Debate: Mais do mesmo, mas sem dormir


No debate promovido pela Bandeirantes, Kassab e Marta …


Maluf e Alckimin foram os principais alvos

Foi ágil. E isso ajudou a não dormir diante da TV (Na verdade, assisti na TV, no Terra e no Twitter). Houve bons momentos. E isso nos deixou atento ao que os candidatos falavam. Acompanhei ao debate promovido pela Rede Bandeirantes, que durante duas horas ofereceu oportunidade a oito candidatos à prefeitura de São Paulo de apresentarem seus programas de Governo. Nem todos aproveitaram. A maioria apenas repetiu bordões políticos. Houve, inclusive, quem roubasse o do adversário. Ivan Valente (PSOL), por exemplo, disse que política é fazer escolhas, fala preferida de Alckimin (PSDB).

Puxados pelo mediador, o experiente Bóris Casoy, todos foram obrigados a falar sobre combate a poluição, logo no início, mais uma prova de que os temas relacionados ao meio ambiente estão contaminando o debate público. O carro foi abominado por todos. De lados opostos, enquanto Paulo Maluf (PP) defendeu uma laje sobre o Tietê para que mais veículos circulem na Marginal, Soninha (PPS) falou em colocar bicicleta nas ruas e se disse a favor do pedágio urbano.

Aliás, Maluf deve ter feito media-trainning com o Lula, pois abusou do linguajar futebolístico.

A saúde foi o principal assunto quando os candidatos tiveram de trocar perguntas. Provavelmente estavam pautados pelas pesquisas de opinião, já que é um dos pontos que incomodam o paulistano. Marta (PT) desistiu do CEU da Saúde proposta que foi a marca da campanha fracassada à reeleição. E Ciro Moura (PTC) fala em saúde pública conveniada na qual o cidadão paga para ser atendido: “mas tem consulta agendada”.

Renato Reichman (PMN) , de pouca experiência na política, estava visivelmente nervoso. Giberto Kassab (DEM), também, talvez por ser a primeira vez que tenha participado de um debate contra seus principais concorrentes. No do IG, Marta e Alckmin não apareceram. Mesmo assim o prefeito-candidato encontrou formas de cutucar a petista e espetar o tucano.

Houve confusão proposital de números, isso confunde o eleitor. Por isso, a lei de metas aprovada, neste ano, será importante, pois quem assumir terá obrigação de anunciar o que pretende em cada uma das áreas de atuação e, ao fim dos quatro anos, ficará mais fácil de se avaliar a produtividade da administração municipal.

No fim, Boris Cásoi sentenciou: “Não serviu (o debate) para as pessoas tomarem decisão, mas abriu a campanha”.

Semana que vem, começa a série de entrevistas com os 10 candidatos à prefeitura em São Paulo, no CBN SP.

12 comentários sobre “Debate: Mais do mesmo, mas sem dormir

  1. Olá Milton,

    Também assisti o debate e cheguei a conclusão de que nada de importante foi acrescentado aos cidadãos paulistanos.
    É incrível, mas no fundo, não vejo nenhuma diferença substancial entre o debate de hoje (na verdade ontem) e o debate ocorrido há 4 anos.

  2. Bom dia
    Ainda bem que tinha coisas mais importantes para fazer e não assisti o debate mas sim os embates de cunho pessoal.
    Pelo jeito como disseram acima, sobre os interesses do povo, da cidade, povão etc não falaram nada
    To fora dessa gente ai.
    Vamos trabalhar pessoal e deixem que os politicos se matem entre si.
    Nada de útil êles nos acrescentam e para as nossas vidas.
    Muito pelo contrário:
    Só nos prejudicam.
    “e vamo trabaiá” para poder pagar os cinco mêses de impostos por ano.

  3. Olá Milton,
    Infelizmente acho que está difícil até de encontrar um candidato MENOS PIOR !!!!
    aproveitando, desejo-lhe toda a sorte do mundo, feliz aniversário….
    grande abraço…
    PS: desejo que o concerto em comemoração, seja efetivamente brilhante !!!!!

  4. Milton,
    Como sempre os temas Educação e Saúde ganham destaque em tempos de eleições. Passado esse período as coisas voltam ao normal. As pessoas continuam amargando horas em filas de hospitais buscando atendimentos quase sempre insuficientes, as crianças foram das escolas, as que estão dentro continuam sem saber ler e escrever. O trânsito maior vilão da cidade de SP foi discutido timidamente. A candidata Soninha atacou os carros, maiores culpados, pelo trânsito. Muitos já fizeram a pergunta, por que até hoje não se investiu em bons transportes de massa? Se as pessoas pudessem viajar com conforto, e havendo ônibus e metro em cidade toda, realmente usar carro seria desnecssário. Ainda estamos longe dessa solução porque nossos candidatos falam uma coisa na campanha e fazem outra quando eleitos. Quem precisa mudar é o povo. Precisa ficar mais atento e votar em quem facilita de verdade a vida do cidadão.

