Por Osvaldo Stella
Observamos várias iniciativas de fomento do transporte não-motorizado aqui em São Paulo, principalmente da bicicleta. Oslo, capital da Noruega, possui um sistema bastante interessante. Todo morador da cidade precisa apenas se cadastrar e pagar uma taxa anual equivalente a R$ 25 para adquirir o cartão magnético que permite o uso de bicicletas que estão disponíveis em estacionamentos próximos das principais estações de metrô, trem e ônibus.
Lá, a alternativa é voltada para dar mais conforto para o usuário que já utiliza a bicicleta como transporte. Aqui, a implantação deve privilegiar as regiões à margem da malha de transporte, oferecendo alternativa para aqueles que ainda lutam para ter acesso ao transporte público
Osvaldo Stella é comentarista do quadro Ambiente Urbano que vai ao ar toda segunda-feira logo após às 11 da manhã, no CBN SP. É integrante da ONG Iniciativa Verde e ciclista.

O grande problema de copiarmos exemplos estrangeiros, é que aquí, as coisas são muito mal fetas. Os nossos governantes gostal muito de importar idéias que lá fora funcionam bem, mas aqui, só servem de instrumento de propaganda política, vide os projetos “Singapura” e “Fura fila”.
Outra coisa é a falta de continuidade das coisas e de manutencão. Uma obra é feita para durar apenas até a próxima eleicão. Os servicos públicos, além de não serem suficientes para atender a toda a populacão, ainda por cima, se deterioram muito rapidamente, devido á falta de qualidade na execucao das obras e de manutencão. Este exemplo das bicicletas, se for adotado por aqui, além de não ter bicicleta pra todos, dentro em pouco estará com a maioria delas arrebentadas, defeituosas, sem contar nos roubos e furtos que ocorrerão, pois o nível de educacão da nossa populacão e as condicões de seguranca na nossa cidade , bem como a quantidade de habitantes, não se comparam nem de longe com Oslo na noruega.
O problema do uso da bicicleta como transporte é maior que o custo de R$
350,00 de caução. Como vamos incentivar as pessoas a usar a bicicleta se
as larguras das faixas de rolamento de São Paulo são estreitas e o stress
dos motoristas e motoqueiros podem transformar o ciclista em mais uma
vítima do trânsito? Quando não existem caminhos alternativos, próximo às
principais vias, para as pessoas poderem usar a bicicleta com mais
segurança, a única solução é a implantação de ciclovias. Moro
atualmente no Rio, que possue bem mais ciclovias, a maioria de uso mais
turístico, e também vão implantar a solução das bicicletas de Paris aqui
em algumas estações do Metrô. Só que eles estudam criar ciclovias mesmo
em vias congestionadas, como a Siqueira Campos em Copacabana, para que as
pessoas possam chegar com segurança da estação do metro a ciclovia da orla. Não é o caso de criar ciclovias em avenidas que possuem calçadas largas como a Av. Rebouças, Paulista, etc? Apenas isso já seria de grande ajuda.
é, lá é por opção, por espontaneidade; aqui é (ou vai ser) por correção, pela dor e de maneira superveniente.
abs,
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