Olimpíadas: Três ouros por um tesouro

Por Carlos Magno Gibrail

Pelo PIB, somos o 9º país do mundo; pelo poder de compra o 6º; e pela população o 5º. Em Beijing, ficamos em 23º lugar. Incompatibilidade. E daí?

Daí que, segundo o Comitê Olímpico Brasileiro, houve progresso: “COB constata evolução do esporte brasileiro e registra conquistas inéditas em Pequim” é o que está escrito no site http://www.cob.org.br .

A verdade é que 23º lugar é inferior a classificação no ano da primeira participação brasileira, 1920, na Antuérpia, quando obteve o 15º lugar. Moscou, em 1980, 18º lugar; Los Angeles, em 1984, 19º lugar; Atenas, em 2004, 16º lugar; também são melhores que a posição de Pequim 2008.

De 1920 até 1956, diferentemente de hoje, não havia apoio formal aos atletas, mas tivemos Guilherme Paraense, na Antuérpia, ganhando ouro em tiro, e Adhemar Ferreira da Silva com ouro, em 1952 e 1956, no salto triplo.

Adhemar, que foi descontado do salário na Prefeitura de São Paulo pelo prefeito Jânio Quadros, dos dias em que esteve ausente representando o Brasil nas Olimpíadas, recebeu apenas apoio do São Paulo Futebol Clube, onde treinava. Na camisa do São Paulo, existem duas estrelas douradas que simbolizam as medalhas de Helsinque e Melbourne.

Juca Kfouri comenta que “nunca antes neste país se deu tanto dinheiro ao esporte de competição, nada menos do que 1,2 bilhões de reais, nos últimos quatro anos. Cada medalha custou, portanto a monstruosidade de 80 milhões de reais. E não se investe quase nada na prática de esportes nas escolas…”.

É preciso estabelecer um sistema que considere o esporte como fator agregador de saúde, educação, e inclusão social. Além dos crescentes recursos públicos, o sistema capitalista demonstra cada vez mais interesse em atuar nesta área. O COB tem como patrocinadores oficiais Olympikus, Petrobrás, Caixa, Sadia, Sol, Oi. Empresas estatais como o Banco do Brasil, Correios, Eletrobrás e Infraero também participam. Esperamos que a exigência do capitalismo aos seus executivos por resultado, permaneça tal qual nas suas empresas. Aguardemos.

De outro lado, iniciativas como as do Pão de Açúcar, que criou um Projeto de Esportes ambicioso, serão sempre bem vindas.

Nuno Cobra insere: “O homem global é formado por corpo, mente, espírito e emoção. Parece até coisa sabida, praticada, mas não é! Vive-se parcialmente.”.

“Para seu perfeito funcionamento o corpo necessita de movimento. Mas movimento ordenado, sem sacrifícios. O esforço faz bem desde que o prazer o acompanhe.” Do grego Hipócrates, pioneiro ao valorizar o exercício físico e do poeta romano Juvenal, que em latim se expressou “Mens sana in corpore sano”, mente sã em corpo são, temos a base científica e filosófica a que Nuno se refere.

Kfouri arremata: “A Organização Mundial de Saúde afirma que para cada dólar investido na massificação do esporte poupam-se três dólares na saúde”.

Cabe apenas um alerta, bem apresentado na Revista Brasileira de Medicina do Esporte :

“A grande exigência do esporte competitivo tem provocado sérias conseqüências em atletas envolvidos em treinamento de alto nível. Por sua vez, a mudança dos padrões estéticos tem levado indivíduos a buscarem, por meio do exercício físico, a redução da massa corporal, o aumento da massa muscular e do condicionamento aeróbico. É comum atletas e não-atletas excederem os limites de suas capacidades físicas e psicológicas ocasionando o desenvolvimento da síndrome do excesso de treinamento (over training),”

Com tanta tecnologia e recordes quebrados até onde iremos? De acordo com o Instituto de Pesquisa Biomédica da França, até 2068: “A progressão dos recordes nas provas esportivas caminha para um limite absoluto que é o da espécie humana e não do indivíduo”.

Causa e efeito, meio e fim, acredito que o caminho para medalha de ouro não é apontar para as Olimpíadas, que deve ser apenas efeito. Causa, meio e fim, estaremos trabalhando nas bases, com crianças nas escolas, nos clubes, nas associações, nas comunidades, de todas as classes sociais. E por que não, com adultos e idosos?

