Contrários a filosofia não pensam em formar cidadãos

No debate sobre a inclusão das disciplinas de filosofia e sociologia no currículo da rede pública, o professor da Faculdade de Educação da USP Amaury César Moraes entende que a lei, aprovada recentemente, é importante na formação do cidadão. Para ele, os que criticam a medida pensam apenas em formar alunos para que este passem no vestibular.

Ouça a entrevista de Amaury César Moraes, professor da Faculdade de Educação da USP:

Leia mais abaixo a opinião da professora Rose Neubauer sobre o mesmo assunto.

4 comentários sobre “Contrários a filosofia não pensam em formar cidadãos

  1. Olá.
    Deixando um pouco as agruras que os professores passam, a filosofia e sociologia devem ser inclusas na grade curricular.
    A filosofia é muito importante!
    O aluno não deve ser apenas alfabetizado, tem que ser também letrado, tem que saber ler, entender, interpretar o que lê, ou seja, a filosofia propicia a isto.
    Ler Platão, Sócrates.
    Tem que ler, tem que debater
    Os alunos tem que aprender a pensar, não somente voltarem-se ao vestibular.
    Vale lembrar que os grandes físicos e matemáticos também eram filósofos.
    Aristóteles, Pitágoras, Descartes, em fim, os grandes pensadores.
    Em suma:
    Filo+sofia=amor ao saber
    Abraços
    Armando Italo

  2. Milton Jung, A proposta apresentada sobre o plano de implantação dessas materias serião interessantes sim, mas algum de acrescentar será na qualificação continua de Professores, e pessoas que estejan engajadas a mostrar novas metodologias de ensino , Milton hoje as grades Curriculares de algumas escolas são muito arcaicas, principalmente em escolas públicas, quanto mais próximo da periferia mais é absoleto é , seguindo a risca cartilhas de outras épocas.

    Na minha opinião e que você Milton e o Dimenstein
    deveriam ser o braço direito do Ministro Fernando Haddad
    Um abraço..

  3. Mílton,ouvi as entrevistas e prestei bastante atenção pois é de meu interesse como professora(contratada)do estado de São Paulo, formada e diplomada em sociologia e no próximo mês diplomada também em filosofia.O comentário do professor da USP foi coerente de alguém que sabe que a educação antes de tudo deveria primar pela formação de cidadãos que conheçam sua língua pátria, matemática, mas que só isso, não é suficiente, precisamos de cidadãos conscientes de seu papel social capazes de fazer uma reflexão crítica do meio em que vive.E são as disciplinas supracitadas que desenvolverão essa capacidade do aluno, isso não é querer mudar o perfil do aluno mas ajudá-lo a compreender e mudar sim, a realidade social em que vive. A educação hoje,vive praticamente um caos: ausência familiar e Progressão continuana (criada no governo PSDB do qual Rose Nebauer fez parte como ex-secretária de educação) esses são os dois fatores básicos dessa situação. Ah! Professor de mat, Port não fazem laboratório. E Portugês nem TCC

  4. Interessante a entrevista do professor Amaury, porque aponta questoes complexas sobre o desenvolvimento de estruturas curriculares na formacao de cidadaos. Acredito que a discussao sobre a supremacia do ensino da matematica e de linguas sobre outras disciplinas como filosofia e sociologia, consideradas menos importantes, tem a ver com a discussao sobre o poder (por ex. economico, politico e cultural) e a manutencao do status quo, cuja funcao da educacao nao e a formacao de cidadaos, mas sim a formacao de pessoas para atender as necessidades do mercado. Transmite uma falsa dualidade entre disciplinas mais ou menos importantes. Essa discussao nao esta circunscrita apenas ao Brasil, mas no mundo ocidental. Aqui no Canada, onde moro e estudo, tambem predomina a visao da educacao para o mercado. Ha uma constante tensao entre as duas visoes. Para mim a educacao e para a humanidade, para formar cidadaos com visao ampla, holistica e global. Entender que tudo esta interligado, nao ha separacoes.

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