Avalanche Tricolor: Encontro com as raízes

Grêmio campeão da Libertadores

Portuguesa 2 x 0 Grêmio

Brasileiro – Canindé

O futebol não é alegria, é a reprodução da vida, sempre cheia de sofrimento e glória redentora no final. A frase é emblemática. Seu autor dos maiores conhecedores da história do Brasil e da América. Simbólica para uma torcida acostumada com a luta eterna que justifica o olhar extasiado das rapazes e meninas que deixaram o estádio do Canindé na noite fria deste domingo, em São Paulo.

Há quem ocupará o espaço democrático aberto abaixo de todos os posts deste blog para dizer que o Grêmio saiu derrotado da capital paulista, neste fim de semana. Jamais nos entenderão. Assim como jamais nos matarão – como li em uma das faixas estendidas no alambrado. Sim, o Canindé ainda tem alambrado, tem gramado esburacado, vestiário pequeno, um só funcionário para acender os holofontes, tarefa que tem de ser feita uma a uma até o servidor fazer a volta completa no estádio. Típico campo de futebol, o verdadeiro futebol.

Foi neste cenário que o Imortal Tricolor deixou o gramado mais uma vez líder do Campeonato Brasileiro.

Perdoem-me colegas de arquibancada. Corrigirei a frase acima.

Foi neste cenário que o Imortal Tricolor deixou o gramado mais uma vez classificado para a Libertadores da América. Há umas 20 e tantas rodadas estamos nesta condição. Preparados para encarar novos desafios diante dos hermanos, em 2009.

Nada como o contato com as raízes de um clube, sua torcida mais fanática, aquela que deixa seu Estado para trás a bordo de um ônibus, destemida, preparada a enfrentar a estrada enlameada (estava chovendo quando se iniciou a viagem), para refrescar a memória e focar a mente e a alma ao que realmente nos interessa: a América.

Se duvida deste objetivo, leia o novo livro do escritor e historiador Eduardo Bueno que, desta vez, buscou o reforço de seu irmão, Fernando, para descrever as façanhas heróicas do Imortal na conquista da América, há 25 anos, quando vencemos nosso primeiro título de verdade. Único, aliás, que vale a pena.

Lá encontrará definições como esta que se segue:

“O volante de contenção é, indiscutivelmente, o astro-maior, a grande vedete (ops, vedete não – vedetes praticam futebol-bailarino), a peça-chave, o rei, a torre e, sobretudo, o cavalo no grande xadrez que constitui os duelos tático-técnicos do autêntico futebol”

Não lerá a frase que abre este texto, mas adianto-lhe que o autor é o mesmo.

5 comentários sobre “Avalanche Tricolor: Encontro com as raízes

  1. Ai Milton, só vc mesmo para achar algo positivo depois de uma derrota. Pra lusinha Milton???? que situação hein? Eu já não posso dizer o mesmo do meu tricolor, o paulista. Só dá pra lamentar…..

  2. Comemore os 25 anos! Aquele time não ganhou por acaso e era um dos melhores que já vi.
    A imagem diz tudo. Um zagueirão num timão e ganhando o mundo. Bela lembrança para o futebol gaucho e brasileiro.

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