Carlos Magno Gibrail é doutor em marketing de moda e usa a camisa do São Paulo não apenas porque é fã do Adhemar Ferreira da Silva. Toda quarta, ele escreve aqui o blog e durante a semana bate papo com os ouvintes-internautas nos comentários.

36 comentários sobre “Olimpíadas: Três ouros por um tesouro

  1. Ao anônimo

    Considerarei HOUVE do verbo haver e não OUVE do verbo ouvir.
    Houve progresso?
    Quanto ás Olimpiadas conforme o texto, houve nas verbas, nos apoios, nos participantes.
    Não houve no desempenho.

    Doutor em Marketing de Moda?
    Doutor é grau de carreira universitária, após Graduação,Mestrado. Depois do doutorado temos outros degraus até Professor Titular.

    Marketing é uma matéria que envolve consumidor e mercado

    Moda é o segundo setor que mais emprega mão de obra no Brasil.É também um dos ramos mais propensos ao surgimento de pequenas e médias empresas.A MODA é importante não só como industria mas também como forma de comunicação e arte.

    Portanto Doutor em Marketing de Moda é uma titulagem que requer muitos anos de estudo e experiência.
    É um progresso, pois o Brasil tem 55 faculdades de moda e um promissor mercado consumidor e produtor . Hoje Carlos Miele,Arezzo,Hering,Alpargatas,Havainas são marcas internacionais de respeio.

  2. Parabéns a Carlos Gibrail pelos seus comentarios com o ponto alto de “É preciso estabelecer um sistema que considere o esporte como fator agregador de saúde, educação, e inclusão social.”
    Por acreditar nisso realizo um programa social e um competitivo não dando menos importancia a nenhum profissional (prof, psico, nutrici, fisio eprep fisico) que focam os cidadãos antes dos atletas.Acreditamos que assim formaremos mais praticantes, apoiadores e realizadores trazendo os resultados desejados como um final e não um começo. No governo existe ótimos programas. Basta realiza-los.
    Um abç
    Clóvis Silva

  3. Ola Carlos
    Mais uma vez, parabéns pelo excelente artigo.
    A atuação e o desenvolvimento frenético e ganancioso dos atletas profissionais e amadores, das confederações, academias precisam ser urgentemente revistos.
    O ser humano não é uma máquina.
    Possui infindáveis limites físicos e orgânicos.
    Demais meu caro:
    Toca pra frente e num dá bola “para o resto”
    Pois sabemos e estamos plenamente convictos das suas reais intenções aqui no blog, da sua infinita capacidade MERECIDAMENTE DOUTOR CARLOS GIBRAIL.
    Só não vê que não quer.

    Abração

  4. Progresso é evidente que não houve e em muito todos temos culpa. Falo da monocultura do futebol que tanto gostamos.
    No Brasil, a maioria dos recursos e projetos é voltada ao futebol e uma parcela para os demais esportes de grupo.
    Ao esporte olímpico restam os projetos citados que muitas vezes passam algumas temporadas e somem juntamente com o atleta.
    Dar 1,2 bilhões para as competições é de pouca utilidade se for aplicada apenas para formalidades e não para investimento de médio e longo prazo.
    Poderíamos te investido 100 bilhões e o resultado poderia ser o mesmo. E muito dinheiro também envolve risco de controle de seu destino.
    Não acho que comparar as competições possa ser fator efetivo de regressão ou progresso. As competições são diferentes ao longo do tempo, as marcas são muito pontuais ao momento do atleta e, por exemplo, a China fez um investimento para conseguir medalhas e modalidades que poderiam render mais premiações. Será que ela repete o feito?

  5. Clovis,entrei no site de sua empresa e gostaria de registrá-lo aqui
    http://www.aceaction.com.br
    Já estive no Hotel Fazenda Mazzaropi, considerado um dos melhores do Brasil,onde você usa para eventos, além da sua Academia.
    Acredito que Taubaté está bem servida de Tênis amador e profissional com a ACE ACTION, pois a graduação com a Nick Bollettieri Tennis Academy e Centro de Treinamento Kirmayr é de alto nível.

  6. Clovis, complementando , o Kirmayr além de número 1 do Brasil durante anos, chegando a 32 do mundo.Derrotou Lendl,Nastase e McEnroe em partidas memoráveis. Também treinou a Sabatini, indo á uma final com a Steffi Graf . O Bollettieri em sua Academia , entre outros, teve Agassi e Sharapova.

