O pedágio urbano está perdendo a batalha para os congestionamentos, diz o jornal britânico The Guardian. O diário chegou a esta constatação ao verificar, a partir de números oficiais, que as ruas de Londres estão tão engarrafas agora quanto estavam antes da implantação do sistema.
O ouvinte-internauta Cláudio Soriano acompanhou a série de entrevistas com os candidatos à prefeitura de São Paulo, no CBN SP, pela internet, direto da capital inglesa, e nos enviou a reportagem a propósito dos efeitos do pedágio urbano cinco anos após o início da cobrança de 8 libras por dia para quem entrar de carro na área de restrição.
Interessante no texto é que se verifica que uma das encrencas da prefeitura londrina são as empresas prestadoras de serviço que fazem constantes obras nas vias prejudicando a fluidez do tráfego. A Comgás e a Sabesp deles fazem um buraco atrás do outro, sem que a prefeitura seja capaz de controlar o ritmo e o cronograma do serviço realizado.
Medidas da prefeitura para reduzir o espaço de circulação dos veículos que fazem parte de política conhecida como traffic calm – uso de chicanes nos cruzamentos, por exemplo – estariam contribuindo com o crescimento dos engarrafamentos.
Enquanto a prefeitura promete ser rigorosa com as empresas de água e gás, as que fazem o maior número de intervenções, The Guardian teme que nesta batalha quem sairá perdendo são os pedestres. Uma das medidas prometidas pelo atual prefeito de Londres Boris Johson é a mudança no tempo dos semáforos, o que obrigaria as pessoas a atravessar as vias mais rapidamente.
Nos primeiros três anos de implantação do pedágio na região central de Londres a queda na extensão dos congestionamentos chegou a 30%. Apesar das estatísticas atuais reforçarem o discurso daqueles que se opõem a cobrança do pedágio, os defensores da idéia lançada pelo ex-prefeito Ken Livingstone lembram que se não houvesse a restrição os engarrafamentos estariam em uma situação crítica atualmente.
As contestações não vão impedir, porém, que outras cidades britânicas que enfrentam problemas com a super-utilização dos carros invistam na idéia do pedágio urbano. Manchester é uma dessas e as restrições devem ser implantadas até 2013, segundo reportagem do The Guardian.
Leia a reportagem publicada no The Guardian clicando aqui
Uma pequena correção: a moeda no reino unido é a Libra. Lira era a moeda da Itália antes do Euro.
Caro “Anônimo”,
Poderia dizer que foi um erro de digitação; falar em ato falho provocado pelas frequentes viagens à Itália; mas neste espaço buscamos a verdade, nada mais do que a verdade, somente a verdade; portanto, muito obrigado pela correção.
Com pedagio ou sem pedagio, as montadoras estão fabricando veiculos a todo vapor e os consumidores, consumindo a todo vapor, como podemos ver numeros recordes a todos os meses…
Não tem jeito…
Fico imaginado por analogia as Marginais com pedágio. Já são intransitáveis imagine com pedágio. Ainda, o trânsito irá se desviar para as paralelas. O que irá acontecer? Cidades diferentes, pessoas diferentes e problemas diferentes.
Sinceramente, acredito que qualquer iniciativa que for tomada com objetivo de “melhorar” o transito de SP entre outros pesadelos, será paliativa e mais nada
De ouvir historia da carochinha, cansamos.
São Paulo já cresceu horizontalmente dentro dos limites e agora liberaram geral o crescimento horizontal
Mais empreendimentos, mais “gente” mais carros, resultado está ai o caos que vivemos
De nada vai adiantar pedágios, rodizios.
Proibiram grandes caminhões de circularem, mas em compensação para suprir a falta deste grande caminhão as transportadoras passaram a usar quatro caminhoezinhos, caminhonetes.
Simples
Façam as contas.
O que precisa ser pensado e repensado pelos pUliticos e “otoridades” é o transporte publico, a limitação de novos empreendimentos em bairros ja abarrotados de predios, shopping centers, etc.