Ministério Público tenta impedir passeata da maconha

Discutir o uso da maconha pode, mas apenas na universidade ou no legislativo, jamais em praça pública. É o que está escrito em texto de ação cautelar com pedido liminar que pretende impedir a Marcha da Maconha, marcada para domingo, quatro de maio, na capital paulista e de outros estados brasileiros. A medida que, se for aceita, valerá apenas para São Paulo, foi assinada pelos promotores de Justiça criminais Marcelo Barone e Paula Castanheira Lamenza.

O desconhecimento por parte do Ministério Público dos autores do site www.marchadamaconha.org que promove o evento leva os promotores a escreverem no pedido que há “fortes indícios de crime, quiçá sejam patrocinados por traficantes de drogas que a eles só interessa auferir lucro fácil e generoso à mercê da miséria e da debilidade da saúde do povo brasileiro”.

Em outro trecho, os promotores falam que a Marcha é uma “balbúrdia social”. E lembram que ação semelhante do Ministério Público da Bahia obteve sucesso proibindo a realização do evento na capital, Salvador.

4 comentários sobre “Ministério Público tenta impedir passeata da maconha

  1. Gostei das perguntas ao MP e principalmente a colocação a respeito dos direitos dos cidadãos de se expressarem, vivemos ou não numa democracia. Realmente existem países onde a Maconha é liberada e entendo que o indivíduo deva ter o livre arbítrio de escolher. Tantas coisas que ingerimos hoje em dia que nem sabemos se faz mal ou não, que essa discussão se torna inócua. As pessoas devem poder escolher o que fazer com a sua vida e cabe a sociedade punir o que realmente é crime, principalmente nesse país bastane injusto com quem é realmente criminoso, e ingerir qualquer substância deveria ser livre, ou então que se proíba a venda do alcool, que faz tanto mal aqui, causando milhares de acidentes nas nossas estradas diáriamente, isso o MP não contesta?

  2. Até um tempo atás sempre fui contra qualquer tipo de droga. Mas a vida tem suas surpresas. Sofro de DRSII – Distrofia Simpático Reflexa e faço uso de diversos medicamentos para dor além é claro da morfina e altas doses de metadona e que infelizmente nada resolveu. Junto com meus médicos todos foram unânimes, que o ideal seria o uso de cannabia sativa – Maconha. Tal kcomo é feito o tratamento no Reino Unido Holanda, EUA Espanha Alemanha e diversos outros países. Mas ainda não iniciamos esse tipo de tratamento pois aqui no Brail é proibido. e enquanto isso vou perdendo cada vez mais peso, dopando com morfina, metadona, ultracet, lexapro, neurotin em que o custo destes medicamentos ultrapassam mais de 2 mil reais por mês.

    Estou colocando a questão no c.campo medicinal.

    Obrigado

  3. A Lei deve ser cumprida. Vivemos numa democracia e também num estado de direito. Sobre sua comparação da “marcha da maconha” com as “marchas” pela liberação do aborto, a minha opinião pessoal é que também representa uma apologia ao crime e se o Ministério Público entender como crime, esse tipo de manifestação deve ser proibido. Não cabe aqui criticar o Ministério Público, ele é a autoridade para isso.
    Com a descriminação, o crime deixa de ser crime apenas como conceito jurídico, mas continua sendo um ato desagradável, prejudicial à sociedade, inimigo do bem estar social. Continua sendo crime moralmente. Quando certos grupos de pessoas pedem descriminação de algum ato e conseguem esse objetivo, o crime não deixa de ser crime. O que ocorre é que deixa de haver punição para aquele crime. Chega de impunidade.
    E para falar mais uma vez de aborto, o crime cometido contra a pequena Isabella, que chocou o país, tem a mesma gravidade e horror do crime de aborto, que é cometido pelos próprios pais no ventre da mãe

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