Debate: O que fazer com as motos ?

?

Do derretimento das motocicletas irregulares à fiscalização rígida das irregularidades cometidas no trânsito. Da retirada da motos das marginais à criação de faixas exclusivas. Do otimisto ao pessimismo. Assim foi o debate entre dois especialistas na área de trânsito sobre as propostas da prefeitura de São Paulo para reduzir o número de acidentes envolvendo motociclistas, promovido pelo CBN SP.

Ouça as idéias do coordenador de Pós-Graduação e em Engenharia de Transportes da Escola Politécnica da USP, Cláudio Barbieri, e o engenhero de Tráfego de Transportes Horário Augusto Figueira:

13 comentários sobre “Debate: O que fazer com as motos ?

  1. esse cabeção da usp fez os melhores e mais lúcidos comentários que eu já ouvi sobre o assunto, parabéns. tomara que as autoridades tenham ouvido.
    mudando de assunto, parece que a mudança de ano fez com que o milton mudasse um pouco a sua postura, as suas entrevistas, mílton, estão mais agradáveis.
    (a imagem que apareceu aqui embaixo pra eu poder postar o comentário é 666, rs)

  2. É notório o preconceito contra motociclistas na fala dos entrevistados do programa de hoje, Milton. Parece-me que se pilotassem motocicletas, poderiam ter uma visão menos parcial do problema…

  3. Concordo com Washington. Ouvi a entrevista inteira e havia um tom de intolerância para com motociclistas em geral. Há duas avenidas em SP com faixa exclusiva para motos há quase um ano e os ditos “especialistas” nem se lembraram de mencioná-las. Trafego em moto pela avenida Sumaré e posso garantir que os motociclistas e motoristas ali se dão muito melhor que em outras avenidas. E o espaço tomado, mais ou menos um metro, foi facilmente “economizado” das outras faixas, de forma a não ter diminuído o número delas para carros e ônibus. Imagino que qualquer avenida de três faixas poderia receber uma faixa exclusiva para motos. Se isto acontecesse, a gritaria de Cláudio Barbieri sobre a Av. 23 de maio ficaria meio sem sentido, né?

  4. A quem reclama das motos ocupando espaços entre os carros, gostaria de propor um pequeno “exercício de cidadania”. Fechem os olhos e imaginem TODAS as motocicletas de SP trafegando no meio de uma faixa de rolamento, como um carro. Gostaram do que viram?
    Bem, o trânsito da cidade pararia em menos de uma hora. As pessoas esperando suas encomendas, pizzas, remédios etc ficariam loucos. Os motociclistas também chegariam atrasados, mas estariam inquestionavelmente cumprindo a lei.
    Talvez uma “operação-padrão” desta fosse a maneira mais clara de demonstrar a real dimensão deste problema.

  5. Gostaria de colocar outra idéia para discussão: por que ao invés de perseguir os motociclistas a Prefeitura não estimula o transporte público de massa incentivando a carona e o aumento de ônibus em circulação nos horários de pico? Por exemplo, ao invés de criar faixas para motos, criaria faixas paralelas aos corredores de ônibus para linhas expressas de ônibus transportarem as pessoas diretamente da periferia para o Centro (ex. Radial Leste).Em contrapartida, modificaria o rodizio, tal como o horário de 7h até 9h e 17h até 19h, o rodízio seria das 6h às 10h e 17h às 20h, horário no qual funcionariam os corredores expressos de ônibus…

  6. Realmente os motoboys são intolerados em SP, isso se dá porque uma minoria deles fazem arruaça e demais delitos.
    Lembro quea grande maioria é trabalhadora e nos ajuda em envio de documentos urgentes, etc..
    Porem algo insuportável em SP são aqueles “estouros” de escapamento que “eles” fazem dentro dos tuneis, pontes, etc nao sei qual o objetivo. A cidade já é tao barulhenta e ainda fazem essas coisas.
    Outro problema é o absoluto domínio dos corredores, entao os motoristas nao podem nunca mudar de faixa sem que causem um buzinaço dos motoboys, mesmo que o proprietario do vepiculo esteja com os piscas ligados durante 10 minutos, nenhum motoqueiro o deixa entrar!
    abraço

  7. deveriam editar uma lei onde cada renavan receberia 10% de desconto por cada motoboy “eliminado”, com um limite de 10 motoboys eliminados por ano. isso resolveria o problema dos motoboys na cidade.
    ps:. se o moderador do blog não quiser publicar, tudo bem.

  8. não creio que a solução do problema dos motociclistas seja essa proposta pela prefeitura e defendida pelos “especialista”. Acho que a solução está em fazer cumprir a lei e punir quem a infrige. Os motoqueiros (os motoristas também) fazem o querem e não são punidos. Imagino que quando os transgressores forem punidos de maneira severa. Tudo isso vai mudar. O que educa é a certeza da punição, no nosso caso a prefeitura não fiscaliza ou pune. è mais fácil vi com esses planos malucos do que fiscalizar e investir no transporte publico, porque se não for feito nada a cidade ira parar, não por causa dos motoboys mas pelos carros.

  9. Tolerância zero? Hoje em dia é simplesmente impossível que as motocicletas cumpram a lei à risca. Se elas ficarem enfileiradas no meio da faixa de rolamento, como carros, o trânsito pára de vez para todo mundo. Simples assim. É a partir desta situação que temos que colocar nossas cabeças para pensar. Ficar fazendo bravatas não vai resolver o problema.

  10. andré “tontão” pedroso, vai se informar primeiro. as motos podem, segundo as leis de transito, transitar pelos corredores, se liga antes de falar besteira

  11. É tudo muito “bunitu”, muito bom, vamos cumprir as regras, entregar a cidade “pra” burguesia motorizada, assim arrecadamos mais IPVA, CID, DPVAT, aplicar políticas de restrição e fazer a moto ocupar espaço que já não existe na cidade, rodízio assim todo mundo compra o segundo carro, criar obrigações inúteis (faixinhas reflexivas), pois os caminhões usam a mesma e isso muda algo?
    O motociclista se sujeita a circular rodeado de assassinos em potencial (automotores), em condições adversas da natureza (chuva, sol, frio), paga proporcionalmente mais pelo valor do veículo, pois como justificar que uma bicicleta com motor R$ 7.000, um pneu R$ 130, um capacete de proteção razoável R$ 250.
    Vamos voltar ao tempo do office-boy, fazer todas as encomendas urgentes circularem correio, e assim a pizza vai chegar com um dia de atraso.
    O que atrapalha é o carro “de passeio” e o acidente o condutor causa.
    Essa proibição é um atestado de incompetência do poder público.
    O “Kassab” é um cara sensato, e vai rever isso.

  12. Para melhorar o trânsito de São Paulo, não é tirar os motoqueiros das ruas, mas, disciplina-los ou exigir disciplina e responsabilidade (claro que não são todos) mas, é a utilização do transporte público com ônibus em maior quantidade, diminuindo os intervalos. Sugeri à SMT a publicação dos horários de partidas dos ônibus, pois, assim o passageiro poderia controlar as linhas e as empresas. Tenho colaborado com o setor dos transportes públicos com muitas sugestões. A mais importante foi a Inversão das Catracas dos Ônibus, veja em nosso curriculo no site: http://www.jaymesilva.kit.net – entre outras a Implantação das Subprefeituras de São Paulo.
    Para melhorar o trânsito de São Paulo, só com mais ônibus em todas as linhas, e linhas circulares, sem acúmulos nos terminais. No centro apenas de passagem sem filas de ônibus.
    São Paulo tem jeito, só depende do nosso povo.

Deixar mensagem para junior Cancelar resposta