Do Gibrail: Pareto, Drucker e a consagração da eficácia

Por Carlos Magno Gibrail

Cinqüenta e duas mil pessoas vaiam a seleção brasileira e, de repente, começamos a assistir à infindáveis causas geradoras da vaia por parte dos envolvidos e da imprensa. Pareto diria que se constataram dez causas, bastariam resolver duas e na próxima o Brasil ganha.

Nas empresas com muitos itens de venda, apenas pequena parte apresenta giro e volume significativos. De forma que podemos classificar em A, B e C. E verificar que os produtos A representam 20% das unidades, mas 80% do resultado.

Segundo Drucker, ao realizarmos uma tarefa dentro do prazo e custos previstos, somos eficientes. Se escolhermos certo as atividades a serem executadas e as fizermos eficientemente, somos eficazes.

Eficácia, portanto, é atuar em cima dos 20% que resolvem os 80%.

Pareto desenvolveu sua experiência em 1897, Drucker escreveu em 1966. Entretanto, muitas áreas ainda não utilizam estas premissas.

Não vamos nem citar o caso de nosso guarda-roupa, do qual, certamente, estamos usando apenas 20% das peças e as outras 80% estejam ocupando espaço.

Provavelmente na política, inclusive durante as campanhas eleitorais, é que Pareto e Drucker sejam mais ignorados. Como explicar que em vez de o candidato eleger 20% de temas que mais dariam eficácia ao mandato desejado, escolhe criticar o adversário mais forte, indo muitas vezes na profundidade da vida privada alheia ?

Que o esporte, as empresas comerciais e nós estejamos almejando a eficácia é de se esperar, mas e a política ?

Carlos Magno Gibrail
é empresário, mestre em administração e professor de marketing de moda. Toda quarta-feira, está neste blog, dividindo com você idéias de maneira eficiente e muito eficazes.

5 comentários sobre “Do Gibrail: Pareto, Drucker e a consagração da eficácia

  1. Realmente a curva ABC de Pareto pode ser aplicada em qualquer processo que necessite de melhoria. Infelizmente o nosso futebol está rodeado de pessoas ignorantes e/ou corruptas, que só almejam o seu próprio bem estar e não o resultado mais eficiente… Enquanto Ricardo Teixeira permanecer na CBF, políticos corruptos continuarem a julgar seus pares (políticos corruptos), o Brasil continuará sempre com os 80% das preocupações que dão somente 20% dos resultados.

  2. Prezado André, felizmente temos setores em que os 20 que resolvem os 80, estão sendo aplicados.
    É uma pena o caso do futebol, pois é uma área em que temos credibilidade em todo o mundo.
    Teriamos chances de ser grandes exportadores de produto acabado, como jogos e todo o “know how” inerente ao futebol,fisioterapia,marketing,formação técnica,administração de clubes, etc.Enfim uma UNIVERSIDADE .

  3. André, ontem João Havelange comprovou tudo que falamos sobre o poder no futebol e as arbitragens. Foi além, e claramente citou jogos manipulados por arbitragens.
    Temos que continuar falando e falando, até que surjarm melhoras, como parece vai acontecer no Vasco.
    Abraço

  4. Infelizmente somente as Empresas sérias utilizam as regras de Pareto para melhorar os seus processos. Políticos, por outro lado, devem utilizá-las pensando somente no seu próprio bolso e popularidade. Isso é Brasil… por enquanto pelo menos.

  5. No futebol inacreditavelmente a coisa é inversa: os jogadores erram pelo menos 80% dos chutes!!! E ainda reclamam quando são vaiados…. ainda bem que não são médicos!!!

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