Bastidores da notícia: Andréia, a perseguida


Jornalistas fazem de tudo para chegar até Andréia, e não conseguem

A cafetina Andréia Schwartz, que saiu, entregou e derrubou o ex-governador de Nova Iorque Eliot Spitzer, foi perseguida pela imprensa brasileira e americana, nesse sábado. O nome dela estava na lista do vôo da American Airlines, que chegaria pela manhã, segundo fontes do governo americano que a deportou, após fechar acordo com a justiça.

Jornalistas que trabalham em Nova Iorque embarcaram no mesmo vôo, enquanto a turma da redação brasileira era pautada a comparecer no aeroporto internacional, em Guarulhos. Quem pode escolher assento, correu em selecionar lugar próximo da moça. Assim que a tripulação anunciou a autorização para decolagem a pergunta que mais se ouvia era “cadê ela ?”.

Um colega mais atrevido convenceu uma das aeromoças de que havia perdido a namorada dentro do avião. Ela acreditou e foi ao telefone chamar: “Por favor, senhora Andréia Dias Schwartz, pedimos a gentileza que se identifique levantando a mão”. “Ohhhhh” foi o que se ouviu, sem que ninguém se apresentasse.

No Brasil, uma dezena de fotógrafos, cinegrafistas, repórteres de rádio, TV, jornal e internet a espera da moça praticavam exercício comum nestes momentos: a fofoca. “A mãe dela está no aeroporto acompanhada de dois policiais”, diziam alguns. Sem saber quem era ela, um fotógrafo americano navegou em alguns sites e em pouco tempo todos os jornalistas já tinham cópia da imagem da mãe. Após vasculharem rosto a rosto na área de desembarque internacional e não encontrarem ninguém parecido, um dos repórteres teve a grande sacada: ligou para o serviço de informação e pediu para chamar Elza Dias, a mãe. A espera no balcão da American Arlines, ponto de encontro, foi inútil. Elza, a mãe, estava bem distante dali, na casa dela em Vila Velha, no Espírito Santo.

“A Record comprou a entrevista exclusiva”. Começou a correr a notícia entre um café e um pão de queijo, estragando o paladar de jornalistas com medo de tomarem o furo. A notícia surgiu dos concorrentes. Nem a redação da Record sabia. A negativa dos jornalistas da emissora não era convincentes.

As 7 e 10 da manhã, os primeiros jornalistas que haviam embarcado em Nova Iorque começaram a surgir na porta de desembarque em Guarulhos. No rosto, a marca do cansaço proporcionado por nove horas de vôo e da frustração pela ausência da personagem principal, a cafetina. A perseguida.

3 comentários sobre “Bastidores da notícia: Andréia, a perseguida

  1. Talvez eu esteja sendo antiquado ou careta mas… O que me interessa o que tem a dizer uma p********* delatora que ajudou a derrubar o governador de NY? Que acréscimo as “opiniões” dessa moça podem trazer a minha vida? Parece que sou o único que pensa assim…

  2. Ela pode ser o que for, mas como é booonita!
    Acredito que o ex-governador saiu por baixo, mas pelo menos saiu feliz.
    Talvez eu seja o único homem do mundo que não trairia minha namorada por ela.
    Sou muito fiel.
    A propósito, tem foto por inteiro?

  3. Milton,vou comentar na Universidade com a turma da sala do curso de Jornalismo sobre seu texto;
    assim o pessoal vai perceber o quanto o Jornalista trabalha, corre atrás…
    muito interessante, achei muito legal a forma que escreveu.

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