Ambiente Urbano: Tóquio, lixo e transporte



Por Osvaldo Stella
Direto de Tóquio

“Estando em Tóquio para acompanhar encontros técnicos sobre a inclusão das florestas em pé no Protocolo de Quioto, aproveito para fazer um paralelo entre a cidade japonesa e São Paulo, a partir de temas relacionados ao transporte coletivo e ao lixo (finalmente achei uma maneira de utilizar o gerúndio).

Podemos dizer que Tóquio é a maior cidade do primeiro mundo, seguida de perto por Nova Iorque. A cidade de Tóquio tem uma população de mais de 8 milhões de habitantes, porém se considerarmos a região metropolitana, com suas 23 municipalidades, este número chega a 12 milhões. A densidade populacional da capital japonesa é o dobro que a da cidade de São Paulo. Logo é de se esperar que existam problemas semelhantes. Mas embora os problemas sejam semelhantes, as soluções são diferentes.

Em relação ao lixo na cidade de Tóquio existe um forte programa de redução na produção de resíduos e de reciclagem, o lixo que não é reciclado é incinerado. A opção pela incineração se deve principalmente ao fato da indisponibilidade de áreas para aterro. Neste sistema apenas 20% de todo lixo coletado vai para o aterro. Existem 21 estações de incineração em Tóquio, inclusive uma a 500m aqui do hotel. Esta solução não seria a mais indicada para o Brasil. Apenas os ganhos com programas eficientes de reciclagem já seriam suficientes em São Paulo. Em Tóquio, considerando a incineração, o índice de reciclagem é de quase 80%. Na
construção civil, 90% dos resíduos são reciclados.

Em relação ao transporte, Tóquio é conhecida por ter a maior rede de transporte coletivo do mundo, interligando trens de superfície com metrôs e linhas de ônibus. O metrô de Tóquio foi inaugurado em 1927 e, hoje, conta com 290 km e 240 estações. É comum em Tóquio encontrar estações de metrô a alguns quarteirões uma da outra. Quando saí da minha casa na Vila Leopoldina, sexta feira, levei, de táxi quase duas horas para chegar no aeroporto. Curiosamnente, naquele momento, Dan Stulbach e sua turma conversavam com o professor Jaime Weissmam sobre a questão do trânsito em São Paulo, no Fim de Expediente. A viagem até o aeroporto me custou R$ 130 e duas horas. Chegando aqui, demorei metade do tempo para percorrer o dobro da distância a um custo de R$ 50, de trem. O táxi aqui custaria R$ 400. Parados nos congestionamentos a cidade vai consumindo nosso tempo e nosso dinheiro.”

Um comentário sobre “Ambiente Urbano: Tóquio, lixo e transporte

  1. MILtom tem mais um problema no tranzito de Sao Paulo que esta pasando por debaixo dos panos
    obs : sou dislexo e não vou corrigir este testo.
    em plena RADIAL LESTE PERTO DO METRO BELEM NA VIA CIDADE BAIRRO, ME PARECE QUE UM ENORME TEMPLO EFAGÉLICO ESTA SENDO CONSTRUIDO. ENORME ENORME ENORME, JA IMAGINOU PLENA SEXTA E AQUELES ÔNIBUS PARANDO A RADIAL AS 18:00 HORAS, QUEM ALTORIZA ISSO, SERA QUE TEM PROJETO DE DE IMPACTO NO TRANSITO.

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