Ambiente Urbano: Por um político suicida

De Osvaldo Stella

A crise anunciada do caos no trânsito na cidade de são Paulo se desdobra de maneira alarmante. Frente ao cenário desolador da última semana a reação da prefeitura de são paulo é preocupante. O pacote de abril anunciado pelo secretário dos transportes Alexandre de Moraes se baseia em:

-proibir o estacionamento de veículos durante o horário de pico em vias de trânsito complicado;

-retirada de caminhões destas vias durante o horário de pico;

-anúncio de rotas alternativas para aliviar o tráfego nas vias principais.

Todas estas medidas já deveriam ter sido implementadas há muito tempo. São medidas que não necessitam de grandes investimentos e de rápida implementação, a famosa canetada. Nos moldes do Cidade Limpa, grande efeito, baixo custo, ótima em termos políticos. No entanto, estas medidas são modestas e insuficientes para atenuar o problema.

A solução do problema passa pelo reordenamento do espaço urbano, o desenvolvimento do transporte público e a restrição ao uso do transporte individual. Estas são medidas de longo prazo que precisam de vários mandatos para serem implementadas. Como São Paulo tem sido apenas trampolim para os políticos ou parada estratégica para fazer caixa para vôos maiores, a solução definitiva se inviabiliza. Restam as soluções de gabinete, de repente com um flash
de genialidade é só alterar as regras do rodízio, dias pares só circulam carros com placas pares e dias ímpares placas ímpares. Será esta a medida que vai iniciar a revolução?

Metade da população sem poder usar o carro e sem transporte público, caos ao quadrado. Depois de introduzir o rodízio municipal, Fábio Feldman nunca mais se elegeu para um cargo público. Por outro lado o que seria de São Paulo hoje com 20% a mais de automóveis nas ruas sem o rodízio?

Nenhum político tomaria esta decisão pois o único motivo é a reeleição. Seguimos a deriva esperando o suicídio político de alguém.

3 comentários sobre “Ambiente Urbano: Por um político suicida

  1. Como ja comentei anteriormente, o problema do transito, só sera resolvido se a Prefeitura(Kassab)e Estado(Serra),tomarem atitudes em conjunto,pois os caminhões de passagem por São Paulo e´que são o grande problema e a CET( Sr Scaringela), quase não se ve os marronzinhos nas marginais para agilizar o transito e resolver prontamente os acidentes, os caminhões de passagem nas marginais só poderião circular a partir das 21;00 até as 4;00 da manhã, com a melhoria dos transportes coletivos, metro, trens e o conclusão URGENTE DO RODOANEL, isto ira ajudar muito.

  2. Insisto: durante o dia, depois das 9h e antes das 17h, uma pessoa dentro de um automóvel não significa que a pessoa está passeando.
    São Paulo é uma cidade de serviços e o automóvel é uma extensão do escritório. Andamos de automóvel porque estamos visitando clientes e fornecedores, carregando amostras, protótipos, manuais técnicos, peças de reposição, etc.
    Não é pedágio que vai resolver isto. Não poderemos repassar os custos para os clientes.
    Também não podemos carregar todos estes materiais no trem ou no ônibus. Não cabe, não dá.
    Proponho que a Prefeitura abra a mala dos carros durante este horário para constatar que as pessoas não estão passeando e que têm que carregar tantas coisas que trem, ônibus e metrô não resolve o problema.
    Ah, sim… com pedágio não vamos mais poder trabalhar. É isto. Aí os automóveis ficarão em casa. Melhor: no prego, se é que aceitam penhor de automóveis na Caixa Econômica.

  3. A tragédia já nem é mais classificável como ANUNCIADA.
    Uma simples greve geral dos transportes públicos vai resultar no mesmo caos que ocorreu no apagão dos anos 80.
    A cidade nem vai ficar com trânsito difícil, vai parar mesmo.
    O paulistano precisa acordar e exigir que obras como as do metrô ganhem mais agilidade.
    O rodízio, ao invés de proibir um final de placa, vai precisar mudar para só permitir um número de placa circulando. E cadê um prefeito (daqueles que cumpriam os 4 anos) tomando providências para dar uma alternativa decente para o transporte público?
    FORA CANDIDATOS A OUTROS CARGOS!!!
    Se aumentaram 7% de vias em 20 anos o número de veículos aumentou 700%.
    Milhares de novos carros entrando nas avenidas diariamente.
    A gente reclama de falta de investimento em infraestrutura no país, mas em São Paulo a coisa já está impossível!!!
    ACORDEM PAULISTANOS!!!!!!!!!!

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