De olho na rua: Terrorismo canino

Cachorrinho fazendo cocô na grama do vizinho é das coisas mais comuns e mal-educadas da cidade. Conheço história de gente que não se fala mais desde que o pequinês da moça da esquina saiu em disparada pelo portão aberto e fez suas necessidades no jardim de bromélias da Dona do 57. Não houve quem convencesse a senhora de que foi apenas um descuido da moçoila que naquele momento acabara de receber um telefonema do namorado e não puro ato de provocação daquela atrevida que anda de perna de fora só para chamar atenção dos vizinhos.

Foi em uma dessas andanças pelas calçadas do bairro do Morumbi com Eros, meu labrador que já aprendeu o caminho do toalete há muito tempo, que encontrei a plaquinha de alerta aí em cima. Os proprietários de luxuosos apartamentos partiram para o terrorismo moral ao anunciar que na grama havia veneno para ratos que, lógico, podem matar o seu cãozinho. Eros deu de ombros para o alerta, seguiu em frente com um ar safado no rosto. Não me contou o motivo, mas imagino que seja pelo fato de que ninguém teria se assustou com o alerta, haja vista a quantidade de cocô que cercava o mentiroso anuncio.

4 comentários sobre “De olho na rua: Terrorismo canino

  1. Esse tipo de gente que passeia com seus dogs de raça, que não recolhe os cocôs dos seus caezinhos, são uns imbecis, porcos, e se alguem acha ruim com eles, muitos dizem que tem nojo, que é obrigação dos garis limpar, etc.
    e olhem que muitos donos de goldens retrivers, e outros são pessoas das classes mais abastadas.
    Como dizia o meu velho pai que mora no andar de cima
    Dinheiro não é sinonimo de educação.
    Bom dia!

  2. Boa tarde.
    Mas é nogento o que tem de coco de cachorro pelas ruas. Só quem não acha é quem tem cachorro, que é quem tem obrigação de ter educação com o próximo.

  3. Comprei um sofá no dia 31 de maio e expliquei que teria um evento na minha casa dia 21 de junho e precisava do móvel. A gerente da loja, Carol, me disse que havia peças no depósito e que talvez meu sofá fosse uma delas. Em todo caso ela me telefonaria, o que não aconteceu. Nos dias subseqüentes liguei várias vezes e Carol sempre me prometeu um retorno, o que não aconteceu. Minhas perguntas são: Todos os clientes são tratados desse modo ou isso é um privilégio meu?O que devo fazer? A quem recorrer? Aguardo retorno.
    Grato.
    Sérgio Koln

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