  7. Rafael, as comparações tem que ser feitas considerando fatos e métodos.
    Comparar olimpiadas anteriores necessita realmente de se considerar aqueles momentos. Por exemplo, tivemos algumas em que houve boicote em função da “guerra fria”. De qualquer forma pode-se comparar os países dentro da mesma competição.
    Os números sempre serão um dado a mais e que acredito,não devam ser descartados se analisados com outras informações.
    Há de outro lado um Planejamento que pode levar a medalhas de maneira mais programática.
    A China escolheu as competiçoes individuais, e aquelas com maior número de medalhas, como o JUDÔ, TENIS DE MESA etc.
    Na década de 70 a ESCOLA DINÂMICA em SP Pacaembú, ganhou todas as OLIMPIADAS MUNICIPAIS ESTUDANTIS, porque competia nas mais desconhecidas modalidades, tipo hoquei sobre patins.

  8. Armando, a abordagem do NUNO COBRA é aquela que você vem defendendo, posto que já teve experiência de prática intensa de exercícios.
    Veja que o NUNO teve sucesso, para citar só um nome, com a preparação do AIRTON SENNA .
    Quanto a questão da MODA, a importância da mesma , quer econômica quer social quer emocional,é felizmente desconhecida por poucos.
    É tão fácil entender que França, Itália , para não falar na Inglaterra, tem suas marcas nacionais de país ligadas a setores da MODA. E tais aspectos engrossam em muito seus PIBs.
    E sendo importante a MODA necessita de gente qualificada, em todas as áreas do conhecimento.Administração,Engenharia,Sociologia,Direito,Química etc.Como qualquer outra atividade.
    É a segunda maior taxa de investimento/geração de emprego do mundo.

  9. Carlos
    A maioria esmagadora dos atletas da atualidade, tem as suas vidas esportivas e competitivas extremamente curtas, face ao exagero e excesso de treinamentos, formulas mágicas, modernos aparelhos, etc
    Hoje vemos atletas que ainda nao chegaram aos 30 anos literalmente com os seus joelhos, colunas, demais articulações, partes do corpo totalmente detonadas, prematuramente desgastados, aspectos estes que não presenciei nos meus tempos de esportista.
    Compartilho totalmente com Nuno Cobra
    Quanto a moda, realmente sem muitos comentarios.
    Só não vê a realidade quem não quer, quem desconhece totalmente este nobre segmento, atividade, profissão, carreira, etc.

    Abraços
    Armando Italo

  10. Oi, Carlos, td. bem?
    Agradeço o contato e aproveito a oportunidade para parabenizá-lo pelo artigo. Acrescento apenas que o nome correto da revista é Revista Brasileira de Medicina do Esporte (RBME), ok?
    Bjs. e até mais!
    Vanessa Mastro

  11. Vanessa, obrigado pelo comentário.O nome da REVISTA BRASILEIRA DE MEDICINA DO ESPORTE já tinha corrigido nos comentários, mas foi bom ter reforçado.
    Deixo então para os ouvintes internautas os e-mails de acesso da revista . Para quem pratica esporte há artigos interessantes, mesmo para quem não é da área médica.

    http://www.rbme.org.br
    http://www.scielo.br

  12. Estamos em um país em que a grande maioria das escolas públicas não têm quadras esportivas. E o COB ainda fala que investiu R$1,2bi. Resta somente a reposta: no bolso de quem?

  13. País do futebol???: “A grama impecável, é cortada a cada dois dias… O estádio tem cadeiras para todos os espectadores, vestiários confortáveis, banheiras de hidromassagem e sala de fisioterapia… Você pode comprar seu ingresso pela internet e recebê-lo pelo correio, com lugar marcado e seu nome impresso. Há uma linha especial de ônibus para levar os torcedores, saindo da estação de trem da cidade… o clube põe à venda um programa com escalações, entrevistas, informações detalhadas sobre o time adversário: história, estatísticas e análise de cada um dos jogadores. Não estamos falando de um grande time europeu. Mas do pequeno Oxford United, que disputa a Blue Square Premier. Traduzindo: 5a. DIVISÃO da Inglaterra… Existem 40mil clubes na Inglaterra contra 13.500 por aqui, e a média de público da 2a. Div. deles é 50% maior que a da 1a Div. do Brasileiro-rev.Super Interessante-.. E ainda falamos que somos o país do futebol!!! Ainda somos produtores de grandes jogadores, mas não de espetáculo futebolístico.