  5. Milton,

    Bom dia!

    Assisti ao debate, e o que me deixa triste é saber que um assunto de tão importância seja tratado em um horário que infelizmente, as pessoas não iram assistir, pois preferem ou dormir, pois estão cansados ou assistir outros programas, infelizmente o povo brasileiro neste sentido ainda é muito ignorante e sem perspectiva de mudança, acabam optando em não ouvir o que sempre ouvem ai que mora o perigo, como sempre acabamos votando errado, mas eu tenho minha opinião existe sim entre os 10 candidatos uma pessoa que consegue mudar um pouco a cara de nosso cidade…

  6. Eu tb assisti o debate……..
    Mas não vi nada de novo…….o debate sempre teve o mesmo foco….SAÚDE..EDUCAÇÃO…E POLUIÇÃO.
    Não ouvi nada de recuperação de ruas…..alguem ouviu?

    E OUTRA COISA….A MARTA FOI PERGUNTADA SE ELA GANHAR…….SE ELE FICARIA ATE O FINAL DO MANDATO; ELA DISSE QUE SIM……MAS DUVIDO………ELA VAI FAZER IGUAL O SERRA.

  7. Bom dia!
    Eu acho que para qualquer cargo politico deveriam se feito um concurso publico, afinal, todos que se habilitam só tem interresse próprio.Quando participamos de algum, temos que passar pelo mais dificil processo seletivo, fazendo prova escrita com conteúdo super complicado irrelevante ao cargo e ainda depois se tiver um resfriado,é reprovado no exame médico.Duvido que qualquer um dos canditados passe 100% nesse processo, se passar então será esse o eleito…afinal ele só vai fazer o melhor para o todos!!!

    Feliz Aniversário!!!

  8. são sempre os mesmos urubus…
    …e o pior é que nós somos a carniça pois apodrecemos sem vermos nenhuma mudança na nossa cidade e muito menos no nosso pais.

  9. Miton, estou ouvindo os diversos comentários sobre o debate. Não assisti ao debate e mesmo assim tenho uma contribuição a fazer para enriquecer a discussão. Quem acha que nada vai mudar independente de quem vai ganhar levanta a mão! Sinceramente Milton, não interessa quem foi ao debate ou o que falaram. E também não importa em quem eu ou você votaremos. Não existe ética alguma na política e quem quer que ganhe vai nos roubar como todos os que passaram pelo poder vêm nos roubando há tempos. Eu desisti de votar, assistir aos debates, ler sobre política ou sequer acreditar que alguém digno assumirá o poder. A nossa esperança é a nossa cegueira. Acredite! Nada vai mudar. Infelizmente. Aí você pergunta, “devemos desistir de lutar?” Não! Mas devemos lutar mesmo. E não apenas sermos inocentes úteis dando votos e atenção a um bando de charlatões. abraços.

  10. Estou acompanhando as discussões pelo Twitter e pela rádio.
    Como começam as entrevistas com os “prefeituráveis” na segunda espero poder ver um aprofundamento que não existiu, como meu professor observou, texto que está em meu blog.
    Espero, nestas entrevistas que começarão, ouvir propostas sobre interação entre população e poder público. Como eles pretendem resolver as demandas das regiões da cidade

  11. A proposta de “matar” os rios Tietê e Pinheiros é absurda.
    Eis aí um “serial killer” que se orgulha de o ser.
    E já vem com experiência, o rio Tamanduateí, outrora base da alimentação para a cidade, que o diga.
    Veja que estamos num processo evolutivo, pois primeiro veio o “Minhocão”.
    O que virá depois?

  12. Foi o show do vazio.
    Nada de novo. Pelo contrário.
    Alckimin, insonso como sopa de hospital.
    Maluf bufando louros do passado.
    Kassab e sua luta contra os moinhos de vento.
    Marta Suplicy e a retórica petista.
    Ivan Valente e os tentáculos estatizadores.
    Renato Reichman e Ciro Moura vão ter que rachar para ser sindico de meu prédio.
    Gostei mesmo foi do moleton e da “magrela” usada pela Soninha Francine, que pedalou da Paulista até o Morumbi para chamar atenção.
    São Paulo merecia coisa melhor!

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