Na mesa da tradição

Três dos mais antigos restaurantes de São Paulo estão no roteiro de hoje da Ailin Aleixo, do “Época São Paulo na CBN”:

La Tambouille

Há 37 anos o resturante de Giancarlo Bolla é um dos mais chiques da cidade. O ambiente é formalíssimo, com direito a piano até na hora do almoço e atendimento de primeiríssima, ao mesmo tempo educado e simpático. Prepare-se para pagar por isso. O couvert sai por R$ 17 no almoço e R$ 23 no jantar (é bem verdade que, variadíssimo e caprichado, é quase uma refeição completa). E mesmo o menu executivo, que lá se chama menu leggero, custa R$ 69 por pessoa. Inclui entrada e um prato principal, que podem ser escolhidos dentro de uma lista bem variada, mais uma sugestão do chef a cada dia: tem cassoulet de pato às terças, picadinho as quartas e bolito misto às quintas. À noite, Bolla oferece seu cardápio franco-italiano, no qual figuram pratos como polvo ao molho de escargots, fantasia de pasta recheada e marreco de leite com risoto de pimenta-jamaica.
Av. Nove de Julho, 5925 – Bela Vista – 3079-6277

Fasano

Comecemos pela comida: as criações do italiano Salvatore Loi proporcionam uma experiência gastronômica inesquecível. Com técnica precisa, o chef trabalha ingredientes de primeira em receitas aparentemente simples, sem misturas desnecessárias, o que dá o merecido destaque a cada sabor. Há detalhes primorosos. Na salada de camarão e vieiras ao forno, a casquinha crocante e rosada que cobre o crustáceo não lembra em nada qualquer tipo de empanado já visto ou provado. Já na polenta com fonduta de gorgonzola, a singeleza da entrada faz a gente lembrar de almoço de mãe. Como nem tudo é perfeito, nem mesmo a cozinha do Fasano, o molho de vinho branco que cobria a perdiz com polenta estava um ponto acima no sal – o risoto de faraona com cogumelos esponjosos, em compensação, estava impecável. Quanto ao ambiente, é de fato elegantérrimo. Mas, como todo bom restaurante de hotel, tem de tudo, até turista de tênis bebendo caipirinha. O serviço, sem deslizes, acompanha o ritmo: freqüentadores mais descontraídos recebem sorrisos fartos, inclusive do famoso sommelier Manoel Beato. Prepare-se para pagar muito por isso. Só o couvert, que tem apenas pão, manteiga e grissinis, custa astronômicos R$ 24 por pessoa.
R. Vitório Fasano, 88 – Jardins – 3062-4000 / 3896-4000

Rodeio

Uma das casas de carne mais tradicionais – e antigas, já que foi aberta em 1958 -da cidade, o Rodeio resistiu à pressão do sistema de rodízio e continua servindo suas saborosas carnes à la carte. O couvert, farto (e caro: R$ 18,50 por pessoa), encarece um pouco o total gasto por pessoa, mas compensa por incluir diversas opções de pães e uma salada grande à escolha do cliente. O ambiente, dividido em pequenas salas, lembra uma casa de campo e possui ”estações de finalização” para garantir o ponto certo da carne, que chega fumegante à mesa. Não deixe de pedir o arroz Rodeio (conhecido em outros lugares como Biro-Biro, a receita original vem da Rodeio). O clima aconchegante e intimista também caiu nas graças de famosos e grandes empresários, que podem ser vistos com freqüência por lá.
R. Haddock Lobo, 1498 – Jardins – 3474-1333

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