  14. Em quanto perdurar no poder futebolístico do Brasil essa turminha de cartolas & cia ltda que “dirigem” a CBF a tendencia do nosso futebol, tristemente, lamentavelmente ficará muiiiiiiito pior do que já está.
    Falando em judô:
    Como ex judoca, noto que o judô está parecendo mais com luta livre.
    Me desculpe os judocas, treinadores, donos de academias por favor.
    A arte, o respeito, aa verdadeira essência da filosofia do judô(leve, suave), a ordem parece que deixou de existir.
    Judocas disputam shiais com o judogui fora da faixa, amarram a faixa de qualquer jeito, lutam curvados o tempo inteiro e o juiz não interrompe as lutas, wazari hoje virou ipon, durante as competições as torcidas fazem um barulho infernal, desrespeitando os competidores e as suas concentrações, etc.
    Acho que estou ficando velho e desatualizado

  15. Jõao Pedro,acredito que este seja o ponto crucial da questão.
    É a base da base.
    O dado que o JUCA coloca sobre a OMS é fundamental, sobre o dolar investido no esporte de massa e a economia para a saúde.

  16. André,muito boa esta matéria da Revista SUPER INTERESSANTE. Aliás não sei como eles conseguem tantos assuntos curiosos e interessantes como o nome sugere.
    Há tempos já deveriamos ter iniciado um Projeto de Marca Brasil para o mundo do futebol.Ainda é tempo.Ás vezes chegamos a desanimar.O Milton se referiu ao gramado do ultimo jogo do Gremio.O SPFC teve o Miranda contundido pelo estado do gramado.E ficam falando que é porque chove muito, como se hoje não existisse técnica para resolver.Em Israel ninguém precisou chamar Moisés para plantar no deserto.O futebol tem muito que aprender com o tenis.Quando chove se cobre a quadra. É muita tecnologia?

  17. Armando, o futebol na mão de dirigentes “eternos” é um problema não só no Brasil, a própria FIFA nos últimos 30 anos teve apenas 2 presidentes.Menos mal quando tem donos de verdade, como o Chelsea, o Milan etc.
    A solução é aquela que o SPFC utiliza, que é com mandatos de no máximo 4 anos, embora tenham recentemente feito um alongamento.
    Quanto ao JUDÔ, toda vez que se massifica qualquer atividade ,há esse tipo de problema.Cabe aos aficcionados reagirem e darem um tempo aos novatos de respeitarem a tradição.
    Na verdade não nascemos educado. O ser humano é o único animal que precisa aprender. O aprendizado é inerente ao homem.
    No tenis por ocasião da Davis há excesso de torcidas. Nada que não tenha solução,desde que haja vontade. Ninguém consegue jogar tenis com barulho.
    Temos que popularizar os esportes, inclusive os elitizados mas mantendo a tradição.

  18. legal. Mas assim como no carnaval e na política, no esporte a fama e o poder minimizam a soberania popular. Esporte é movido por paixões, adorações, ódios e disussões intermináveis, certo? Mas o futebol, por exemplo, vem mudando e crescendo, e o motivo é um só: dinheiro. Dinheiro dos direitos de transmissão dos jogos pela TV; dinheiro da propaganda nos uniformes; dinheiro que enriquece alucinadamente os ‘craques’ do futebol, no caso. Aí os ricos jogadores viram garotos-propaganda namoram modelos e posam juntos pra fotógrafos nos camarotes no carnaval…

    Bom, eu – pessoalmente – não vejo motivos pra incentivar gerações e gerações desses ‘craques’ de talento ‘nato’ nem criar iniciativas, pra depois o poder do dinheiro alimentar a ânsia de obter melhores contratos publicitários, prefiro o Brasil sem medalhas e sem taças. E verde de raiva !

    _

  19. Junior Produtor, cada vez mais a velocidade aumenta. Tanto a da fama, do acumulo de dinheiro quanto da obtenção do sucesso .Também a carreira fica mais curta.Veja o Ronaldo , o Ronaldinho. Estão milionários, perderam o brilho de antes . Ronaldinho ainda faz jogadas sensacionais, mas com menos frequência e com adversários mais fracos.
    É a realidade contemporânea, para jogadores, para modelos e também para executivos cujas carreiras são mais rápidas e menos perenes.

