A lata do lixo de São Paulo está cheia

Nesta quinta-feira, a Fabíola Cidral entrevistou o diretor de controle de poluição ambiental da Cetesb Otávio Okano sobre a intenção da Ecourbis, uma das empresas responsáveis pela coleta de lixo na cidade de São Paulo, voltar a usar o aterro sanitário Sõo João, naa capital.

Atualmente, a Ecourbis e Loga estão despejando o que recolhem na porta da sua casa em duas cidades da região metropolitana e pagando mais por isso. Por decisão judicial, não podem usar os aterros que estariam entupidos de lixo.

O problema tem se tornado a dor de cabeça de gestores públicos em várias cidades pelo mundo. A encrenca com o lixo é mal-resolvida na maior parte dos municípios brasileiros, inclusive São Paulo. Apesar da reordenação do setor que ocorreu há pouco mais de três anos com a assinatura de novo contrato com as empresas que venceram a concorrência pública, falta espaço para a quantidade de lixo produzido na cidade.

Se continuarmos com os hábitos de consumo irresponsáveis e produzindo lixo de maneira descontrolada, em breve teremos de pedir licença para transformar este terreno baldio próximo da sua casa em aterro sanitário.

Rever o tipo de produto que consumimos, dar preferência a embalagens menos agressivas ao ambiente, reaproveitar e reciclar os resíduos são caminhos difíceis mas fundamentais.

Em 2007, a coletiva seletiva recolheu 29.666 toneladas, segundo a prefeitura de São Paulo. Conforme as contas da Secretaria Municipal de Serviços, deixou-se de jogar nos aterros sanitários 4,9% do que se produz de resíduos na cidade. O índice se refere apenas a quantidade de material reciclado pelo sistema da prefeitura. A decisão da atual administração de rever os contratos com as duas empresas que dividem o mercado em São Paulo impediu que a reciclagem atendesse toda a cidade. A meta da prefeitura, agora, é aumentar o volume coletado em até 7%.

8 comentários sobre “A lata do lixo de São Paulo está cheia

  1. Precisamos de mais campanhas na tv para coleta na do lixo reciclável, precisamos incentivar aquele aqueles que ainda não aderiram a reciclagem.Distribuição de prêmios em posto de reciclagem (após deixar sua reciclagem) seria uma ótima idéia para incentivar as pessoas a levar suas reciclagens.Os brindes poderiam ser caneta, chaveiros etc. Este esquema atrairia principalmente molecadinhas e jovens.São eles que principalmente devem ser conscientizados porque eles são os adultos de amanhã.A Reciclagem dever virar um hábito e não um dever.

  2. Graças à sua campanha insistente para a conscientização sobre a quantidade de lixo produzida e jogada fora sem responsabilidade, acabei me tornando uma militante da causa e convenci toda a minha casa a colaborar.
    É impressionante a quantidade de lixo separada e o esvaziamento, por sua vez, do cesto de lixo!
    Todo o material é levado à AABB (Associação Atlética do Banco do Brasil), que possui inúmeras lixeiras de material reciclável espalhadas pelo clube e promove campanha para a reciclagem. No informativo, forneceram os dados da quantidade de material reciclado em abril deste ano, em KG: papelão: 2.406,60; papel: 1.806,52; plástico: 117,42; vidro: 743,50; metal ferroso: 1.617,60; alumínio: 293,90; totalizando 6.985,54 Kg de material recolhido.
    Se apenas em um único lugar é possível é possível juntar quase 7 toneladas em um mês, acredito que a conscientização realmente é o passo mais importante, para que todos se habituem a separar recicláveis e exijam as providências pertinentes às autoridades.

  3. Cuidar do índice de natalidade também é uma medida. S.Paulo tem aproximadamente 12 milhões de habitantes.
    Como isto vai parar?
    Será que também não seria uma solução a seleção e reciclagem do lixo? Geraria empregos, daria destino mais sustentável e seu lucro poderia combater o custo do processo. Mesmo com um prejuízo, se tiver, ainda valeria o esforço social.

  4. Será que vale a pena reciclar? Calma, eu explico meu questionamento.
    Quando o assunto é lixo, sempre batemos na tecla de “reciclar”, mas acredito que ainda não colocamos na ponta do lápiz toda a cadeia de reciclagem. Um exemplo são os copinhos de plástico que usamos pra tomar água. Quem nunca viu um bebedouro acompanhado de um coletor de copos plásticos com aquele cartaz cheio de orgulho “RECICLAGEM”? Pois bem, reciclar custa $$, alguem tem que coletar os copinhos, alguem tem que transportar, alguem tem que gastar energia, alguem tem que adicionar Matéria Prima e alguem tem que administar tudo isso, enfim reciclagem também é um negócio e por sinal cheio de boas intenções. Agora, não seria mais inteligente “reutilizar”? Ter seu copinho estilizado, com o símbolo do Grêmio (credo!!!), usou, lavou, tá novo. Quando eu era criança, lembro que antes de sairmos para fazer compras, precisávamos juntar “nossas” sacolas e “nossas” garrafas de vidro, afinal não existiam garrafas PET. No passado se reutilizava muito…

  5. muito mais materiais do que hoje.
    Na cidade onde estou morando você precisa pagar pela sacola de plástico no supermercado, é uma iniciativa tímida e o tiro pode sair pela culatra se todo mundo se acostumar a pagar pela sacolinha.
    Concordo que não dá pra continuar consumindo recursos no ritmo que estamos, mas não creio que a reciclagem seja a solução pra tudo, algumas mudanças de hábitos podem custar bem menos.
    Ahhh, outra coisa, reciclar consome água (potável) e não é pouca!!!

    Um abraço.

  6. É importante a consciência no consumo e a reeducação dos hábitos para termos um mundo um pouco melhor. A reciclagem é uma solução paleativa frente as dificuldades que temos, sendo necessário ainda rever e melhorar os costumes do dia-a-dia.

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