
A foto é da Cátia que foi ao Fórum. A reportagem dela será postada em breve aqui no blog
Foram três horas de debate com a presença de diferentes personagens dispostos a reivindicar e propor melhorias na mobilidade urbana, de São Paulo. Um público atuante, questionador e que briga para ser ouvido, mesmo que às vezes de maneira agressiva, completou o cenário do encontro promovido pelo 1o. Fórum Nossa São Paulo, no Sesc Vila Mariana.
O coordenador de Planejamento e Gestão da Secretaria dos Transportes Metropolitanos, Renato Pires de Carvalho Viegas, abriu o encontro fazendo uma afirmação fatídica: São Paulo já parou. Enquanto o presidente do Sindicato dos Metroviários Wagner Gomes disse que o metrô vai parar devido a falta de acordo salarial.
Os depoimentos mais indignados foram de Asuncion Blanco que representou os pedestres e Arturo Alcorta, da Escola de Bicicleta e bike-repórter da rádio Eldorado. Ela pede que a prefeitura assuma a responsabilidade pelo cuidado das calçadas, assim como preserva a via pública. Sugeriu que as subprefeituras façam mapeamento sobre as calçadas que estão no seu entorno e logo irão de deparar com a dificuldade enfrentada por aqueles que andam a pé na cidade. Ele pede o fim da baboseira nos projetos para bicicletas na cidade: é preciso sentar a b… em uma bicicleta e pedalar pela cidade para pensar programas que incentivem o ciclista.
O motorista de táxi Davi Francisco da Silva mostrou que o discurso de quem está na praça se distancia cada vez mais daqueles que estão no sindicato. Por exemplo, é a favor de tarifa mais baixa e autorização para que o motorista use os pontos que estejam vazios para impedir viagens inúteis que apenas tornam mais confuso o trânsito.
O secretário municipal do Verde e Meio Ambiente Eduardo Jorge foi claro ao defender a implantação de pedágio urbano para financiar as mudanças no transporte público a idéia é dele, não da prefeitura. O diretor do Sindicato dos Motoristas de Ônibus Luiz Gonçalves apresentou a proposta mais inusitada: implantar sentido único nos corredores de ônibus no horário de pico.
Jorge Miguel dos Santos, do sindicato que reúne os ônibus fretados, pediu regras que incentivem o uso deste sistema para que os motoristas deixem seu carro em casa. O mesmo convite fez Gilberto dos Santos, do Sindicato dos Motofretes: se vocês querem andar na cidade, sem congestionamento, deixem o carro na garagem e comprem uma moto. Para ele, as pistas exclusivas reduziriam o número de motoqueiros mortos na cidade.
Das frustrações, a ausência do comando da CET na discussão. A companhia responsável pela engenharia de trânsito na capital paulista enviou a assessora da diretoria de operações Kátia Vespucci que falou por 10 minutos, sem apresentar propostas em nome da CET. E não participou da etapa de perguntas do público alegando que teria de viajar em seguida, apesar de ter aceitado falar com a imprensa por quase meia hora. E boa parte das perguntas do público eram para a CET que se comprometeu, pelo menos, a responder por e-mail para aqueles que deixarm endereço eletrônico.
A Secretaria Municipal dos Transportes também não esteve presente, assim como a Anfavea, que representa os fabricantes de automóveis.
Nos próximos dias vou resumir aqui no blog algumas das idéias apresentadas no debate sobre mobilidade urbana que perguntou: São Paulo vai parar ?
Você já pode deixar seu comentário aí embaixo para compartilhas sua proposta com os demais ouvintes-internautas da CBN.
É SOBRE A INSCRIÇÃO DO ENEM QUE NÃO ESTÁ DISPONÍVEL EM NENHUMA
AGÊNCIA DOS CORREIOS, ACHO PORQUE É GRATUITO NÃO APARECE PARA O POVO,
ALIÁS NESTE PAÍS BRASIL, NADA É PARA O POVO SÓ PARA OS POLÍTICOS, QUE
VERGONHA……SINTO VERGONHA DISSO.
Uma boa ajuda seria que os metroviários trabalhassem normalmente, mas gente só conhece uma palavra: greve.