Preconceito na escola, seu filho pode ser uma vítima

Foi no Rio que um menino morreu após ser agredido por colegas de sala porque cortou o cabelo. Mas foi lendo o texto de um garoto no Blog do Zé Marmita, que fala de coisas da cidade em especial da periferia, que me motivei a escrever esta nota. A violência e o preconceito de crianças contra crianças, dentro da escola, são de estrema gravidade.

No comentário do blogueiro mirim, identificado como Zé Jr, de maneira singela e dramática, ele exprime o sentimento de quem é vítima desse comportamento que muitas vezes os pais não são capazes de identificar. Lá no Rio, o garoto depois de receber tapas na cabeça que provocaram hematomas e o levaram a morte não falou nada à família por vergonha.

Leia um trecho do depoimento:

“ Na minha escola ficam fazendo parecido com um menino que tem uns “problemas”. Fazem isso até ele explodir e depois riem dele. Acontece parecido com outros meninos que tem cabelo grande, são mais gordos ou por causa do nome. Eles pegam as coisas que as pessoas tem mais de diferente e ficam cutucando a ferida.

Eu acho que se estivessem no lugar da gente eles iriam se sentir uma formiguinha. E aí eles iam ver o que a gente sente. Isso é um completo desrespeito. E quanto mais rápido você falar com algum responsável ou professor mais rápido isso vai passar”

Um comentário sobre “Preconceito na escola, seu filho pode ser uma vítima

  1. Sou filha adotiva e por conta disso sempre fui humilhada na escola. Era um misto de preconceito pela adoção em si e pelo meu tipo físico ser diferente dos meus pais (portanto, racismo).
    Embora sejam biológicos, meu filhos às vezes passam tbém por humilhações, embora mais leves. Reclamo sempre na escola, pois não admito. Este ato é tão grave que marca para a vida inteira. Senti na pele e quando me contam, me afasto para chorar sozinha e tentar apagar as más lembranças. A escola NÃO PODE compactuar com uma coisa dessas, jamais.

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