Denunciada tortura em ex-Febem, em SP

Jovens com cortes na parte posterior da cabeça é um dos indícios de que tenham sido vítimas de tortura dentro da Unidade 21 do Complexo Franco da Rocha da Fundação CASA (Exx-Febem), em São Paulo, conforme denúncia das ongs Conectas Direitos Humanos e Instituto Pro Bono.

A advogada Eloísa Machado, da Conectas, esteve na unidade, conversou com adolescentes infratores e fala da situação que encontrou:


Agora o outro lado

A presidente da Fundação Casa Berenice Gianela considera levianas as denúncias de que tenha havido tortura em uma das unidades de Franco da Rocha:

3 comentários sobre “Denunciada tortura em ex-Febem, em SP

  1. Leviano é esse discurso das autoridades responsáveis incapazes de alterarem as péssimas condições da esmagadora maioria das unidades da Fundação CASA, ao afirmarem que as ONGs não deveriam informar a população das mazelas que presenciaram em suas visitas.

    O que precisamos é de mais gente fazendo um trabalho sério como o que é feito por essas ONGs que realizam visitas de fiscalização onde ninguém mais vai e que, quando constatam violações, acionam as autoridades competentes e a imprensa repassando o que viram e o que ouviram.

    Essas ONGs são nossos olhos e ouvidos dentro da Fundação.

    Leviano é querer desqualificar o trabalho desses representantes da sociedade civil que fiscalizam como está sendo gasto os mais de 400 milhões de reais por ano que a Fundação CASA tem de orçamento, cuja corregedoria, em seu primeiro ano de funcionamento, terminou com 94%* de seus processos sem a aplicação de qualquer sanção (*conforme notícia Estado de São Paulo – 23/05/04).

    Isso sim é Leviano.

  2. Para um confronto ter gerado feridos me faz pensar, será que a forma como a contenção está sendo feita é a mais eficiente? Gaz pimenta, bombas de efeito moral e armas de choques não produziriam (para essa situação) melhores resultados e efeito? Até canhão de agua como utilizados nos anos 70 nas manifestações estudantis?

  3. Impressionante. A advogada da ONG afirma que o simples fato de haver lesões na parte posterior da cabeça, por si só, configura tortura e não confronto. Basta assistir aos inúmeros vídeos de confrontos em a PM e torcidas organizadas para constatar que no momento do confronto são atingidos diversas partes do corpo, inclusive as costas, ou se acredita que as pessoas ficam 100% do tempo de frente uns para os outros?
    Impressionante também é a sanha de algumas pessoas pela punição. Antes de mais nada deve-se atentar para a ampla defesa e o contraditório, apurar e depois, caso constatado excesso, punir. Quero ver quem tem coragem de enfrentar situações como esta, na qual os adolescentes estão armados com facas e tem toda a vontade de te agredir. Criticar é fácil, quero ver agir.
    Ainda, estas ONGs, se estivessem só preocupadas com o bem-estar dos adolescentes teriam ido primeiro ao Ministério Público e ao Judiciário e não à imprensa. O que elas querem é aparecer, é ganhar dinheiro às custas da miséria humana.

Deixar mensagem para Bruno Andrioli Galvão Cancelar resposta