulgar na época dentro de série especial realizada pela rádio CBN. Fico triste em saber que projetos como esse podem se perder. Não entendo porém o motivo da sua revolta com este jornalista em vez de se voltar contra aqueles que impediram que ela continuasse a exercer sua função. Pelo que sei não fui responsável pelos acontecimentos posteriores a entrevista. Sua indignação se justifica pela interrupção da obra da Irmã Ivete, mas é inoportuna a medida que ataca quem não tem qualquer responsabilidade sobre os fatos, ao contrário ao tratar do tema no programa tinha a intenção de divulgar ação tão louvável. A propósito: se houver oportunidade, em um próximo comentário, nos conte o que a senhora fez para ajudar a Irmão Ivete, pois tenho certeza de que este seu ato pode ser exemplo para outros leitores deste blog.