Plano de metas vira lei, em São Paulo

Cinqüenta e quatro vereadores, personalidades da arte e esporte, além de simpatizantes do Movimento Nosso São Paulo dividiram os espaços na Câmara Municipal, nessa terça-feira. A mobilização surtiu resultado com a aprovação da lei orgânica que obriga os novos prefeitos a apresentarem projetos e propostas definidas por áreas em até 90 dias da posse. O administrador será obrigado a participar de prestação de contas públicas a cada seis meses.

Aproveito a oportunidade para reproduzir texto da ouvinte-internaura Silvana Silva sobre o tema:

“O Movimento Nossa São Paulo propôs mudanças na Lei Orgânica do Município e a Câmara aprovou projeto que obriga o prefeito eleito ou reeleito a apresentar um “plano de metas”, no prazo de 90 dias após a posse. Isso, em tese, acaba com aquilo que chamamos “plano de campanha, “plano de governo” e “realidade”.

O primeiro é um chamariz para eleitores incautos, que escolhem seus candidatos pela propaganda, pela aparência. Serve para atrair o “voto emocional”. Os planos e as idéias importam pouco. O segundo pode até ser anunciado na esteira do primeiro, talvez sem as mesmas cores. Se o antecessor for da oposição haverá sempre a possibilidade do eleito dizer que, antes, será necessário “arrumar a casa”, corrigir os erros, etc. A realidade vai se moldando ao longo do mandato de acordo, com a conjuntura, acordos políticos e até interesses pessoais.

Na iniciativa privada, o “Plano de Metas” defendido pelo Movimento Nossa São Paulo é adotado por empresas minimamente organizadas. Chama-se “planejamento”. Velha também é a fábula cuja moral reforça a importância da meta: “para quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve”. O livro /filme de auto-ajuda “O Segredo”, detaque editorial em 2007 é todo baseado nisso. Na política, entretanto, as coisas não funcionam da mesma forma. O próprio orçamento amplamente discutido, divulgado, etc. não passa de uma “peça de ficção”.

É preciso ainda lembrar o papel da Câmara nesse processo. Sem uma perfeita “harmonia” entre executivo e legislativo, a máquina pública não se movimenta de forma eficiente, mas não percamos o otimismo.

Que a proposta vingue, o povo participe e São Paulo se desenvolva!”.

2 comentários sobre “Plano de metas vira lei, em São Paulo

  1. Caro Jornalista Mílton Jung,

    Que a proposta vingue e que o povo SE VINGUE nas próximas Eleições!
    Afinal temos que escolher prefeito e vereador!

    Será que é difícil escolher um só prefeito e um só vereador? E com prazo até outrubro! OU somos tão burrinhos que vamos votar nos Timóteos da vida que nem aparecem nas sessões importantes?

    Um Abraço!

  2. Eu fiquei muito feliz ao descobrir porque os transportes coletivos
    não melhoram na cidade de São Paulo e as autoridades não fazem nada.
    Sabe por que os sistemas de transportes coletivos não melhoram
    em São Paulo?
    Eu sei e vou te contar:
    É por causa do “calor humano”.
    Quanto mais demorados são os ônibus urbanos e etc. mais gente e
    mais lotados eles rodam.
    Mais calor humano no interior deles.
    É só entrar em um ônibus a qualquer hora na cidade de São Paulo que você sentirá o calor humano.
    Os ônibus estão sempre lotados e repletos de calor humano.
    É por isso que as autoridades não fazem nada para melhorar os transportes coletivos em São Paulo.
    É assim que as autoridades de São Paulo se mantém solidárias ao calor humano do povo paulistano.
    É orgulho dos paulistanos.

    Obrigado.
    Um abraço do ouvinte
    Celso Barbosa
    CB

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