Avalanche Tricolor: E era apenas o time B


Festa tricolor que assisti pela FX

Eles 1 x 1 Grêmio

Sul-Americana – Porto Alegre

Há uma mística que acompanha a camisa do Grêmio. Dizem que jogadores medianos quando vestem o Manto Tricolor se transformam. Viram heróis, guerreiros, jogam travestidos de craques.

Poderia citar Ronaldinho Gaúcho que agrada aos chineses, fez sucesso pela Europa e até recebeu troféu de melhor do mundo. Mas nós gremistas sabemos que desde o momento que saiu pelos portões do estádio Olímpico nunca mais jogou o mesmo futebol. Lembro até hoje daquele chapéu nas cadeiras duras de Dunga.

Deixa pra lá. Sorte ao Ronaldinho e seus sobrinhos, em Pequim.

Estou aqui para falar da áurea que encobre os jogadores que vestem a camisa tricolor. Na noite desta quarta-feira, em um estádio vizinho ao do Grêmio, tivemos mais um prova deste fenômeno sobrenatural. Tendo traçado um objetivo bastante claro e humilde (ser campeão brasileiro, da Libertados e Mundial) para este ano, a comissão técnica gremista tomou a feliz decisão de escalar um time reserva para a estréia na Copa Sul-Americana. Mesmo porque o adversário não estava a altura do líder, sejamos sincero. No entanto, ao entrarem no gramado aqueles atletas pelos quais muitos que assistiam ao jogo não davam valor se transformaram mais uma vez.

No gol parecia que Lara vestia nossa camisa. Airton estava de volta a defesa. China à frente da área. Iura trocava passes no meio de campo para fazer a bola chegar aos pés de Tarciso, André e Loivo (tá bom, tem alguns que preferem Éder). Eram aqueles imortais que estavam em campo enfrentando um adversário que se apresentava com seus novos “valores”, contratados recentemente quando o bafo da zona de rebaixamento passou a soprar na nuca deles. Chegaram a encher o estádio. Soltaram fogos na entrada do time. Desfraldaram bandeiras. Cantaram hinos de louvor. Até comemoram uma suposta vitória. Pobres coitados.

O Manto Tricolor se fez presente, mais uma vez. Fez dos pés de Souza ferramenta para que a bola voasse em direção a área. Elevou Léo – dos poucos titulares que mantivemos no time – mais alto do que qualquer outro poderia alcançar. Fez com que a bola desviasse no topete de nosso zagueiro e fosse abraçar a rede adversária.

O estádio do lado deles silenciou em respeito a nossa história. Os tricolores explodiram porque viam seus ídolos do passado se atirando um sobre o outro para comemorar mais um gol. Nem se deram conta que em campo estava apenas o time B do Grêmio. Os adversário também não.

Na próxima, mandaremos apenas as camisas. Não precisamos mais do que isso para enfrentá-los.

12 comentários sobre “Avalanche Tricolor: E era apenas o time B

  1. Milton,
    Você podia colocar no blog aquele video com o Ronaldinho Gaucho criança, jogando com a camisa do Grêmio e distribuindo chapéus antes de fazer um gol.
    E não esqueça de passar para a equipe esportiva da CBN para que não se repita aquela confusão de colorados.Já descobriu quem a fez?

  2. Pois é Milton estou me rendendo a “Garra” do seu Grêmio, vai ser difícil vcs perderem esse Brasileiro se continuarem com essa pegada…
    Saudações Alviverdes,

  3. Fabio,
    Depois do jogo do Brasil contra a Nova Zelandia, um jornalista esportivo da CBN disse que os gols foram marcados pelo INTERNACIONAL. Ronaldinho Gaucho,etc
    Romario mostrar-se ignorante quanto ao passado recente do futebol é grave, mas um profissional jornalista é gravíssimo.

  4. A confusão nos nomes e times é comum para aqueles que olha o futebol do Sul do país como uma coisa saída. Colocam no mesmo saco Grêmio e Figueirense, por exemplo. O problema é que ainda há muito que olham para o Sul como se olhassem para baixo.

  5. Grande Milton, muito boa essa de mandar só as camisas. De fato, a minha escalação preferida era tarciso, andré e éder. Aproveitando, ouvi estes dias a homenagem a seu pai Milton Ferreti Jung, na Radio Guaiba. 50 anos de Radio Guaiba! Parabéns ! Saudações tricolores!

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