Por Osvaldo Stella
“Árvores absorvem a maioria dos poluentes encontrados nas grandes cidades, ozônio, oxido de nitrogênio e material particulado são retirados da atmosfera pelas árvores. Estudos realizados nos Estados Unidos,
Áustria e Inglaterra concluíram que florestamento urbano gera economia de milhões de dólares. Além de contribuírem para a melhoria da qualidade do ar, as árvores promovem outros benefícios para o ambiente urbano, regulando a temperatura e tornando o clima mais ameno, armazenando água contribuindo para redução de enchentes, economia de energia para ar condicionado, entre outras. Enquanto cada vez mais se entende a importância das árvores para a qualidade de vida da população da grandes metrópoles, em São Paulo 100 mil metro quadrados de bosque são derrubados para a construção de um cemitério na zona oeste da cidade. Por não serem nativas a maioria das árvores do local foi derrubada, árvores que forneciam um pacote de serviços ambientais para todo a comunidade. Existe uma série de outros agravantes, a obra está em área de preservação permanente, o lençol freático está a apenas 8 metros de profundidade e pode ser contaminado pelo necrochorume. E o pior de tudo, tudo legalizado pela CETESB. A vida cedendo espaço para a morte”.
Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar, toda segunda, logo após às 11 da manhã, no CBN São Paulo. Atua na ONG Iniciativa Verde e não se cansa de denunciar os cemitérios verdes da capital.
Essa luta a favor das ÁRVORES, na minha opinião deverá ter duas armas.
Primeiramente uma informação e formação escolar acentuada,para que a nova geração possa ter mais senso.Ou, que pelo menos não tenham o azar de surgirem governadores de estado como vândalos destruidores.
E, a segunda arma e mais imediata é o uso intenso da midia, para que possamos sensibilizar aqueles que creem na importância do meio ambiente .
Como morador do MORUMBI, um dos raros locais arborizados da capital, vivo em intensa luta contra os predadores, que estão em todos os lugares. Ora aparecem como legisladores, ora como empreendedores de capas de revistas,ora como incorporadores, ora como corretores, etc.
Enquanto isso, a AVENIDA MORUMBI corre perigo, pois na nova regra ela não será mais totalmente residencial. É um CRIME.
Prezado Osvaldo e demais internautas ouvintes do CBN São Paulo. Você colocou um ponto delicado do urbanismo de São Paulo.
Foi gratificante ler seu artigo e quero me somar às vozes que cobram do verde.
No ponto 1 do comentário anterior fala de educação.
Eu que cheguei de fora para ficar, um dia vou contar para Milton a minha estória, fiquei surpreso pela cultura paulista de que árvore é fonte de sujeira e folha é lixo.
Logo da mania de por concreto para evitar a terra, fonte de poeira.
Quando fui a esclarecer duvidas nas reuniões feitas pelas autoridades com a cidadania para viabilizar a aprovação do plano diretor não consegui que falaram quanto é o fator de permeabilidade real do solo nos bairros.
Em termos quantitativos o problema não esta nos bairros ricos e sim na extensa área de tijolo e cimento com excessivo fator de ocupação e alto grau de construção irregular.
Faz falta educar sim, melhorar a qualidade. Pensar que parece milagre, em São Paulo você faz um furinho no concreto e nasce uma árvore!