Por Osvaldo Stella
Diretor-executivo da ONG Iniciativa Verde
Acompanhei na semana passada o debate em relação a disposição final das lâmpadas fluorescentes. Na maiorias dos países desenvolvidos as lâmpadas fluorescentes são consideradas como resíduos tóxicos. No Brasil a norma que trata dos resíduos sólidos, a ABNT NBR 10004, define a periculosidade de diversos elementos e substâncias químicas e estabelece os limites admissíveis para esses contaminantes serem dispostos no meio ambiente. As lâmpadas com vapor de mercúrio após o uso estão incluídas nesta norma, em seu “Anexo A”, e são classificadas automaticamente como resíduo perigoso, classe I, nos termos da Norma.
Por sua vez a norma regulamentadora NR15, do Ministério do Trabalho, que trata das atividades e operações em locais insalubres, também lista o mercúrio como um dos principais agentes nocivos que afetam a saúde do trabalhador.
Ainda que o impacto sobre o meio ambiente causado por uma única lâmpada seja desprezível, o somatório das lâmpadas descartadas anualmente (cerca de 40 milhões só no Brasil) terá efeito sensível sobre os locais onde são dispostas.
Em várias cidades do país, como Porto Alegre, existe um programa de coleta específico para este tipo de resíduo. Uma cidade onde a coleta seletiva de lâmpadas fluorescentes não está implantada expõe seus habitantes, em várias etapas do processo, ao contato com metais pesados que são extremamente nocivos para a saúde.
Existem empresas especializadas em reciclar este tipo de resíduo; para o pequeno gerador, isto é o pequeno consumidor de lâmpadas, fica difícil viabilizar esta alternativa.
É aconselhável verificar se a empresa que receberá as lâmpadas está em dia com suas obrigações e licenças (no caso de São Paulo, a CETESB licencia empresas para essa atividade).
Algumas opções
Apliquim
Ativa Reciclagem
Naturalis Brasil
Tramppo
Isto é, existe onde introduzir a lâmpada de maneira civilizada.
Parabéns Mílton!Por ,com seu poder de passar informações para os ouvintes e internautas, informar sobre a periculosidade e a toxicidade da lâmpada fluorecente e onde mandá-las ,se possível.Aposto que a maioria de quem ler não sabia disso.Muito bom mesmo!
Com o tempo o pessoal começa a tomar os devidos cuidados com essas lâmpadas, assim como outros materiais que, atualmente, nós não tomamos os devidos cuidados no descarte.
Nossa! Cai uma ficha atrás da outra, não é? Vou passar a informação para meus vizinhos e montar uma força-tarefa junto aos prédios vizinhos.
Obrigada e parabéns pelo seu trabalho.
Um abraço,
maria lucia
César, repasso os parabéns ao Osvaldo Stella nosso comentarista ambiental que foi capaz de sintetizar esta discussão que, há uma semana, travamos no programa. Obrigado por sua participação.
Olá, Miton! Parabéns a você e ao Oswaldo pela informação de qualidade. É tudo que precisamos: discutir temas de alta importância e buscar soluções para a vida urbana.
Peço-lhe que acrescente a sua lista a empresa Bulbox, site http://www.bulbox.com.br
Aqui em Brasília somos pioneiros neste serviço,com a empresa Anelluz Parlante Ambiental.
Pode contar comigo para o que precisar.
Um abraço.
César
Olá, só acrescentando.
Para mais informações sobre descontaminação e reciclagem de lâmpadas fluorescentes em Brasília e Goiás, acompanhem meu blog sobre o tema: http://lampadasfluorescentesreciclagem.blogspot.com/
Abraço a você Milton e a todos que acompanham o blog!
No Sul de Minas Gerais existe a ZOOM Ambiental que recebe lâmpadas queimadas saiba mais em http://www.zoomambiental.com.br e também possui sua unidade de Blendagem e coproçessamento de resíduos em fornos de Cimentos clinquer Tel 35 3423 5640 Pouso Alegre MG.
Olá, Eugenio
Obrigado pela sua gentileza.