Avalanche Tricolor: De volta à casa



O arco-íris lá em cima, a Praça do Papa em primeiro plano e o Olímpico no horizonte


Grêmio 3 x 0 Atlético (PR)

Estádio Olímpico – Brasileiro

Fazia um ano que havia assistido a uma partida do Grêmio, no estádio. Era a final da Libertadores (as lembranças daquele dia você lê clicando aqui). Hoje, um domingo muito mais frio do que aquela quarta-feira à noite, estive de volta ao Olímpico e fui recepcionado por uma das mais belas imagens jamais vista deste estádio. Um arco-íris guiava o torcedor para um pote de emoções, que começam com a chegada da própria torcida. A batida do bumbo, os braços em movimento sincronizado, o pula-pula na arquibancada, as bandeiras que tremulam (sim, tem bandeiras tremulando no Olímpico), a avalanche que batiza esta coluna. Mesmo sozinho, encapotado até as orelhas, me sinto acompanhado. E feliz. Um ano depois, assisto a um jogo do Grêmio sem a intervenção das câmeras de baixa qualidade e da narração intrometida do pay-per-view.

Felicidade que se consagra ao ver um time em campo que sabe trocar passe. Parece pouco. Mas não é. Pelo menos no futebol brasileiro. Passe, aliás, é o que Roger, camisa 10, mais sabe fazer. Movimentando-se em campo com elegância. Esforçando-se para roubar a bola (sim, com a camisa do Grêmio, Roger se esforça). Se esforça para passar pelo adversário sem levar um pontapé. E quando leva, leva o adversário a ser expulso ou cava um pênalti.

Neste domingo, o Grêmio conseguiu três pênaltis a seu favor. Três cobrados por Roger que pode mostrar ao torcedor um variado cardápio: chute no canto do goleiro, chute em um canto e goleiro no outro, e a malcriada paradinha. Faltou apenas Roger pedir desculpas ao goleiro, afinal com a camisa do Atlético Paranaense estava o lendário Galatto, um dos protagonistas da Batalha dos Aflitos.

Há um ano, deixei o estádio Olímpico ao lado de meu pai, com a certeza de que havia visto o capítulo de uma história vitoriosa e lutadora, mesmo com o resultado favorável ao Boca Junior. Hoje, deixei o estádio sozinho (o frio fez com que meu pai ficasse em casa diante da televisão) no ritmo do canto entoado pela torcida. A sensação de que estava diante de um time que nasceu para vencer e lutar era a mesma. Voltei para casa, o arco-íris não estava mais lá, e o Grêmio … bem, o Grêmio segue líder do Campeonato Brasileiro.

É muito bom estar de volta à casa.

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