  20. Caro Carlos,
    Num momento em que os últimos resultados Olímpicos nos incomodam ou nos acomodam, seus comentários nos levam a mais reflexões sobre os caminhos do esporte brasileiro. Estamos evoluindo ou seguimos vivendo da força de superação dos nossos atletas heróis? difícil suportar histórias como a do judoca Eduardo Santos que passou dez anos na faixa marrom por falta de condições financeiras para a troca .
    Concordo que devamos trabalhar nas bases ainda porque se não formarmos atletas, contribuiremos para a formação cidadã das nossas crianças. O Instituto que leva o meu nome tem levantado essa bandeira em São Paulo, com o apoio da prefeitura e levado o esporte tênis para diversas escolas e clubes municipais.Criamos o primeiro Centro Público de Excelência em Tênis, que reúne destaques e em setembro, pela primeira vez a modalidade será representada por mais de 370 alunos nas Olimpíadas Estudantis da rede Municipal de Educação. Esperamos até que faltem medalhas!
    Abraço
    Patrícia Medrado

  21. Patricia Medrado,
    Em primeiro lugar, deixo registrado que é uma honra ter as sua atenção, dada a representatividade que o seu nome tem para o esporte brasileiro.
    Ícone feminino do tenis brasileiro e durante muito tempo a número 1 do ranking .
    Nada a acrescentar ás suas palavras, mesmo porque são de quem fez e está fazendo pelo tenis no Brasil.
    Sinto apenas falta de divulgação destas ações e de algum modo acho que levantando estas questões do esporte nacional, estamos colaborando neste ponto.
    O Milton tem apoiado bastante estas causas.
    Grande abraço.

  22. Primeiramente, gostaria de parabenizá-lo pelo ótimo artigo e pela excelente resposta ao anônimo..concordo em gênero,número e grau com a revista super interessante e as palavras do André…somos considerados o “país” do futebol pelas nossas exportações cada vez mais precoces de jogadores…é não pelo que representamos para o esporte…com relação aos jogos olímpicos é preciso investir na base (não há outra solução)…apesar de todos valores divulgados em investimento, um exemplo típico é o caso da Juliana Veloso (saltos ornamentais), que conseguiu patrocínio apenas em Jan/08 e por ser ano de Olimpíada..é um absurdo..o que a Patrícia vem fazendo é louvável, hoje uma aula de tênis(não considerando a melhor) não sai por menos de R$ 50,00…hoje as quadras teoricamente poliesportivas só tem a marcação da quadra de tênis, peça a rede e os instrumentos para prática para receber a resposta…não temos!!!!Portanto, precisamos investir na base de todos os esportes…e temos que aprender a pensar no longo prazo..

  23. Fabio, acredito que precisamos agir. E começamos, pois o Milton há pouco leu o texto da Patricia Medrado pela CBN. Sabemos da audiência direta e indireta que a Rádio CBN tem, portanto, além do Blog cuja visitação é crescente,pegamos um aval e uma divulgação de alta qualificação.
    Quanto a questão do tenis, estamos em época propícia para falar com candidatos , a vereadores ou a prefeito .
    É só entrar no site quando das entrevistas e perguntar.

  24. Ola Carlos
    Como ex esportista, pai e marido de tenistas primeira classe, dou os mous sinceros parabéns e os meus sinceros agradecimentos a Patricia Medrado pela sua participação no blog fato este, nos sentimos honrados com a sua presença.
    Muita coisa tem e deve ser mudada no que se refere ao esporte no Brasil.
    Se não mudar já viu né?

    Abraços
    Armando Italo

  25. Armando, tenho grande admiração pela Patricia Medrado e pelos e-mails que recebi ,depois da participação dela aqui no Blog , seguida da leitura do texto pelo Milton Jung na Rádio CBN hoje de manhã, é um sentimento de muitos.

  26. Carlos,
    Espero que com a repercussão do assunto e a grande audiência que a CBN têm, grandes empresários e amantes do esporte se proponham a realizar ou mesmo ajudar projetos como o da Patricia, que se proponham a entrar no site e verificar em números o que representa atitudes como esta…isso não só no tênis,mas em todos os esportes que necessitam e que com certeza há pessoas como a Patrcia tentando ajudar de alguma forma…um estudo realizado recentemente diz que a cada 100 atletas, um é olímpico…ou seja…temos condições…mas não os meios para se tornar uma potência olímpica!!!

