Os donos de imóveis em São Paulo começaram a receber os carnês do IPTU deste ano. O pagamento se inicia em fevereiro. Aqui na capital, o IPTU é a terceira maior receita da arrecadação direta da Prefeitura. Dos pouco mais de 23 milhões de reais que a prefeitura imagina recolher, 13% vêm do imposto predial e territorial. O calote chega a 15% e já está compensado no reajuste feito pela prefeitura para este ano. Por enquanto, poucas reclamações chegaram ao CBN SP, sinal de que a maioria dos moradores não se ateve aos valores que estão sendo cobrados.
Ao contrário, no Rio de Janeiro, parcela da população na zona Sul da cidade faz campanha para que se atrase o pagamento do imposto em resposta a desordem urbana. Uma das líderes do movimento “IPTU. Não Pago. E Daí?” Regina Chiarádia diz que a intenção é pagar apenas depois das eleições para que o prefeito César Maia não use o dinheiro na campanha do candidato dele. O atraso vai gerar multa de 24,75%, custo que os manifestantes pretende assumir para marcar posição contra as faltas da administração pública. Eles reclama da ocupação irregular do espaço público, falta de conservação do asfalto, iluminação carente e recolhimento de lixo, também.
É uma pena que em toda esta discussão se esqueça de falar do IPTU progressivo que poderia gerar justiça social punindo aqueles que mantém terrenos vazios a espera da valorização enquanto muita gente não tem espaço digno para morar – no Rio e em São Paulo