Na Cidade Limpa, o poder público pode sujar

A prefeitura pode. O comerciante não pode. O governo do Estado pode. O dono da padaria não pode. O governo Federal pode. O prestador de serviço nem pensar. É assim a Lei Cidade Limpa que não inclui os painéis indicativos de obras públicas como esta registrada pelo ouvinte-internauta Bernardo Berger, na avenida Senador Feijó, 128, em São Paulo.

No início houve a promessa de que as placas seriam adaptadas a legislação, mas a poluição visual continua sendo causada para atender a vaidade política de agentes públicos que precisam contar para todos que eles estão fazendo obras aqui ou acolá – como se não fosse uma obrigação investir o dinheiro nestas melhorias.

Sem dúvida, é importante que o cidadão saiba quem é responsável pela obra, de onde vem o dinheiro, quanto de dinheiro está sendo investido e os prazos previstos no contrato. Mas esta transparência não deixaria de ocorrer se as placas fossem mais comedida atendendo a Lei Cidade Limpa.

5 comentários sobre “Na Cidade Limpa, o poder público pode sujar

  1. Caro Ítalo,
    O eleitor está acompanhando às movimentações da atual prefeitura quanto ao bom cumprimento das regras.
    Ou ela se movimenta a tempo e muda ou mudamos nós com o poder do voto.

  2. Ola
    O comerciante da cidade de SP, pequenas empresas, são obrigados respeitar a lei da cidade limpa mantendo pequenas placas nas fachadas de seus estabelecimentos.
    E assim colaboram para a não poluição visual.
    E o paradoxo:
    Por outro lado ao caminhar pelas ruas de São Paulo reparem no tamanho das placas existentes afixadas pelas grandes incorporadoras e construtoras em frente dos terrenos onde serão construidos os seus predios, os novos lançamentos.
    Sem falar no caos e na imundice que essas obras geram na vizinhança, barulho, toda a sorte de poluição, e por ai vai.
    Amparadas pelas leis e pelo APROV que aprova tudo.
    Estranho não!
    Bom findi!

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