  27. Caro Carlos:

    Quero falar apenas do lado positivo desta olimpiada, homenageando o grande educador, formador e melhor treinador Brasileiro,
    José Roberto Guimarães.
    Tenho o prazer de desfrutar da sua amizade há muitos anos, meu aluno de tênis (excelente tenista por sinal),e acima de tudo, meu ídolo. Este é o nosso Zé. O Zé Roberto do Brasil.
    Grande Zé, que ganhou tudo por onde passou, 4 olimpidas com 2 ouros. 50% de sucesso, o máximo.
    Enquanto jogador, esteve em Montreal 76.
    Um fenomeno que por um momento, quase levou a imagem/fama de amarelão. Um homem que trabalha duro, integro como poucos e que conhece profundamente o esporte. Não só o volei mas o esporte como um todo. Soube esperar o momento certo para dar a volta por cima, e que volta!
    Se há alguem no Brasil que conhece o caminho árduo de formar seres humanos da base, das crianças até aos idosos, e de quebra, atletas de alto rendimento, campeões olímpicos, este homem é o nosso Zé Roberto.
    Que venha Londres 2012.
    Um grande abraço, Elmer

  28. No judô, consideramos um judoca preparado em toda a sua plenitude quando este recebe um golpe e cai de pé e assim continua a luta ate vencer o ou os adversários
    Assim mostrou o Zé Roberto Guimarãs nesta fantástica vitoria e merecidamente a medalha de ouro olimpica
    Abraços
    Armando Italo

  29. Fabio, coincidentemente dois ouvintes internautas aqui registrados, CLOVIS SILVA e ELMER PESSOA estão fazendo trabalho de base em TAUBATÉ e VALINHOS através de seus Centros de Treinamento ACE ACTION e QUADRA CENTRAL. É só conferir ao entrar nos respectivos sites.
    Hoje sexta feira o Milton Jung inseriu um comentário de um taxista que chama a atenção pela exiguidade de quadras públicas da capital. Grande momento pois estamos ás vésperas de eleições municipais.
    De outro lado a Patricia Medrado tem se relacionado bem com a Prefeitura.
    Buenos Aires é um exemplo, você tem quadras de tênis, entre outras, na cidade inteira, inclusive na periferia. Não é á tôa que no Ranking da ATP sempre temos quantidade grande de argentinos

  30. Elmer, a relação do tenis com esportistas de outras áreas é bem interessante. Não sabia sobre o Zé Roberto nosso ícone do Volei. Tivemos Telê Santana entre outros esportistas famosos que jogavam regularmente e bem o tenis.
    Concordo totalmente com suas palavras a respeito do ídolo Zé Roberto.
    Gostaria de ressaltar seu trabalho em Valinhos, pelo que depreendo do site http://www.quadracentral.com.br
    e pelo seu curriculum como treinador de amadores e profissionais do tenis.

  31. Romário depois de rico começou a dizer: ”treinar para quê? se eu ja sei o que fazer?”. Ele tem razão, é essa a postura empírica que o esporte vai deixar para novas gerações?

    eu li o livro ‘nascido para vencer’ do treinador Bernardinho, onde ele lembra de um pianista americano chamado Arthur Rubinstein (virtuose, talvez maluco) que paraticava seis horas por dia e se ficasse um dia sem treinar dizia sentir a diferença imediatamente. Atribuia o sucesso ao conhecimento mas também ao aprimoramento. E diz: o ouro é só uma bonita história, no jogo seguinte começa do zero a zero.

    por isso, acho besteira investir em futuros Romários…

    _

  32. Junior,os sistemas vivos, explica a teoria dos sistemas, tem um mecanismo que os deixa sempre em funcionamento, que é a absorção de energia em quantidade superior (entropia positiva)no contato com o meio ambiente de forma a reter excesso para poder através das entropia positivas negativa descartar o que não é necessário á sua sobrevivência.
    Em outras palavras, as empresas precisam receber mais do que pagam para sobreviver. A necessidade do lucro.
    Nos organismos vivos, tipo plantas e animais, energia através de alimentos em quantidade suficente para repor o que vai sair como entropia negativa.
    No caso dos atletas que não mais querem treinar a relação deles com o sistema fará com que sejam eliminados porque o próprio sistema exige obediência as regras, que são simples, mais vitórias do que derrotas.
    E, por favor, não diga que isto é “teoria”, pois é teoria da boa. Lembro que teoria é uma prática comprovada científicamente.

  33. Junior, houve um erro de digitação :
    …para poder através das entropia positivas negativa descartar o que…
    leia
    …para poder através da entropia negativa descartar o que…

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