O dia em que ficaremos em casa

Leandro Duca
Ouvinte-internauta do CBN SP

“ Apesar de o trânsito de hoje parecer o bug pelo qual um dia sairíamos de casa mas nunca mais retornaríamos com os nossos carros, haverá em breve uma salvação. Não é o pedágio urbano, nem a ampliação do rodízio, tampouco a volta de Jesus ao nosso mundo.

Será a tecnologia que deixará as ruas da cidade como um dia de domingo (domingo de alguns anos atrás, porque, hoje em dia, temos trânsito inclusive no fim de semana). Os trens do Metrô terão horário para saída e assentos vazios. Ônibus praticamente inexistiria.

Em breve os milhões de paulistanos não precisarão se dirigir a seus trabalhos. O escritório será nosso próprio lar. Bateremos nossos cartões de ponto virtualmente. Encontraremos nossos chefes e coelgas em uma conferência corporativa, e do home office desempenharemos nossas funções.

Nâo haverá os transtornos que nos obriga acordar duas horas antes, no mínimo, somente por conta do deslocamento até o trabalho. Este temo será reservado à nossa saúde que melhorará muito porque a palavra “estresse” será vocábulo existente apenas nos dicionários. Corolário disso, o trabalho será mais produtivo, promovendo o crescimento das empresas.

As duas horas gastas hoje após o término do expediente serão de dedicação à nossa família, mais estruturada. Por conta disso, e também por não haver mais pessoas nas ruas, os crimes diminuirão e será mais fácil e cômodo sobreviver do trabalho honesto que do crime.

Espero que o que aconteceu não tenha afetado minha sanidade mental!”

Um comentário sobre “O dia em que ficaremos em casa

  1. Milton,
    Êsse tipo de trabalho já existe. O chefe fica nos EUA e os subordinados na Índia aonde se paga menos. Mas é para uma minoria.
    Sempre vai ter que existir o “chão de fábrica” para produzir o “confôrto daqueles que vão poder pagar”.
    Mesmo no lazer, vai existir restaurantes, bares, teatros,…
    E na produção de alimentos?
    Enfim, será um “luxo” para uma minoria.
    Paulo T. Watanabe

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